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terça-feira, fevereiro 28, 2017

Globo não quer saber de Xuxa

8 segundos. Os fãs de Xuxa, que aguardavam a rainha no Carnaval 2017, pela Grande Rio, que homenageou a grande amiga dela, Ivete Sangalo, puderam ver a performance de Xuxa por apenas 8 segundos. Fátima Bernardes, a apresentadora do Globeleza, meio que engasgou ao pronunciar o nome da loira da Record. Claro que a postura da Globo não passou em branco. Choveram memes.
Quase 29 anos de empresa, que aparentemente não serviram para nada. 
Xuxa, que completa 54 anos daqui um mês, está em plena boa forma (vide foto).

quarta-feira, fevereiro 22, 2017

Por que a Globo não aposta num programa de auditório para Angélica?

Angélica não é a minha apresentadora favorita, mas também não quer dizer que não goste dela. A loira chegou na Globo em 1996 para suceder a TV Colosso e resgatar o público perdido no horário, o que, de fato, conseguiu, por muitos anos, até em meados de 1999, uma outra loira, a Eliana, começar a incomodá-la nas manhãs. Angel Mix virou Bambuluá e a carreira de apresentadora infantil se esgotou. 
Angélica estreou o Vídeo Game, bom quadro do Vídeo Show, e apresentou muitas edições do Fama, reality musical do início dos anos 2000, até que a Globo resolveu dar um programa só dela: o Estrelas. E lá se vão 11 anos.
Com a saída de Xuxa da Globo, há dois anos, tudo parecia que, enfim, a emissora daria um show para Angélica. Seria a ordem natural das coisas. Angélica sempre foi a substituta natural de Xuxa. Em 1986, quando Xuxa foi para a Globo, Angélica a substituiu no Clube da Criança. No ano de 1996, Angélica assumia as manhãs diárias da Globo, numa tentativa de ressuscitar a hegemonia do Xou da Xuxa (1986-1992). Xuxa, na época, estava bem feliz com o Xuxa Park, aos sábados. Portanto, por que, após dois anos da saída de Xuxa, a Globo ainda não deu um programa de auditório para Angélica?
A "rival" Eliana se deu muito bem com seu programa de domingo, no Sbt, apesar de ser um show mais ou menos o de Eliana (das três, Eliana foi a que mais se deu bem ao abandonar as crianças). Xuxa ainda tenta alavancar a audiência na Record. Vem aí o Dança da Xuxa, que a Record insiste em deixar nas noites de segunda, ao invés de optar pelo sábado à tarde. Já Angélica tem toda a estrutura da Globo, todo o elenco estelar da emissora, fora que seria um diferencial aos sábados. O Estrelas não é bom, mas também não é ruim, ou seja, a loira da pinta pode muito mais.
Outra coisa: Angélica não precisa ficar como sombra de Huck. O conselho vale para a Globo e, principalmente, para Angélica, que ficou confortável com a situação.

Laura Cardoso é espetacular

Sol Nascente está em suas últimas semanas e Alice está presa! Está difícil de engolir essa prisão. Quer falar com Alice, basta carregar uma escada, subir e bater na janela da cadeia. Fácil, né? Pode ainda ficar mais fácil, acredite!, com algumas guloseimas, você entra na cela para ver a prisioneira quando quiser. A polícia é trouxa. A novela das seis explora isso muito bem. Se contarmos a palhaçada que é este país na vida real, o folhetim está certíssimo: bandido tem vez no Brasil. Entretanto, a cena mais inusitada foi ao ar nesses últimos dias: uma multidão entrou na cela e se fechou com Alice. Querem Alice livre, e como sua prisão é uma injustiça, ficaram presos com ela. Santa Clara, rogai por nós!
No entanto, nem tudo é bobagem na novela das seis. A dupla Laura Cardoso e Rafael Cardoso poderiam ser parentes na vida real, mas apesar do mesmo sobrenome, os laços de sangue valem apenas na ficção.
Com um começo insosso, o vilão César não intimidava ninguém, mas Rafael foi, aos poucos, dando vida a seu personagem e está excepcional. César convence. Rafael está dando um banho no mocinho Mário, do também ótimo Bruno Gagliasso. Bruno, aliás, e Giovanna Antonelli, a injustiçada Alice, fizeram o inverso, começaram bem e terminam pagando muitos micos.
Mas é Laura Cardoso o grande trunfo de Sol Nascente. Mesmo meses fora da novela, a atriz ficou doente nesse meio tempo, ainda fora, Sol Nascente era sua, e seu retorno mostrou que isso é a mais pura verdade: desde que voltou, o folhetim passou a marcar índices superiores a 25 pontos, em momentos não raros. Se Laura ficasse o capítulo inteiro falando, só ela, com certeza, o capítulo passaria dos trinta. Sinhá é a grande protagonista de Sol Nascente. 
Fernanda Montenegro é considerada a grande dama do país, e ela é muito boa atriz, mas Laura Cardoso é três vezes melhor, é maravilhosa. Confiram:

Do ano de 1990 para cá, Montenegro brilhou em:

  1. Vó Manuela de Riacho Doce.
  2. Olga de O Dono do Mundo.
  3. Jacutinga de Renascer.
  4. Madrasta de Hoje é dia de Maria.
  5. Bia Falcão de Belíssima.
  6. Bete de Passione.
  7. D. Picucha de Doce de Mãe.
Do ano de 1990 para cá, Cardoso brilhou em:
  1. Isaura de Mulheres de Areia.
  2. Guiomar de A Viagem.
  3. Sinhana de Irmãos Coragem.
  4. Ruth de Salsa e Merengue.
  5. Madalena de Esperança.
  6. Carmem de Chocolate com Pimenta.
  7. Senhora dos Dois Mundos de Hoje é Dia de Maria.
  8. Laksmi de Caminho das Índias.
  9. Doroteia de Gabriela.
  10. Dona Sinhá de Sol Nascente.
Sol Nascente sem Laura Cardoso: intragável.
Sol Nascente com Laura Cardoso: esplendorosa.

Meu abraço a você, Laura Cardoso.




Vale a pena ver de novo do Viva anuncia a volta de Por Amor em seu horário principal

Vale a pena ver de novo (Viva): Por Amor no lugar de Pai Herói.
Além de Tieta, o canal Viva, do grupo Globo, já escolheu a reprise que sucederá Pai Herói, trata-se de Por Amor (reestreia em maio), com uma Susana Vieira endiabrada, no bom sentido. A ácida personagem da atriz, a malvada Branca, figura até hoje como uma das melhores vilãs de todos os tempos das novelas. Por Amor foi a melhor novela de Manoel Carlos, ao lado de Laços de Família. Por décimos, fico com a trama de 1997.
Regina Duarte protagonizou dois anos antes sua primeira Helena (a atriz defendeu três durante sua carreira). Gostou tanto (e a Helena de História de Amor foi a melhor), que pediu bis. Ao contrário da Helena de 1995, a Helena de 1997, por amor (por isso o título), cometeu um crime: trocou seu bebê pelo da filha (Gabriela Duarte), que nasceu morto no parto. Esse crime acabou mudando a vida de todos, causando muito sofrimento para alguns personagens, principalmente para Atílio (A. Fagundes), o pai da criança.
Maria Eduarda (Gabriela Duarte) foi mais uma dessas filhas chatas de Manoel Carlos, ganhou até um perfil na internet (queriam a personagem morta!), isso em 1997, quando a internet engatinhava no Brasil. No entanto, do meio para o final, Maria Eduarda mudou e conquistou uma legião de fãs. 
Por Amor foi também uma das melhores novelas de Fábio Assunção, o machista Marcelo. 
Todo mundo enlouqueceu com a pegação que era o casal Milena e Nando (Carolina Ferraz e Du Moscovis), quis pegar no colo a fofinha Sandrinha (Cecília Dassi), chorou com o rejeitado Leo (Murilo Benício), quis esganar Laura (Vivianne Pasmanter) etc.
É a segunda vez que Por Amor vai ao ar no Viva, a primeira foi em 2010. A segunda exibição deve-se ao sucesso de Laços, ano passado. História de Amor também foi bem uns anos atrás e, com certeza, deve vir por aí Mulheres Apaixonadas e Páginas da Vida.
A torcida agora é que escolham bem a substituta de Torre de Babel. Segundo alguns sites, estão dando como certo a volta de Fera Radical. Viva, que tal Explode Coração?


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Vale a pena ver de novo (Globo)

Batido o martelo: o retorno de Senhora do Destino volta ao ar dia 13 de março na Globo.

quarta-feira, fevereiro 15, 2017

Tieta, Perpétua (chama ela de quenga, oxente!), D. Milú e cia. vão voltar (em maio)

1989 foi o ano de Tieta (Betty Faria), a melhor novela de Aguinaldo Silva, autor de sucessos como Pedra sobre Pedra (Pilar, Murilo, Jorge Tadeu, Delegada Francisquinha), Fera Ferida (Flamel, Linda Inês, Ilka, Salustiana, Rubra Rosa), A Indomada (Altiva, Emanoel, Grampola, Pitágoras), Porto dos Milagres (Adma, Félix, Amapola, Genésia, Venâncio, Socorrinho) e Senhora do Destino (Maria do Carmo, Nazaré, Giovani Improta, Viviane, Cláudia). A partir de maio, no Viva, segundo Patrícia Kogut, no lugar de A Gata Comeu (Ivani Ribeiro), Tieta, Perpétua, Osnar, Tonha, Carmosina, Ascânio, Leonora, D. Milú, Jairo, Cinira, Amorzinho, entre outros, simplesmente encantarão as tardes (e madrugadas) dos brasileiros.
A reprise de Tieta, na Globo, foi em 1994, com grande sucesso.
Para quem amou a Nazaré, se divertiu com a Altiva, se enfureceu com a Adma, quis esganar a Rubra Rosa, Perpétua (Joana Fomm) pode se considerar a irmã mais velha de todas elas. Não era tão má como Nazaré, mas era tão divertida quanto. Todas, é bem verdade, são adoráveis.
No início de 1990, quando ia ao ar os capítulos derradeiros, era um menino de 6 anos, e os flashes de Tieta desmascarando Perpétua na igreja ainda são bem frescos, bem verdade que revi a cena em 1995, o que ajudou a guardá-la em minha memória. Isso não soa como um spoiler para os que não viram, pois a cena em si é formidável.
O Viva deveria ter escolhido Tieta para o lugar de Pai Herói, mas visto que os grandes sucessos do canal, por exemplo, A Viagem, Anjo Mau e Mulheres de Areia não foram reprisados no principal horário, tudo leva a crer que Tieta vem aí para arrepiar, com certeza a melhor reprise desse ano.

sábado, fevereiro 11, 2017

André Marques como apresentador do The Voice Kids não empolga

André Marques como o rei dos baixinhos está muito aquém do que parecia que ia acontecer com o Tiago Leifert, do que já aconteceu com o Márcio Garcia (Gente Inocente) e do título (na versão feminina) que Xuxa sustenta até hoje. Falta a André Marques o que falta a Rodrigo Faro na Record: mais espontaneidade e transparência. Ambos são talentosos, tal e qual não estariam onde estão, principalmente o Rodrigo, porém parece que não esqueceram as caras e bocas dos áureos tempos de ator.
André, ao contrário do que fez Tiago em relação à sua substituição a Pedro Bial, não tomou conta do The Voice Kids, ao contrário, parece forçado. Parece não, está forçado. Está atuando.
Não à toa, os técnicos andam roubando a cena, principalmente o Carlinhos Brown, aclamado pelas crianças.
The Voice sem Tiago Leifert ficou sem emoção. 

Por que não apostaram na Angélica? 
Esse protecionismo da Globo para alguns apresentadores pode prejudicar a própria emissora. Não é todo mundo que pode ser apresentador e o público não é bobo, sabe muito bem quem domina a arte. 

Mais Você é a cara de Ana M. Braga.

Domingão é mesmo do Faustão.

Amor & Sexo só poderia ser apresentado pela Fernanda Lima.

Altas Horas é feito para o Serginho.

O Programa do Jô era do Jô.

O Planeta Xuxa era para a Xuxa.

TV Xuxa também era.

Xou da Xuxa muito mais.

O Silvio Santos apresentaria muito bem todos esses programas.

Hebe era Hebe.

Tiago Leifert deixa sua marca em tudo o que faz.

O Encontro é com a Fátima Bernardes.

O Estrelas (apesar da Angélica não comer quase nada) é da apresentadora.

O Legendários é o Mion e o Mion é o Legendários.

Eliana é Eliana.

O Caldeirão é do Huck.

Mas o The Voice Kids não é do André.

Melhor do Brasil era do Márcio Garcia.

Tamanho Família é do tamanho do Márcio.

Hora do Faro deveria se chamar Horas do Faro (mas não consigo ver verdade nele, é um problema que ainda não consegui solucionar).

Esquenta (mesmo sendo chato) era a cara da Regina Casé.

Geraldo é uma farsa.

Gugu é Gugu (o Rodrigo Faro quer ser ele).

[...]




Tiago Leifert é o substituto natural de Faustão na Globo, podem apostar!

Quando Tiago Leifert surgiu na TV, à frente do Globo Esporte, desde lá fez a diferença. Com um estilo jovial, conquistou de cara a turma que aprecia o mundo dos esportes. O Globo Esporte sem ele não é a mesma coisa. Tiago trocou o jornalismo pelo entretenimento. Sua missão era dar voz ao The Voice. Novamente, foi um estouro. Melhor ainda quando a Globo criou a versão infantil do programa, mas não queria a Globo um rei dos baixinhos.
Após 16 edições com Pedro Bial na apresentação, a Globo escalou Tiago em seu lugar. 
Nenhuma menção até então a Bial. Nem um obrigado.
O BBB 17 surgiu para ser novo, não quer se vincular ao passado. É uma estratégia.
Tiago já é dono do BBB 17, como era de se esperar, é com certeza, o animador de auditório do futuro, podem apostar.

No entanto, apesar de todo o talento do apresentador, o BBB 17 ainda não decolou. Muito porque os participantes não ajudam, ainda não dá para escolher um favorito, e também porque a edição 16, a última de Bial, é memorável.

Em tempo: Pedro Bial deve estrear seu talk show em abril na Globo, substituindo Jô Soares.

A Globo está rejuvenescendo seu casting. Jô e Xuxa são os maiores exemplos.

Tiago e Fernanda Linda Lima (ela está muito magra) são os queridinhos atuais (credito a eles o futuro da Globo).

sexta-feira, fevereiro 10, 2017

Como assim Fernanda Lima?

Que o Amor & Sexo está fazendo o maior barulho, as redes sociais não me deixam negar, mas duas pautas me deixaram intrigado:

Feminismo pode. Machismo não pode.

É isso mesmo Fernanda Lima?

As mulheres fazem o que querem com o corpo, e homens devem ser babacas? Concordo que o machismo não leva à nada e de que é preciso desconstruir essa imagem (e lá se vai 100 anos para mudar alguma coisa), mas enaltecer o feminismo é no mínimo trocar seis por meia dúzia. 

Sou a favor da igualdade. 

Totalmente contra a libertinagem.

Sobre o Amor & Sexo, menos putaria (pelado, pelado, nu com a mão no bolso) e mais informação (vide Laura Müller no Altas Horas, da mesma Globo).



sábado, fevereiro 04, 2017

Por que Explode Coração nunca foi reprisada?

@gloriafperez: por que Explode Coração nunca foi reprisada?
Era 1995, ano de Quatro por Quatro, A Próxima Vítima, História de Amor e Explode Coração, todas de enorme sucesso e, dentre elas, apenas Explode Coração nunca foi reprisada. Por quê?


  1. Explode Coração era a novela da Dara. Todos eram apaixonados pela cigana Dara. O Igor era, o Júlio Falcão era. O Rodrigo Santoro era. Eu era!
  2. Melhor novela de Tereza Seiblitz. O que anda fazendo a atriz, que depois de Dara não emplacou muita coisa na TV?
  3. Explode Coração é a novela do famoso cigano Igor.
  4. O ator Ricardo Macchi é lembrado até hoje por causa do cigano.
  5. Eu lembro até hoje do Igor indo pra lua. Coisas das novelas da Glória Perez.
  6. Cigano Igor virou sinônimo de má interpretação.
  7. Explode Coração foi a primeira novela da Leandra Leal. Leandra era Ianca, irmã da Dara.
  8. Foi a primeira novela de Glória Perez a abordar culturas diferentes. Explode Coração é mãe de O Clone, América, Caminho das Índias e Salve Jorge.
  9. Explode Coração abordava também o mundo cibernético.
  10. Deborah Evelyn e Cássio Gabus Mendes namoravam pela Internet.
  11. Júlio Falcão e Dara também.
  12. Rodrigo Santoro namorou a Renée de Vielmond. Renée era Beth. Lembro de gostar muito da Beth. Rodrigo era Serginho.
  13. Caríssimos, tudo que escrevo vem de minha memória. Juro, não estou pesquisando. 
  14. Luiz Cláudio Junior, o Gugu.
  15. O drama das crianças desaparecidas.
  16. Isadora Ribeiro, ah, a Isadora Ribeiro! Isadora vivia o drama da mãe que vivia o drama de procurar o filho desaparecido.
  17. História comovente.
  18. Luiz Cláudio Junior era incrível como ator. Que será que aconteceu com ele? Será que está bem? Tomara!
  19. Guilherme Karam como Elvis Presley.
  20. Eri Johnson como Adílson Gaivota.
  21. Regina Dourado e Rogério Cardoso: o casal Lucineide e Salgadinho caíram nas graças do público. Divertidíssimos! O bordão "Stop, Salgadinho, stop!" virou mania nacional.
  22. Helena Ranaldi, linda como Larissa.
  23. Na trilha sonora internacional, as músicas Estoy enamorado (Donato y Stefano) e Macarena (Los del Rio) fizeram enorme sucesso.
  24. Sarita Vitti: Floriano Peixoto fez muito sucesso com esta personagem.

Este ano, serão 22 anos da estreia de Explode Coração. Tanta coisa ruim foi reprisada até então (ou re-reprisada) e com uma das melhores histórias de Glória Perez, nada! Não sou contra re-reprises, desde que levem alguns anos para voltar, mas como explicar Explode Coração fora das listas de retorno.

Novelas ruins que foram reprisadas: Sete Pecados, Era uma vez e O Profeta (só para citar três).
Novelas boas nunca reprisadas: Sonho Meu, Cara e Coroa, Porto dos Milagres, Celebridade, Esplendor, Um anjo caiu do céu, O beijo do vampiro etc.

Quem entende?




sexta-feira, fevereiro 03, 2017

A espetacular Gilmore Girls, série com um quê de Laços de Família, Por Amor, História de Amor e A Vida da Gente. Amy Sherman-Palladino no melhor estilo Manoel Carlos e Lícia Manzo de ser

Quando a Netflix anunciou o revival de Gilmore Girls: um ano para recordar, lembrei de alguns episódios que assisti pelo SBT há muitos anos. Corri para a frente da TV e comecei a assistir aos episódios, do número 1 ao último, até chegar aos quatro episódios de 90 minutos cada de 2016. A maratona durou de novembro até a última semana de janeiro. Meus sábados e domingos eram todos dedicados à série. Durante a semana, um ou dois episódios por dia.
Lorelai Gilmore, com uma Lauren Graham simplesmente brilhante, foi (é) a melhor personagem do seriado. Lorelai é a versão melhorada das Helenas de Manoel Carlos. Como ri com Lorelai. Como chorei com Lorelai. Como torci para Lorelai. O casal Lorelai e Luke funcionou de tal maneira que se Gilmore fosse uma dessas novelas das sete que caem no gosto do público adolescente, certamente virariam o casal Loreluke (a junção dos dois).
Enquanto isso, Rory, a Lorelai III, tem um quê de Joice (História de Amor), M. Eduarda (Por Amor) e Camila (Laços de Família). Ora a odiava com toda a força, ora a amava com o mesmo vigor. Quando tudo parecia fluir, vinha a Rory e estragava tudo. Coisas de Rory, ficava imaginando. Rory recebeu o mesmo nome de sua mãe Lorelai. Lorelai engravidou aos 16 anos e resolveu criar a sua filha sozinha, longe dos afortunados pais. Por que só os pais podem colocar seus nomes nos filhos? Era o que pensava Lorelai, que também herdou o nome, não de sua mãe, mas da avó. Rory foi interpretada pela atriz Alexis Bledel. 
A história de Lorelai e Rory se aproxima também da linda novela de Lícia Manzo, "A Vida da Gente", de 2011. Como Gilmore veio antes, podemos dizer que é o contrário. No entanto, Gilmore veio depois das incríveis novelas de Manoel Carlos, lá dos anos 1990. Emily Gilmore, interpretada por Kelly Bishop (a mãe da Baby, do aclamado filme Dirty Dancing), é a Branca Letícia de Barros Motta com certeza (Susana Vieira em Por Amor). Claro, nem tão perversa, mas a língua ferina é totalmente Branca. 
As tiradas de Lorelai, os embates com a mãe Emily, seu amor por Luke, as idas e vindas desse amor (meu Deus! Quanta aflição! Quanta emoção com o lindo final!), o companheirismo de mãe e filha, as desavenças de mãe e filha, as tortas de Sookie, o primeiro amor de Rory, o melhor namorado de Rory, o mau humor de Michel, os chatos Kirk e Taylor, Lulu, as fofoqueiras Babette e Srta. Patty, Dean, Logan, Jess, as loucuras de Paris Gellar, Lane e a mãe Kim, Lane e Zack, Christopher, Senhor Medina, Jason, Jackson, Richard Gilmore (linda a homenagem ao ator Edward Herrmann, falecido em 2014, na refilmagem de 2016), Paul Anka (o cantor e, principalmente, o cachorro) etc. Gilmore Girl tornou-se inesquecível por esses personagens, pela incrível história, por me fazer pensar, refletir, amar mais, rir mais, chorar mais. 
Na sétima temporada, uma mistura de sensações: por saber que estava terminando, por querer saber o final e por saber que ficaria órfão de uma espetacular série. Capítulo 22: o beijo de Lorelai e Luke e o the end de 2007. Não? Os fãs que acompanharam a série na época deveriam ter esbravejado um monte: eu esbravejei. Queria mais Loreluke! Curiosidade: a sétima temporada de Gilmore não teve a assinatura de Amy Sherman-Palladino, por questões de contrato. Não entraram num acordo satisfatório para os dois lados. Mesmo assim, a sétima temporada não deixou a desejar, não fosse o seu final. Amy sabia que faltava a cereja do bolo, que veio nove anos depois.
Gilmore Girl: um ano para recordar mostrou o que aconteceu com o casal principal, mostrou que Rory teve que acertar as contas com as burradas que fez no passado (ou continuou fazendo), enfim, trouxe consigo "aquele the end" que todos aguardavam e ainda fez questão de pegar a todos de surpresa na cena final. Foi na cena final, na versão de 2016, escrita/produzida por Amy Sherman-Palladino, que a autora explicou o porquê do seriado se chamar Gilmore Girls: tal mãe tal filha, que lógico, eu nem penso em contar.

P.S.: eu preciso de mais café!