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sábado, abril 22, 2017

Os Dias Eram Assim, primeiros capítulos

Quando O Astro estreou o horário de novelas das onze, por ser tarde da noite, pouco se esperava dela. O Astro foi bem na audiência e ainda abocanhou o prêmio de melhor novela do mundo. Um ano depois, foi a vez de Gabriela (ótimo remake). Depois Saramandaia e O Rebu (ambas não chamaram tanta atenção, mas foram bem na audiência). Em 2015 estreou Verdades Secretas, a melhor novela do horário. Verdades era rápida, forte e o apelo sexual estava à flor da pele. Com Verdades, descobriu-se um novo público: um público que quer ver cenas fortes, sexo, atores e atrizes nus. Tanto é verdade que Liberdade, Liberdade veio depois (com poucas cenas de sexo em relação à anterior) e deixou um pouco a desejar. 
No último dia 17, a Globo deu início a sua nova novela das onze, agora chamada de supersérie, Os Dias Eram Assim. A trama trata do universo da ditadura, nos áureos 1970 (e 1980), mesclado com o romance de Renato e Alice. Renato Góes é o protagonista e como vai bem na novela (supersérie). Sophie Charlotte é a mocinha (Sophie tem jeito de mocinha e é boa atriz). O antagonista é vivido pelo excelente ator Daniel de Oliveira.
Os Dias Eram Assim começou com o pior ibope de uma novela das onze (o primeiro capítulo marcou 23 pontos), mas foi o segundo o mais broxante de todos os tempos: só 13 pontos.
Apesar das promessas, poucos nus. O público quer nus. É o público do horário. Claro, não adianta só nus e não contar uma boa história. Verdades Secretas tinha muitos nus, mas era uma novela imperdível. Os Dias Eram Assim parece ser uma novela imperdível, a história da ditadura militar promete, e os primeiros capítulos foram muito bons, e além do trio de protagonistas, destacaram-se Antônio Calloni, se especializando em grandes vilões, Susana Vieira, Natália do Vale, Gabriel Leone, Mariana Lima, Marcos Palmeira e Cássia Kiss (principalmente).
Os Dias Eram Assim é escrita por Ângela Chaves e Alessandra Poggi e dirigida por Carlos Araújo, todos merecem aplausos, mas dos nus, acreditem, não se esqueçam deles!

sexta-feira, abril 21, 2017

Vade Retro estreia bem

Vade Retro estreou ontem (20 de abril) com todos os elogios possíveis: Fernanda Young e Alexandre Machado no melhor estilo (lembrando Os Normais). Um primeiro episódio [quase] perfeito. Quase porque o episódio foi um pouco arrastado, mas nada que manche o trabalho de elenco, direção, autores etc.
Tony Ramos como Abel Zebu (a crise de riso de Celeste foi o ponto alto), um vilão cômico, muito diferente do que estamos acostumados. Tony está ótimo no papel, o que não é surpresa e Mônica, estrelando sua primeira protagonista, domina a arte da comédia. Mônica Iozzi, adorada e odiada por muitos, é a mocinha - e politicamente correta - Celeste. Brilhante!
Vade Retro ocupa o lugar de A Grande Família e tem chances de cativar o público do horário (Chapa Quente não conseguiu).
Assim, brincando com o Sagrado e o Profano, as peripécias da advogada e o Diabo prometem. 

quarta-feira, abril 19, 2017

Julia Roberts, uma linda mulher aos 49

A prostituta Vivian de Uma linda mulher, 1990, conquistou Edward, Richard Gere e o mundo inteiro. Todos se curvaram ao talento e à beleza de Julia Roberts. 27 anos depois, Julia ganha pela quinta vez como a mais bela do mundo, pasmem, aos 49 anos. E ela é linda mesmo!

A Força do Querer, primeiros capítulos

Glória Perez é assim, normalmente, você começa a gostar muito de suas novelas a partir do capítulo 40, nesse tempo, todas as histórias já estão interligadas e começam a pegar fogo. Com duas semanas no ar, A Força do Querer começou despretensiosa, contando aos poucos seu enredo e, mesmo assim, já demonstra força para seguir adiante. E o coro "Gostei bastante de A Força do Querer" só aumenta.
O bom de A Força do Querer é que no elenco tem muita gente boa.
Marco Pigossi em seu melhor papel. É o herói da trama, bronco lembra o Petrucchio. Jeiza lembra a Catarina. Mesmo ainda não estando juntos, todo mundo torce pelo casal (futuro casal). Paolla está muito bem também.
Ísis Valverde é Ritinha, ora boa, ora má, ora ardilosa, ora ingênua. Grande atriz. Lindo personagem. Uma linda mulher!
Lília Cabral está ótima. M. Fernanda Cândido está ótima. Juliana Paes está ótima. Debora Falabella está ótima. Humberto, Dan, Rodrigo e Edson, ótimos.
Fiuk não é bom ator, mas Ruy tem carisma, por isso, o filho de Fábio Jr., o irmão da Cléo, corre bem (por fora).
Tonico Pereira, Elisângela, Linzmayer, Cláudia Mello, Juliana Paiva, Mariana Xavier, Gisele Fróes, Pedro Nercessian, Zezé Polessa, Luci Pereira estão perfeitos.
Linda novela com lindos atores. Dentre todos eles, dois estão se sobressaindo (ou comendo pelas beiradas). São eles:
Carol Duarte, a Ivana. Linda sua história. Aplausos à atriz estreante.
E Emílio Dantas, o Rubinho. Eu torço pelo Rubinho. Grande ator, talentoso, bonito e carismático.
Destaque para a direção de Pedro Vasconcelos e Rogério Gomes.
Baseado no início de A Força do Querer, é merecido seu sucesso (e merece mais).

10 motivos para você assistir Dancing Brasil

Estreou há três semanas Dancing Brasil, o novo programa de Xuxa, e tirando o público de São Paulo (que é o que conta, mesmo não concordando, pois todo o Brasil consome as marcas que passam nos comerciais da TV), o reality agradou. No Rio de Janeiro, por exemplo, Xuxa oscila entre 8 e 10 pontos. Em São Paulo, a média é bem menor: 5 pontos (uma pena, mesmo).


10 bons motivos para assistir ao Dancing Brasil:


  1. A "boa e velha" Xuxa está de volta. Mais comedida (nem tanto assim), a loira mais famosa do Brasil está segura frente ao reality. Xuxa diverte, vibra, alfineta e deixa todo mundo brilhar. Aplausos!
  2. Dancing Brasil é melhor que o Dança dos Famosos. Tem mais tempo no ar, os jurados são mais ácidos, os temas são mais difíceis.
  3. Por enquanto, Léo Miggiorin, Maitê Piragibe, Jade Barbosa, Sheila Mello e Micael Borges estão entre os melhores.
  4. O programa exibido na última segunda (17 de abril) foi o mais divertido, mais bonito. Jade dançou muito. Sheila foi formidável. Maitê, belíssima. Vale a reprise (para quem não viu) no sábado (próximo).
  5. Xuxa de Meryl Streep em Mamma Mia foi espetacular. Quando ela volta a dançar?
  6. Xuxa ao vivo: muito boa as tiradas da apresentadora. 
  7. O tímido Sérgio Marone está melhorando a cada programa. Promete!
  8. Mc Gui dança pior do que eu, você, seu pai, meu avô. E ele ri de si mesmo. Impagável.
  9. Para os fãs de futebol, tem Richarlyson. O conhecido jogador ex-São Paulo é bastante emotivo e também muito perfeccionista. Por isso, é o que mais sofre, mas já tem torcida.
  10. A Argentina está de olho no programa, muito pela Xuxa. E sim, o programa é muito bom mesmo. 
Com Xuxa tirando de letra o Dancing, por que a Globo não apostou nela com o The Voice?

Preferiu o Tiago Leifert (que é muito bom) e o André Marques (que é muito ruim).

sábado, abril 01, 2017

Crítica: A Lei do Amor, último capítulo

Maria Adelaide Amaral escreveu Anjo Mau (versão 1997), Ti-ti-ti (versão 2010), Sangue Bom (2013), minisséries como A Casa das Sete Mulheres (2003), A Muralha (2000), Os Maias (2001). Todas muito boas. Quando anunciaram M. Adelaide para o horário nobre, a alegria tomou conta de muita gente (minha, inclusive). A Lei do Amor era para ter sido chamada de Sagrada Família, porém ambos os títulos não dizem nada da história que foi apresentada. A Lei do Amor foi, aliás, um tiro no pé nos fãs de Maria Adelaide. Que novela ruim!
A audiência é a segunda pior do horário: 27 pontos. Ganha somente de Babilônia (2015), que marcou 25. Todas as duas foram mutiladas por conta de seu ibope. A Lei do Amor deveria ter se chamado O Samba do Crioulo Doido, porque tudo que parecia ser não era. Tudo se perdeu. 

O último capítulo foi mais ou menos, mais para menos.

Sobre a audiência: o capítulo derradeiro deu mais que Velho Chico (35), Babilônia (34) e Em Família (37). A Lei do Amor somou 38 pontos com picos de 41. 41 pontos, diga-se, foi a audiência do último capítulo de A Regra do Jogo.
A revelação de Marina que era, na verdade, Isabela, era a mais esperada da noite. Decepcionou. Marina /Isabela fez tudo aquilo por vingança, e no final não conseguiu concluir seu plano.
Na minha cabeça, Isabela sempre foi Marina. Marina teria se transformado em Isabela para se vingar da família de Magnólia ou de Tião, tanto que os investigava no início, mas acabou se apaixonando por Tiago. Por um momento, a novela era dos dois. Todos torciam pelo casal. Até que, por ironia do destino, Marina sofre um atentado. Ela não morreu e volta para concluir sua vingança, agora como Marina, com muito mais ódio. Se aproximou de Magnólia, virou sua confidente, a ajudou contra Tião e o mistério em torno da personagem só crescia. Nessa época, Tiago já estava muito bem casado com Letícia, que de chata virou a mocinha da trama, roubando o posto que era antes de Isabela. Se Isabela era a Ruth, Marina tinha muito de Raquel, só que Tiago nem um pouco lembrava o Marcos, virou um Tonho da Lua. Enfim, Marina em nada participou da derrocada de Tião e Magnólia e fez tudo aquilo sendo Isabela, porque pensava que Tiago tentou matá-la. Sofrível. E sem explicação ficou o forjado passado de Marina. Como Isabela conseguiu enganar Tião? Ainda neste núcleo: Letícia ficou com Antonio. Esse é só um exemplo de como A Lei do Amor se perdeu no caminho.
A história do sequestro de Helô. Santo Deus, se era para termos pena da personagem, o tiro saiu pela culatra. A heroína está grávida, a gravidez é de risco, o bebê é a salvação de Letícia e, mesmo assim, Helô faz greve de fome. Fora a história manjada.
A interpretação de Vera Holtz como Magnólia foi uma exceção na história, uma rara exceção.
Agora, muito linda foi a cena de Letícia visitando o pai de criação (Tião), que sofreu um AVC e ficou de "cama". José Mayer foi perfeito. Emoção pura.

Algumas críticas aos principais atores de A Lei do Amor:

José Mayer: Tião foi o melhor personagem em anos do ator, mas podia mais, não por culpa do ator, Mayer defendeu seu Tião até onde podia. 

Reynaldo Gianecchini: Pedro foi sua pior atuação em novelas. Intragável. Dele, não havia gostado apenas de Ricardo, de As Filhas da Mãe (2001). Reynaldo retrocedeu como Pedro. Parecia forçado, sabe quando alguém não está gostando de estar em tal lugar, foi essa a impressão que o ator passou. Que volte logo à TV e tire essa mancha ruim.

Cláudia Abreu: a atriz é ótima, mas Helô foi uma mocinha chata, parada, boba, em nada lembrava a Helô de Isabelle Drummond. Um personagem para se esquecer.

Grazi Massafera: Luciane era ardilosa, baixa, e também muito carinhosa, justa. Grazi tirou de letra, foi, depois de Vera Holtz, a melhor da novela.

Cláudia Raia não funcionou. O par Daniel Rocha só atrapalhou.

Heloísa Perissé e sua trupe foram a segunda pior coisa da novela. Núcleo que não precisava existir. Segunda pior, pois nada foi tão difícil de engolir como Helô e Pedro de detetives. Chatos de doer. Pareciam confinados do BBB, sempre conspirando contra Magnólia. 

Enfim, A Lei do Amor, de M. Adelaide Amaral e Vincent Villari chega ao fim e não deixará saudades. Nenhuma saudade!

Em tempo: o que era os visuais de Cláudia Abreu e Isabela Santoni na passagem de tempo?

quarta-feira, março 29, 2017

Regina Duarte ganha protagonista de próxima novela das seis

A nova novela das seis da Globo, não Novo Mundo, e sim sua substituta, terá como protagonistas Regina Duarte e Tony Ramos, a Maria do Carmo e o Edu de Rainha da Sucata (1990). Ótima notícia. Muito bom ter Regina de volta como protagonista de novela.

Uma pergunta: podemos sonhar com Glória Menezes como a vilã da história?

Regina Duarte é uma das melhores atrizes do Brasil e uma novela com ela no papel principal é sempre bem-vinda.

Regina marcou como:

Viúva Porcina.
Raquel.
Maria do Carmo.
Helenas.


sábado, março 25, 2017

Crítica: Novo Mundo, primeiros capítulos

Não tem como não comparar Novo Mundo (2017) com O Quinto dos Infernos (minissérie da Globo de 2002) e Piratas do Caribe (filme de Hollywood com Johnny Depp no papel principal). Os marujos de Novo Mundo parecem ter vindo do filme. As cenas de ação são outro ponto forte. Nota dez, cem, mil. De O Quinto dos Infernos, a mesma história da Família Real, o mesmo bom humor. O filme também tem um tom de comédia.
Novo Mundo, claro, não tem nada de sexo, mas tem muito de amor.
A história de amor de Ana e Joaquim (Isabelle e Chay) é diferente da primeira fase de A Lei do Amor (Chay, principalmente, está muito diferente como foi com o Pedro). E isso é muito bom. Isabelle e Chay têm a química perfeita.
A vilã cômica de Ingrid Guimarães está bem afiada. Gostei.
Gabriel Braga Nunes está repetitivo.
Léo Jaime e Débora Olivieri lembram as interpretações de Betty Lago e André Mattos. Estão ótimos.
Rodrigo Simas é outro que vem fazendo bons trabalhos na TV.
Entretanto, foi Letícia Colin quem roubou a cena nos primeiros capítulos de Novo Mundo. e parafraseando Patrícia Kogut, do O Globo, que boa escalação! Linda!
Caio Castro, o D. Pedro I, mulherengo tal e qual Marcos Pasquim, bonito quanto. Como Caio está evoluindo como ator. 
Esperando por Vivianne Pasmanter, como a feia Germana.
A novela das 18h de Thereza Falcão e Alessandro Marson, é dirigida por Vinícius Coimbra. Todos estão de parabéns.
O ponto fraco de Novo Mundo é 99% dos personagens falar português (sotaque brasileiro), mas como ser diferente? O Clone não seria O Clone se Jade e cia. não falassem português, por exemplo.
A audiência do primeiro capítulo foi de 22 pontos. Caiu para 18 no segundo capítulo, e claro, Novo Mundo, pelo que apresentou nos primeiros três capítulos, merece audiência melhor que Sol Nascente, cuja trama foi salva por um único personagem, D. Sinhá, interpretada pela vózinha cuti-cuti Laura Cardoso.

Magnólia lembra Ângela Vidal

Quando a Contigo! ainda anunciava em suas capas os "spoilers" das novelas, anos 1970, 1980 e 1990, sendo substituída pelas revistas Ti-ti-ti e Minha novela, normalmente predominava a seguinte frase: "Bomba em A Próxima Vítima"; "Bomba em Renascer", "Bomba em O Rei do Gado"; "Bomba em Pátria Minha" etc. Portanto, fazendo valer esta frase, Mr. TV anuncia, em primeira mão: BOMBA EM A LEI DO AMOR: MAGNÓLIA É IRMÃ DE ÂNGELA VIDAL!
Claro que se trata apenas de uma brincadeira, mas está nítido que Mág bebe da fonte de Ângela Vidal, a vilã-mor de Torre de Babel, exibida pelo Canal Viva, e agora que A Lei do Amor se aproxima do final, as semelhanças não são só meras coincidências.
Ângela Vidal é considerada um doce por todo mundo. Apenas o público foi avisado de antemão que Ângela não era esse doce de candura.
Mág se dizia uma serva do Senhor, sempre solícita.
Ângela matou Wilma com um tiro no meio do nada (ciúmes do Edson Celulari).
Adivinha o que fez Mág? Ela matou Beth no meio do nada (ciúmes do Thiago Lacerda).
Ângela foi presa. Passou horrores na prisão.
Mág idem.
A fuga da prisão. Foi do mesmo jeitinho (repito: do mesmo jeitinho). 

O final eu posso dizer (afinal, a internet conta tudo mesmo, não continue se não quer saber).

Mág vai tocar o terror na última semana de A Lei do Amor e, segundo o jornal Extra!, vai se suicidar no último capítulo (Mág vai se jogar na frente de um trem). 
Ângela Vidal foi à forra nos momentos decisivos de Torre de Babel.
No último capítulo, a vilã pula do alto de um shopping center.

Cláudia Raia foi Ângela Vidal, e é Salete na atual trama da Globo, então, Salete é parente de Magnólia (prontos para mais uma BOMBA?).

Fera Radical é confirmada no Canal Viva

Com Malu Mader no papel principal, Fera Radical, escrita por Walter Negrão, foi confirmada para junho no canal Viva. A trama substituirá Torre de Babel.
O que esperar de Fera Radical?
Romance. Vingança. Romance. É a típica novela das seis escrita por Walter Negrão.
Negrão escreveu Despedida de Solteiro, Tropicaliente, Anjo de Mim, Era uma vez, Vila Madalena, Como uma Onda, Desejo Proibido, Araguaia, Flor do Caribe e Sol Nascente. Fez também muito sucesso com Cavalo de Aço e Direito de Amar.
Malu Mader estava no início da carreira, antes de Fera Radical, fez Anos Dourados, o melhor personagem da atriz. Malu é um meio termo, não é uma Glória Pires, mas faz a lição de casa direitinho. Portanto, lembre-se de que você vai torcer sim por ela.
Fera Radical vale por Cláudia Abreu. Tão novinha, e tão promissora. O resto a gente já sabe o que virou: um sucesso como atriz.
Sobre a audiência, alguns sites apontam 51 pontos, outros 43, mas sendo Mulheres de Areia a novela das seis de maior audiência de todos os tempos (50 pontos), fica valendo os 43 pontos, que ainda assim, é muita coisa. Fera Radical foi sim um grande sucesso.
A seguir, veja a abertura da novela:


sábado, março 18, 2017

Bela Cozinha tinha razão?

Bela (cozinha) avisou: não comam carnes! Substituam a carne por linhaça, por exemplo. Argh! (foi a resposta de muita gente). Até porque o Tony Ramos (renomado ator brasileiro) nos disse que 'carne de qualidade tem nome'. Friboi? Apostei no Tony. Como substituir a carne se até a Angélica gosta de salsicha (sem duplo sentido, por favor!)?
Presunto só Seara (ou Perdigão, ou Sadia). Enquanto isso, o Luís Augusto mofava nos frigoríficos. 

Luís Augusto, perdão!


A Fátima Bernardes disse que nós íamos nos surpreender com a qualidade da marca que ela é garota propaganda. Suuuurrrrpresa!
O Rei Roberto Carlos ganhou dinheiro com isso também, mas como não é bobo, não comeu a carne.
Claro que nenhum deles têm culpa por todo o papelão (de papel mesmo) ingerido por nós, dos ácidos cancerígenos etc. [mas]
Todos faturam alto sim, e agora pagam o preço por apoiarem as marcas.
Por isso, por se associarem à marca, não têm o direito de reclamar.
Segue alguns memes (claro que a internet não ia deixar barato), mas o assunto é sério. Ponto para a Bela Cozinha.

Lembrando que a Bela foi até o Encontro da Fátima fazer churrasco de melancia e todos riram, fizeram cara feia etc.

Às marcas: que papelão, hein?

Haja Tonys, Fátimas, Robertos e Angélicas para fazer o consumidor voltar a confiar nas marcas.


A vegetariana Angélica finge comer cachorro-quente: "Eu adoro cachorro-quente", disse ela na época.

Receita de feijoada:
1 kg de feijão.
Água.
Sal.
Alho e cebola fritos.
Papelão a gosto.

Carne adulterada tem nome.

Se for presunto, não escolha o S (nem o P).

Valeu Bela.

terça-feira, fevereiro 28, 2017

Globo não quer saber de Xuxa

8 segundos. Os fãs de Xuxa, que aguardavam a rainha no Carnaval 2017, pela Grande Rio, que homenageou a grande amiga dela, Ivete Sangalo, puderam ver a performance de Xuxa por apenas 8 segundos. Fátima Bernardes, a apresentadora do Globeleza, meio que engasgou ao pronunciar o nome da loira da Record. Claro que a postura da Globo não passou em branco. Choveram memes.
Quase 29 anos de empresa, que aparentemente não serviram para nada. 
Xuxa, que completa 54 anos daqui um mês, está em plena boa forma (vide foto).

quarta-feira, fevereiro 22, 2017

Por que a Globo não aposta num programa de auditório para Angélica?

Angélica não é a minha apresentadora favorita, mas também não quer dizer que não goste dela. A loira chegou na Globo em 1996 para suceder a TV Colosso e resgatar o público perdido no horário, o que, de fato, conseguiu, por muitos anos, até em meados de 1999, uma outra loira, a Eliana, começar a incomodá-la nas manhãs. Angel Mix virou Bambuluá e a carreira de apresentadora infantil se esgotou. 
Angélica estreou o Vídeo Game, bom quadro do Vídeo Show, e apresentou muitas edições do Fama, reality musical do início dos anos 2000, até que a Globo resolveu dar um programa só dela: o Estrelas. E lá se vão 11 anos.
Com a saída de Xuxa da Globo, há dois anos, tudo parecia que, enfim, a emissora daria um show para Angélica. Seria a ordem natural das coisas. Angélica sempre foi a substituta natural de Xuxa. Em 1986, quando Xuxa foi para a Globo, Angélica a substituiu no Clube da Criança. No ano de 1996, Angélica assumia as manhãs diárias da Globo, numa tentativa de ressuscitar a hegemonia do Xou da Xuxa (1986-1992). Xuxa, na época, estava bem feliz com o Xuxa Park, aos sábados. Portanto, por que, após dois anos da saída de Xuxa, a Globo ainda não deu um programa de auditório para Angélica?
A "rival" Eliana se deu muito bem com seu programa de domingo, no Sbt, apesar de ser um show mais ou menos o de Eliana (das três, Eliana foi a que mais se deu bem ao abandonar as crianças). Xuxa ainda tenta alavancar a audiência na Record. Vem aí o Dança da Xuxa, que a Record insiste em deixar nas noites de segunda, ao invés de optar pelo sábado à tarde. Já Angélica tem toda a estrutura da Globo, todo o elenco estelar da emissora, fora que seria um diferencial aos sábados. O Estrelas não é bom, mas também não é ruim, ou seja, a loira da pinta pode muito mais.
Outra coisa: Angélica não precisa ficar como sombra de Huck. O conselho vale para a Globo e, principalmente, para Angélica, que ficou confortável com a situação.

Laura Cardoso é espetacular

Sol Nascente está em suas últimas semanas e Alice está presa! Está difícil de engolir essa prisão. Quer falar com Alice, basta carregar uma escada, subir e bater na janela da cadeia. Fácil, né? Pode ainda ficar mais fácil, acredite!, com algumas guloseimas, você entra na cela para ver a prisioneira quando quiser. A polícia é trouxa. A novela das seis explora isso muito bem. Se contarmos a palhaçada que é este país na vida real, o folhetim está certíssimo: bandido tem vez no Brasil. Entretanto, a cena mais inusitada foi ao ar nesses últimos dias: uma multidão entrou na cela e se fechou com Alice. Querem Alice livre, e como sua prisão é uma injustiça, ficaram presos com ela. Santa Clara, rogai por nós!
No entanto, nem tudo é bobagem na novela das seis. A dupla Laura Cardoso e Rafael Cardoso poderiam ser parentes na vida real, mas apesar do mesmo sobrenome, os laços de sangue valem apenas na ficção.
Com um começo insosso, o vilão César não intimidava ninguém, mas Rafael foi, aos poucos, dando vida a seu personagem e está excepcional. César convence. Rafael está dando um banho no mocinho Mário, do também ótimo Bruno Gagliasso. Bruno, aliás, e Giovanna Antonelli, a injustiçada Alice, fizeram o inverso, começaram bem e terminam pagando muitos micos.
Mas é Laura Cardoso o grande trunfo de Sol Nascente. Mesmo meses fora da novela, a atriz ficou doente nesse meio tempo, ainda fora, Sol Nascente era sua, e seu retorno mostrou que isso é a mais pura verdade: desde que voltou, o folhetim passou a marcar índices superiores a 25 pontos, em momentos não raros. Se Laura ficasse o capítulo inteiro falando, só ela, com certeza, o capítulo passaria dos trinta. Sinhá é a grande protagonista de Sol Nascente. 
Fernanda Montenegro é considerada a grande dama do país, e ela é muito boa atriz, mas Laura Cardoso é três vezes melhor, é maravilhosa. Confiram:

Do ano de 1990 para cá, Montenegro brilhou em:

  1. Vó Manuela de Riacho Doce.
  2. Olga de O Dono do Mundo.
  3. Jacutinga de Renascer.
  4. Madrasta de Hoje é dia de Maria.
  5. Bia Falcão de Belíssima.
  6. Bete de Passione.
  7. D. Picucha de Doce de Mãe.
Do ano de 1990 para cá, Cardoso brilhou em:
  1. Isaura de Mulheres de Areia.
  2. Guiomar de A Viagem.
  3. Sinhana de Irmãos Coragem.
  4. Ruth de Salsa e Merengue.
  5. Madalena de Esperança.
  6. Carmem de Chocolate com Pimenta.
  7. Senhora dos Dois Mundos de Hoje é Dia de Maria.
  8. Laksmi de Caminho das Índias.
  9. Doroteia de Gabriela.
  10. Dona Sinhá de Sol Nascente.
Sol Nascente sem Laura Cardoso: intragável.
Sol Nascente com Laura Cardoso: esplendorosa.

Meu abraço a você, Laura Cardoso.




Vale a pena ver de novo do Viva anuncia a volta de Por Amor em seu horário principal

Vale a pena ver de novo (Viva): Por Amor no lugar de Pai Herói.
Além de Tieta, o canal Viva, do grupo Globo, já escolheu a reprise que sucederá Pai Herói, trata-se de Por Amor (reestreia em maio), com uma Susana Vieira endiabrada, no bom sentido. A ácida personagem da atriz, a malvada Branca, figura até hoje como uma das melhores vilãs de todos os tempos das novelas. Por Amor foi a melhor novela de Manoel Carlos, ao lado de Laços de Família. Por décimos, fico com a trama de 1997.
Regina Duarte protagonizou dois anos antes sua primeira Helena (a atriz defendeu três durante sua carreira). Gostou tanto (e a Helena de História de Amor foi a melhor), que pediu bis. Ao contrário da Helena de 1995, a Helena de 1997, por amor (por isso o título), cometeu um crime: trocou seu bebê pelo da filha (Gabriela Duarte), que nasceu morto no parto. Esse crime acabou mudando a vida de todos, causando muito sofrimento para alguns personagens, principalmente para Atílio (A. Fagundes), o pai da criança.
Maria Eduarda (Gabriela Duarte) foi mais uma dessas filhas chatas de Manoel Carlos, ganhou até um perfil na internet (queriam a personagem morta!), isso em 1997, quando a internet engatinhava no Brasil. No entanto, do meio para o final, Maria Eduarda mudou e conquistou uma legião de fãs. 
Por Amor foi também uma das melhores novelas de Fábio Assunção, o machista Marcelo. 
Todo mundo enlouqueceu com a pegação que era o casal Milena e Nando (Carolina Ferraz e Du Moscovis), quis pegar no colo a fofinha Sandrinha (Cecília Dassi), chorou com o rejeitado Leo (Murilo Benício), quis esganar Laura (Vivianne Pasmanter) etc.
É a segunda vez que Por Amor vai ao ar no Viva, a primeira foi em 2010. A segunda exibição deve-se ao sucesso de Laços, ano passado. História de Amor também foi bem uns anos atrás e, com certeza, deve vir por aí Mulheres Apaixonadas e Páginas da Vida.
A torcida agora é que escolham bem a substituta de Torre de Babel. Segundo alguns sites, estão dando como certo a volta de Fera Radical. Viva, que tal Explode Coração?


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Vale a pena ver de novo (Globo)

Batido o martelo: o retorno de Senhora do Destino volta ao ar dia 13 de março na Globo.

quarta-feira, fevereiro 15, 2017

Tieta, Perpétua (chama ela de quenga, oxente!), D. Milú e cia. vão voltar (em maio)

1989 foi o ano de Tieta (Betty Faria), a melhor novela de Aguinaldo Silva, autor de sucessos como Pedra sobre Pedra (Pilar, Murilo, Jorge Tadeu, Delegada Francisquinha), Fera Ferida (Flamel, Linda Inês, Ilka, Salustiana, Rubra Rosa), A Indomada (Altiva, Emanoel, Grampola, Pitágoras), Porto dos Milagres (Adma, Félix, Amapola, Genésia, Venâncio, Socorrinho) e Senhora do Destino (Maria do Carmo, Nazaré, Giovani Improta, Viviane, Cláudia). A partir de maio, no Viva, segundo Patrícia Kogut, no lugar de A Gata Comeu (Ivani Ribeiro), Tieta, Perpétua, Osnar, Tonha, Carmosina, Ascânio, Leonora, D. Milú, Jairo, Cinira, Amorzinho, entre outros, simplesmente encantarão as tardes (e madrugadas) dos brasileiros.
A reprise de Tieta, na Globo, foi em 1994, com grande sucesso.
Para quem amou a Nazaré, se divertiu com a Altiva, se enfureceu com a Adma, quis esganar a Rubra Rosa, Perpétua (Joana Fomm) pode se considerar a irmã mais velha de todas elas. Não era tão má como Nazaré, mas era tão divertida quanto. Todas, é bem verdade, são adoráveis.
No início de 1990, quando ia ao ar os capítulos derradeiros, era um menino de 6 anos, e os flashes de Tieta desmascarando Perpétua na igreja ainda são bem frescos, bem verdade que revi a cena em 1995, o que ajudou a guardá-la em minha memória. Isso não soa como um spoiler para os que não viram, pois a cena em si é formidável.
O Viva deveria ter escolhido Tieta para o lugar de Pai Herói, mas visto que os grandes sucessos do canal, por exemplo, A Viagem, Anjo Mau e Mulheres de Areia não foram reprisados no principal horário, tudo leva a crer que Tieta vem aí para arrepiar, com certeza a melhor reprise desse ano.

sábado, fevereiro 11, 2017

André Marques como apresentador do The Voice Kids não empolga

André Marques como o rei dos baixinhos está muito aquém do que parecia que ia acontecer com o Tiago Leifert, do que já aconteceu com o Márcio Garcia (Gente Inocente) e do título (na versão feminina) que Xuxa sustenta até hoje. Falta a André Marques o que falta a Rodrigo Faro na Record: mais espontaneidade e transparência. Ambos são talentosos, tal e qual não estariam onde estão, principalmente o Rodrigo, porém parece que não esqueceram as caras e bocas dos áureos tempos de ator.
André, ao contrário do que fez Tiago em relação à sua substituição a Pedro Bial, não tomou conta do The Voice Kids, ao contrário, parece forçado. Parece não, está forçado. Está atuando.
Não à toa, os técnicos andam roubando a cena, principalmente o Carlinhos Brown, aclamado pelas crianças.
The Voice sem Tiago Leifert ficou sem emoção. 

Por que não apostaram na Angélica? 
Esse protecionismo da Globo para alguns apresentadores pode prejudicar a própria emissora. Não é todo mundo que pode ser apresentador e o público não é bobo, sabe muito bem quem domina a arte. 

Mais Você é a cara de Ana M. Braga.

Domingão é mesmo do Faustão.

Amor & Sexo só poderia ser apresentado pela Fernanda Lima.

Altas Horas é feito para o Serginho.

O Programa do Jô era do Jô.

O Planeta Xuxa era para a Xuxa.

TV Xuxa também era.

Xou da Xuxa muito mais.

O Silvio Santos apresentaria muito bem todos esses programas.

Hebe era Hebe.

Tiago Leifert deixa sua marca em tudo o que faz.

O Encontro é com a Fátima Bernardes.

O Estrelas (apesar da Angélica não comer quase nada) é da apresentadora.

O Legendários é o Mion e o Mion é o Legendários.

Eliana é Eliana.

O Caldeirão é do Huck.

Mas o The Voice Kids não é do André.

Melhor do Brasil era do Márcio Garcia.

Tamanho Família é do tamanho do Márcio.

Hora do Faro deveria se chamar Horas do Faro (mas não consigo ver verdade nele, é um problema que ainda não consegui solucionar).

Esquenta (mesmo sendo chato) era a cara da Regina Casé.

Geraldo é uma farsa.

Gugu é Gugu (o Rodrigo Faro quer ser ele).

[...]




Tiago Leifert é o substituto natural de Faustão na Globo, podem apostar!

Quando Tiago Leifert surgiu na TV, à frente do Globo Esporte, desde lá fez a diferença. Com um estilo jovial, conquistou de cara a turma que aprecia o mundo dos esportes. O Globo Esporte sem ele não é a mesma coisa. Tiago trocou o jornalismo pelo entretenimento. Sua missão era dar voz ao The Voice. Novamente, foi um estouro. Melhor ainda quando a Globo criou a versão infantil do programa, mas não queria a Globo um rei dos baixinhos.
Após 16 edições com Pedro Bial na apresentação, a Globo escalou Tiago em seu lugar. 
Nenhuma menção até então a Bial. Nem um obrigado.
O BBB 17 surgiu para ser novo, não quer se vincular ao passado. É uma estratégia.
Tiago já é dono do BBB 17, como era de se esperar, é com certeza, o animador de auditório do futuro, podem apostar.

No entanto, apesar de todo o talento do apresentador, o BBB 17 ainda não decolou. Muito porque os participantes não ajudam, ainda não dá para escolher um favorito, e também porque a edição 16, a última de Bial, é memorável.

Em tempo: Pedro Bial deve estrear seu talk show em abril na Globo, substituindo Jô Soares.

A Globo está rejuvenescendo seu casting. Jô e Xuxa são os maiores exemplos.

Tiago e Fernanda Linda Lima (ela está muito magra) são os queridinhos atuais (credito a eles o futuro da Globo).

sexta-feira, fevereiro 10, 2017

Como assim Fernanda Lima?

Que o Amor & Sexo está fazendo o maior barulho, as redes sociais não me deixam negar, mas duas pautas me deixaram intrigado:

Feminismo pode. Machismo não pode.

É isso mesmo Fernanda Lima?

As mulheres fazem o que querem com o corpo, e homens devem ser babacas? Concordo que o machismo não leva à nada e de que é preciso desconstruir essa imagem (e lá se vai 100 anos para mudar alguma coisa), mas enaltecer o feminismo é no mínimo trocar seis por meia dúzia. 

Sou a favor da igualdade. 

Totalmente contra a libertinagem.

Sobre o Amor & Sexo, menos putaria (pelado, pelado, nu com a mão no bolso) e mais informação (vide Laura Müller no Altas Horas, da mesma Globo).



sábado, fevereiro 04, 2017

Por que Explode Coração nunca foi reprisada?

@gloriafperez: por que Explode Coração nunca foi reprisada?
Era 1995, ano de Quatro por Quatro, A Próxima Vítima, História de Amor e Explode Coração, todas de enorme sucesso e, dentre elas, apenas Explode Coração nunca foi reprisada. Por quê?


  1. Explode Coração era a novela da Dara. Todos eram apaixonados pela cigana Dara. O Igor era, o Júlio Falcão era. O Rodrigo Santoro era. Eu era!
  2. Melhor novela de Tereza Seiblitz. O que anda fazendo a atriz, que depois de Dara não emplacou muita coisa na TV?
  3. Explode Coração é a novela do famoso cigano Igor.
  4. O ator Ricardo Macchi é lembrado até hoje por causa do cigano.
  5. Eu lembro até hoje do Igor indo pra lua. Coisas das novelas da Glória Perez.
  6. Cigano Igor virou sinônimo de má interpretação.
  7. Explode Coração foi a primeira novela da Leandra Leal. Leandra era Ianca, irmã da Dara.
  8. Foi a primeira novela de Glória Perez a abordar culturas diferentes. Explode Coração é mãe de O Clone, América, Caminho das Índias e Salve Jorge.
  9. Explode Coração abordava também o mundo cibernético.
  10. Deborah Evelyn e Cássio Gabus Mendes namoravam pela Internet.
  11. Júlio Falcão e Dara também.
  12. Rodrigo Santoro namorou a Renée de Vielmond. Renée era Beth. Lembro de gostar muito da Beth. Rodrigo era Serginho.
  13. Caríssimos, tudo que escrevo vem de minha memória. Juro, não estou pesquisando. 
  14. Luiz Cláudio Junior, o Gugu.
  15. O drama das crianças desaparecidas.
  16. Isadora Ribeiro, ah, a Isadora Ribeiro! Isadora vivia o drama da mãe que vivia o drama de procurar o filho desaparecido.
  17. História comovente.
  18. Luiz Cláudio Junior era incrível como ator. Que será que aconteceu com ele? Será que está bem? Tomara!
  19. Guilherme Karam como Elvis Presley.
  20. Eri Johnson como Adílson Gaivota.
  21. Regina Dourado e Rogério Cardoso: o casal Lucineide e Salgadinho caíram nas graças do público. Divertidíssimos! O bordão "Stop, Salgadinho, stop!" virou mania nacional.
  22. Helena Ranaldi, linda como Larissa.
  23. Na trilha sonora internacional, as músicas Estoy enamorado (Donato y Stefano) e Macarena (Los del Rio) fizeram enorme sucesso.
  24. Sarita Vitti: Floriano Peixoto fez muito sucesso com esta personagem.

Este ano, serão 22 anos da estreia de Explode Coração. Tanta coisa ruim foi reprisada até então (ou re-reprisada) e com uma das melhores histórias de Glória Perez, nada! Não sou contra re-reprises, desde que levem alguns anos para voltar, mas como explicar Explode Coração fora das listas de retorno.

Novelas ruins que foram reprisadas: Sete Pecados, Era uma vez e O Profeta (só para citar três).
Novelas boas nunca reprisadas: Sonho Meu, Cara e Coroa, Porto dos Milagres, Celebridade, Esplendor, Um anjo caiu do céu, O beijo do vampiro etc.

Quem entende?




sexta-feira, fevereiro 03, 2017

A espetacular Gilmore Girls, série com um quê de Laços de Família, Por Amor, História de Amor e A Vida da Gente. Amy Sherman-Palladino no melhor estilo Manoel Carlos e Lícia Manzo de ser

Quando a Netflix anunciou o revival de Gilmore Girls: um ano para recordar, lembrei de alguns episódios que assisti pelo SBT há muitos anos. Corri para a frente da TV e comecei a assistir aos episódios, do número 1 ao último, até chegar aos quatro episódios de 90 minutos cada de 2016. A maratona durou de novembro até a última semana de janeiro. Meus sábados e domingos eram todos dedicados à série. Durante a semana, um ou dois episódios por dia.
Lorelai Gilmore, com uma Lauren Graham simplesmente brilhante, foi (é) a melhor personagem do seriado. Lorelai é a versão melhorada das Helenas de Manoel Carlos. Como ri com Lorelai. Como chorei com Lorelai. Como torci para Lorelai. O casal Lorelai e Luke funcionou de tal maneira que se Gilmore fosse uma dessas novelas das sete que caem no gosto do público adolescente, certamente virariam o casal Loreluke (a junção dos dois).
Enquanto isso, Rory, a Lorelai III, tem um quê de Joice (História de Amor), M. Eduarda (Por Amor) e Camila (Laços de Família). Ora a odiava com toda a força, ora a amava com o mesmo vigor. Quando tudo parecia fluir, vinha a Rory e estragava tudo. Coisas de Rory, ficava imaginando. Rory recebeu o mesmo nome de sua mãe Lorelai. Lorelai engravidou aos 16 anos e resolveu criar a sua filha sozinha, longe dos afortunados pais. Por que só os pais podem colocar seus nomes nos filhos? Era o que pensava Lorelai, que também herdou o nome, não de sua mãe, mas da avó. Rory foi interpretada pela atriz Alexis Bledel. 
A história de Lorelai e Rory se aproxima também da linda novela de Lícia Manzo, "A Vida da Gente", de 2011. Como Gilmore veio antes, podemos dizer que é o contrário. No entanto, Gilmore veio depois das incríveis novelas de Manoel Carlos, lá dos anos 1990. Emily Gilmore, interpretada por Kelly Bishop (a mãe da Baby, do aclamado filme Dirty Dancing), é a Branca Letícia de Barros Motta com certeza (Susana Vieira em Por Amor). Claro, nem tão perversa, mas a língua ferina é totalmente Branca. 
As tiradas de Lorelai, os embates com a mãe Emily, seu amor por Luke, as idas e vindas desse amor (meu Deus! Quanta aflição! Quanta emoção com o lindo final!), o companheirismo de mãe e filha, as desavenças de mãe e filha, as tortas de Sookie, o primeiro amor de Rory, o melhor namorado de Rory, o mau humor de Michel, os chatos Kirk e Taylor, Lulu, as fofoqueiras Babette e Srta. Patty, Dean, Logan, Jess, as loucuras de Paris Gellar, Lane e a mãe Kim, Lane e Zack, Christopher, Senhor Medina, Jason, Jackson, Richard Gilmore (linda a homenagem ao ator Edward Herrmann, falecido em 2014, na refilmagem de 2016), Paul Anka (o cantor e, principalmente, o cachorro) etc. Gilmore Girl tornou-se inesquecível por esses personagens, pela incrível história, por me fazer pensar, refletir, amar mais, rir mais, chorar mais. 
Na sétima temporada, uma mistura de sensações: por saber que estava terminando, por querer saber o final e por saber que ficaria órfão de uma espetacular série. Capítulo 22: o beijo de Lorelai e Luke e o the end de 2007. Não? Os fãs que acompanharam a série na época deveriam ter esbravejado um monte: eu esbravejei. Queria mais Loreluke! Curiosidade: a sétima temporada de Gilmore não teve a assinatura de Amy Sherman-Palladino, por questões de contrato. Não entraram num acordo satisfatório para os dois lados. Mesmo assim, a sétima temporada não deixou a desejar, não fosse o seu final. Amy sabia que faltava a cereja do bolo, que veio nove anos depois.
Gilmore Girl: um ano para recordar mostrou o que aconteceu com o casal principal, mostrou que Rory teve que acertar as contas com as burradas que fez no passado (ou continuou fazendo), enfim, trouxe consigo "aquele the end" que todos aguardavam e ainda fez questão de pegar a todos de surpresa na cena final. Foi na cena final, na versão de 2016, escrita/produzida por Amy Sherman-Palladino, que a autora explicou o porquê do seriado se chamar Gilmore Girls: tal mãe tal filha, que lógico, eu nem penso em contar.

P.S.: eu preciso de mais café!

domingo, janeiro 22, 2017

Com a ascensão da vilã-mor Mag (Vera Holtz), A Lei do Amor (a novela dos vilões) chega aos 30 pontos

A melhor cena de A Lei do Amor até agora
A Lei do Amor não chega a ser aquele novelão estilo Avenida Brasil, O Clone e Tieta, nem querendo, mas mesmo assim é uma boa pedida para o horário nobre da Globo. M. Adelaide Amaral, autora de sucessos como (segunda versão) Anjo Mau, Tititi, (versão original) Sangue Bom, A Casa das Sete Mulheres, A Muralha, Os Maias etc., aprendeu muito do que é escrever telenovela com Cassiano Gabus Mendes e Silvio de Abreu, tanto que A Lei do Amor lembra Meu Bem, Meu Mal (1990), A Próxima Vítima (1995) e Torre de Babel (1998).
Vera Holtz encarna a verdadeira mulher do Diabo, uma mistura de Filomena Ferreto (Aracy Balabanian), Ângela Vidal (Cláudia Raia) e Isadora Venturini (Sívia Pfeifer). Magnólia, Mag para os íntimos, é a personificação do mal escondida em "boas ações" e "gentilezas". Vera está sambando em A Lei do Amor, talvez em seu melhor papel da TV, apesar de Vera ser dessas atrizes que transforma uma simples participação em algo estrondoso.
Junto à Mag está Ciro, outro monstro, que por ambição faz qualquer coisa para vencer. Ciro é interpretado pelo não menos espetacular Thiago Lacerda, que só tem crescido como ator. Thiago é bom galã (Terra Nostra, A Casa das Sete Mulheres), bom vilão (América, e agora com A Lei do Amor), vai bem na comédia (Quem vai ficar com Mário? lembram?), é bom coadjuvante (Joia Rara), enfim, é sempre um prazer vê-lo em cena. Bravo!
José Mayer voltou com tudo e o seu Tião deu um novo up em sua carreira, visto que seus últimos papéis na TV foram ruins (Império, Fina Estampa e A Favorita, por exemplo).
A Lei do Amor é a novela dos vilões.
Grazi, Cláudia Raia, Camila Morgado, entre outros, estão bem, não em seus melhores momentos, mas bem, enquanto o casal principal Helô e Pedro, que na 1ª fase roubaram todas as atenções com Isabelle Drummond (principalmente por ela) e Chay Suede, perdeu todo o encanto com Cláudia Abreu e Reynaldo Gianecchini. Helô e Pedro viraram os detetives da novela, soam como defensores da Liga da Justiça. Estão chatos! O mote principal da novela é em torno desse suspense todo em cima de Mag, mas porque Pedro e Helô forçam tanto?
A história do casal principal seria mais interessante se ambos fossem mais engraçados. Poderiam viver como cão e gato, ora felizes juntos, ora brigando, sempre unidos na questão "vamos destruir a Mag!". Poderiam ser mais soltos, às vezes atrapalhados, bobos com graça.
Salvem Pedro e Helô. Cláudia Abreu e Gianecchini merecem. Salvem Pedro e Helô, em memória aos ótimos Chay e Isabelle.
A Lei do Amor alcançou na última semana a maior média desde a estreia: 30 pontos.
Nos últimos capítulos, com a ascensão da vilã-mor Mag (Vera Holtz), a trama das nove da Globo está fervendo. Vai crescer mais se seguir este caminho.
Por mais que o casal (ex 20) Helô e Pedro estejam por ora chatos de doer, ninguém supera Heloísa Perissé, muito ruim como Mileide. Ruty Raquel (Titina Medeiros) é muito mais engraçada.
Sobre as vilanias de Mag (Vera Holtz), que não parem por aqui.