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quinta-feira, dezembro 22, 2016

Xuxa Meneghel, versão 2017

Que tal em dourado?
Por que a Xuxa não dá mais audiência na TV? Vez ou outra, esta pergunta é feita em algum lugar. O que falta à apresentadora? Xuxa apareceu no Programa do Porchat, na semana passada (vide vídeo abaixo) e como convidada foi incrível, coisa que não se vê quando apresenta. Será a velha teimosia de Xuxa? Segue a lista de como Xuxa poderá dar certo na RecordTV:

  1. Xuxa mais espontânea, mais natural, sem precisar de caras e bocas. Sem precisar provar nada para ninguém. Falar menos de si. Sem medo. Xuxa precisa rir de si mesma. Por ora, em seu programa até conseguiu, mas logo a audiência foi saindo, talvez por preocupação, se fechou novamente. 
  2. E não adianta os antis pedirem o afastamento de Xuxa, dizendo que ela ficou velha e outras ofensas babacas. Xuxa tem talento. O seu problema é a teimosia. O jeito teimoso dela até me agrada. Ela é sincera, transparente. Quando não gosta não gosta, assim, desse jeito mesmo. Falta apenas Xuxa escutar um pouco mais. Sei também que ela ficou traumatizada por conta do que viveu por anos com Marlene Mattos (nota-se isso em seu olhar), mas visto alguns vídeos no seu Insta com a festa de sua equipe, não me parece que eles estão lá para querer o mal dela. Eles, aliás, parecem gostar muito de trabalhar com ela. Xuxa, invista em sua equipe. Peça para eles falarem. Olha a festa da equipe para o diretor Ignácio Coqueiro: nota-se que todos lá se dão bem. Veja.
  3. Xuxa às segundas. Ou se for aos sábados, ou terça ou quarta, qualquer dia, estabeleça um objetivo: todo programa precisa de um formato para seguir. Planeta Xuxa visava à música, por exemplo. O telespectador tem que sintonizar o canal e saber o que vai ver. Todos sabem o que vão ver quando sintonizam o Ratinho ou a Patrícia Abravanel.
  4. Se for às segundas: parece que querem incluir a Dança dos Famosos. Isso pode soar cópia, traição para com o Faustão. No entanto, acho correto algo que puxe um reality show. Talvez até com uma hora apenas de duração. Xuxa precisa de um quadro que chame a atenção, como o Dança. Que tal Desafio Celebridades? Ou Ame-a ou deixe-a. Xuxa poderia construir casas. Vender casas. Correr atrás de sonhos.
  5. Se for aos sábados: se for neste dia, a Record poderia investir pesado. Quatro horas. Das duas as seis da tarde. Sem medo! 
  6. Chamem a Rosana Hermann para ser a redatora-chefe. Chamem a Rosana se for as segundas também.
  7. Essa mulher tem muitas ideias.
  8. Os dois quadros acima mencionados podem fazer parte do show.
  9. Temos cerca de duas horas garantidas.
  10. Rosana é ótima no humor. Xuxa gosta disso, mas precisa ser ancorada por boas ideias.
  11. Que tal um quadro ao estilo "Um artista na roda", em que o artista em questão tem que responder as perguntas mais inusitadas. Xuxa, a própria Rosana e a repórter Nanny People poderiam "brincar" com o convidado.
  12. Nesse meio termo, um "Ao vivo", dos áureos tempos do Planeta Xuxa. Exemplo: Luan Santana (tá certo, ele está de birra, mas é só um exemplo), vai ao programa e canta seis músicas de seu repertório como se estivesse num show, responde algumas perguntas feitas por Xuxa e a plateia e participa de alguma pegadinha. 
  13. Câmera escondida: um artista da Record se submete a uma semana com câmeras em sua casa, como um reality show. Mais um câmera perseguindo o artista por todos os cantos. Seria uma boa forma de garantir a presença dos atores do canal, por exemplo Cristiana Oliveira, Paloma Bernardi etc. A Record precisa explorar os atores da casa. Há muita gente boa.
  14. Cristiana Oliveira (por exemplo) poderia ir no programa e assistir com a apresentadora e o público a edição feita pela equipe, sempre talhado no bom humor.
  15. Xuxa sem medo de ser feliz: a artista convida um humorista e participa de um stand up. O humorista deve incluí-la nas piadas (Xuxa se mostrou ótima com Porchat neste vídeo).
Que tal Xuxa?

Que tal Ignácio Coqueiro?







segunda-feira, dezembro 19, 2016

Melhores do ano no Faustão, sempre aquela furada

Camila Pitanga venceu Marina Ruy Barbosa e Andréa Horta no Troféu Domingão. Das três, Andréa merecia a estatueta, mas ainda assim não foi a melhor atriz de novelas do ano.
Quem escolhe os finalista dos melhores do ano da Globo, aquele do Troféu Domingão? Dizem ser os profissionais da casa, numa espécie de pesquisa, em que os três mais votados concorrem ao prêmio. E este assunto sempre vira um post no Mr. TV tamanha a indignação com os vencedores. Tudo bem que neste ano alguns foram justos, dentre as quais a melhor atriz de série com Adriana Esteves abocanhando a taça. No entanto, como assim Lucas Lucco o ator revelação do ano? Ele concorreu com o seu xará Lucas Velloso e com João Baldasserini. Dos três, Lucas Velloso deveria ter levado a estatueta. Lucco não é bom ator (nem cantor) e João estreou em novelas em 2010 (poderia concorrer a melhor ator, não como revelação). 
A categoria cantor e cantora, com Luan Santana e Anitta como vencedores, demonstra o quão estamos mal em termos de música. 
Camila Queiróz foi bem como coadjuvante, mas e a Selma Egrei, ou a Elizabeth Savalla (só para citar duas)? Elas nem apareceram na lista. Camila disputou com Dira Paes e Juliana Paiva. Pode isso, Arnaldo? E o melhor ator coadjuvante foi Marco Ricca. Perdeu para Gabriel Leone, bom ator também, mas nada superou o Mão de Luva de Liberdade, Liberdade.
Jesuíta Barbosa levou o prêmio melhor ator de série por Justiça. Ele é excelente, mas e Sélton Mello? Nem disputou.
Camila Pitanga concorreu e ganhou o prêmio de melhor atriz na categoria novela. Ela foi bem. Mas melhor atriz? Melhor terem escolhido Mariana Ximenes, Vera Holtz ou Alinne Moraes (todas foram e estão superiores à Camila).
Enfim, o Melhores de Ano da Globo é sempre aquela furada. E há quem ainda confie.

quarta-feira, dezembro 14, 2016

Os piores do ano, versão 2016.

Ela tem a melhor fotografia, tem bons atores, mas a falta de história (e de bons personagens) fez de Sol Nascente a pior novela do ano.
Pior novela: Sol Nascente. Tudo está ruim na novela das seis: enredo, personagens, falta de um casal para torcer de verdade, falta de vilões carismáticos etc. A única personagem que dava gosto de ver em cena era a Dona Sinhá (Laura Cardoso). A atriz teve que se ausentar por problemas de saúde. Perdemos todos nós. Força Laura (sempre extraordinária). Da Laura, lembro da Isaura, da Guiomar, da Sinhana, Ruth, Madalena, Carmem, Francisquinha, Laksmi e Dorotéia. Linda! Enfim, feita a homenagem à atriz, nada salva Sol Nascente do marasmo.

Pior atriz: Débora Nascimento não segurou a primeira protagonista de sua carreira. Filó começou chata, foi piorando, perdeu espaço e abocanhou o prêmio (argh!) de pior atriz do ano. Merecido!

Pior ator: Antônio Fagundes não foi Antônio Fagundes em Velho Chico. O ator tentou o caricato, e teria sido bem interessante caso o personagem Afrânio não tivesse sido muito bem defendido por Rodrigo Santoro na primeira fase. Destoou. Ficou ruim.

Pior vilã ou vilão: Eriberto Leão é um baita canastrão como ator. É péssimo como mocinho, como coadjuvante e como vilão. E pensar que ele foi o primeiro nome a ser pensado para viver o Afrânio (Santoro) de Velho Chico. Como Velho Chico, antes pensada para o horário das seis, ocupou o horário nobre, foram logo colocando o ator para escanteio. Sobrou para Walcyr Carrasco, que teve que contar com ele no folhetim Eta mundo bom! Eriberto Leão teve como parceira Flávia Alessandra. Flávia é um mistério. Ora é excelente, ora deixa a desejar. Ernesto foi muito ruim.

Pior reprise de novela: Meu Bem, Meu Mal, de Cassiano G. Mendes. A novela não é de todo ruim, mas dos tantos sucessos de Cassiano, é a mais fraquinha.

Pior série: Supermax (Globo). A ideia era boa, mas a audiência não gostou (nem eu).

Pior ator coadjuvante: Francisco Cuoco (Sol Nascente).
Pior atriz coadjuvante: Luiza Tomé (Escrava Mãe)
Pior ator cômico: Tiago Abravanel (Alguém conseguia rir com ele?) (Chapa Quente)
Pior atriz cômica: Ingrid Guimarães (como ela mesma em Chapa Quente).
Pior coisa na TV em 2016: Para o festival de coisas ruins nos domingos da RedeTV! (Sensacional, Encrenca e Joáo Kléber). Argh!
Pior humorísticoPânico na Band está a cada domingo pior. Saudades da trupe de quando era da RedeTV! Muito chato! Pouco humor! Pouca coisa interessante. Anda muito Jackass. Faz tempo que andam copiando essa linha, porém, extrapolando no mal gosto. Marcelo de Carvalho ri muito.
Pior programa de auditório: Xuxa Meneghel (até eu que sou fã(nático) pela apresentadora, pulei fora).
Pior apresentador: Celso Portiolli (ele tem carisma e é bom, mas é muito mal aproveitado. E o Domingo Legal não tem a sua cara, muito menos o Sabadão. Que tal menos Celso como Gugu e mais Celso como Celso).
Pior apresentadora: Patrícia Abravanel (no começo até parecia que ia dar caldo, tudo ilusão, ou será que sou só eu que não vê o menor talento na moça. Tudo nela é forçado).
Pior programa feminino: Melhor pra você (Redetv!) (ainda estou procurando o que tem de melhor no programa).
Pior programa de esportes: Os donos da bola (Band) (Quem gosta do Neto levanta a mão!).
Pior telejornal: Primeiro Impacto (SBT) (É ruim).
Pior âncora: Paulo Henrique Amorim (o homem surtou).
Pior reality: The X Factor (apresentadora ruim, Di Ferrero ruim etc.).
Pior programa de entrevistas: todos são bons (mesmo).
Foi mal: Band sem futebol. A Band nos anos 90 era emissora dos esportes, a TV feita para os homens. Quis nos anos 2000 partir para o entretenimento. É Band, só sinto muito.

Considerações finais: O Internacional foi rebaixado para a Série B do Brasileirão. 

sábado, dezembro 03, 2016

Troféu Mr. TV - Edição 2016


Novela do ano: "Eta mundo bom!" veio despretensiosa. Com ares de filme de Mazzaroppi e O Cravo e a Rosa (2000), conquistou a todos. A trama leve, saudável, apresentou um enredo típico das novelas de Walcyr Carrasco dos anos 2000. Walcyr, aliás, é o autor que mais acumulou sucessos nas últimas duas décadas (desde Xica da Silva, na TV Manchete, 1996). A trupe da fazenda foi o ponto alto da trama. Impossível não se deliciar com a comédia pastelão capitaneada por Dona Boca de Fogo, ops!, D. Cu-negundes! Merece aplausos.


Atriz: a melhor interpretação feminina veio de uma minissérie. Fátima de Adriana Esteves (Justiça) levou às lágrimas todos os telespectadores de terça-feira (dia em que a minissérie apresentava a história da personagem). Adriana foi a heroína perfeita, como há tempos não se via na TV.

Ator: Sélton Mello faz pouco TV, normalmente, figura bastante nas telonas. Augusto, de Ligações Perigosas, foi herói, vilão, seduziu, fez rir, encantou e desencantou, e em todos os momentos, Sélton foi simplesmente incrível. O melhor ator também saiu de uma minissérie. Bravo!

Minissérie: sem sombras de dúvidas, as minisséries do ano foram assinadas pela autora Manuela Dias. Justiça e Ligações Perigosas deram audiência de novela das nove, o que foi merecido. Ligações Perigosas foi extraordinária, leva o prêmio.

Vilã ou vilão: Patrícia Pillar foi a adorável vilã Isabel, de Ligações Perigosas. Espetacular!

Melhor reprise de novela: foi um ano bom de reprises, mas os vilões cômicos de Raul Cortez e Gloria Pires (Virgílio Assunção e Raquel) são sempre bem-vindos. Mulheres de Areia é aquela novela de antigamente que tanto os noveleiros sentem falta, imbatível. 

Ator coadjuvante: Marco Ricca (Mão de Luva).
Atriz coadjuvante: Selma Egrei (Encarnação).
Ator cômico: Anderson di Rizzi (Zé dos porcos).
Atriz cômica: Elizabeth Savala (Cunegundes).
Melhor coisa na TV em 2016: a família buscapé de Eta mundo bom!. Mafalda, Zé dos Porcos, Cunegundes, Quinzinho, Candinho, Quim, Eponina, Manoela e Dita. Saudades.
Humorístico: Tá no ar: a TV na TV.
Infantil: não há bons programas infantis na TV aberta. O melhor, aliás, é uma série dos anos 70, feita por uma emissora mexicana e que nem passa muito na TV, é o Chaves.
Auditório: Tamanho Família (Globo).
Apresentador: Márcio Garcia. Merecido! (Sempre gostei mais dele do que Rodrigo Faro).
Apresentadora: Fernanda Lima (por Amor & Sexo).
Programa feminino: Mais Você.
Programa de esportes: Jogo Aberto (Band). Com ênfase para Renata Fan, Chico Garcia e Heverton Guimarães. Imparciais em seus debates. O restante só cumpre tabela.
Telejornal: Jornal da Globo, o mais noticioso do ano, o que mais tocou no dedo da ferida, não poupando os políticos corruptos.
Âncora: William Waack, extremamente impossível (no bom sentido da palavra).
Reality: neste ano, o BBB (a jogadora Ana Paula trouxe de volta os bons anos do reality).
Melhor programa de entrevistas: Programa do Porchat.
Surpresa: Glória Pires no Oscar. A atriz não assistiu a praticamente nenhum filme, virou meme mundial, divertiu e foi o diferencial na premiação. Nunca foi tão bom assistir à Cobertura da Globo.
Quarteto fantástico: Malu Mader, Carolina Ferraz, Ellen Roche e Renata Augusto (espetaculares em Haja Coração).
Par romântico: Shirlipe (Sabrina Petraglia e Marcos Pitombo).

Considerações finais: o Palmeiras foi o grande campeão brasileiro de 2016, conquistou seu nono título na competição. No entanto, o acidente envolvendo os jogadores (dirigentes, jornalistas e convidados) da Chapecoense estragou qualquer festa (não há condições para isso). Família, amigos, brasileiros e o mundo todo. Todos estão sentidos. Chocou! A morte dos jogadores, principalmente, para quem acompanha o futebol, foi como se alguém da própria família estivesse entre as vítimas. Não tem como segurar as lágrimas num momento como esse. Lágrimas de tristeza. 2016 termina de luto. (Sobre os nossos políticos, foi nojento eles terem se aproveitado da comoção do país para agir na madrugada de terça para quarta, agiram contra o povo brasileiro, não respeitaram a dor, a angústia, foram diabólicos). Mesmo assim, continuo a acreditar no ser humano. Muito de muitão.

Meus sentimentos.