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domingo, agosto 30, 2015

Babilônia, último capítulo

Um dos poucos que ficou com Babilônia do início ao fim e na fila dos tantos que não gostaram das mudanças, enfim! o Mr. foi forte, por vezes pensou em desistir, mas disse 'sim', na alegria e na tristeza e no caso, como sofri. Sofri com cada história mal contada, com os choros nos bastidores e com a lambança que virou o enredo de Beatriz e Inês, e fim, acabou, the end.
O último capítulo tinha tudo para arrasar, afinal, no capítulo interior levei um susto junto com a Glória Pires: o Hérson Capri (Otávio) estava vivo. E ainda tinha a fuga de Diogo (Thiago Martins). Juro que pensei que ele iria morrer. Saí decepcionado. Sem explicar nada direito, tudo atropelado mesmo, ficamos sabendo que quem matou o Murilo (Bruno Gagliasso) foi o próprio Otávio, com a ajuda de Osvaldo (Werner Shunemann). Foram presos. E na mesma velocidade, o Diogo deixou de amar a Beatriz. Como assim? Ambos dariam conta do recado e iriam emocionar meio mundo caso tivessem investido no término dos dois. Caiu por terra. Mas o pior veio depois. Também sem explicação, do nada, Inês foi condenada por matar Cristovão (Val Perré). A Regina (Camila Pitanga), coitada, ficou a novela inteira exigindo justiça que, desta vez, foi falha. E a Beatriz que matou meio mundo, só foi condenada por matar Carlos Alberto (Pasquim). A briga do Tom e do Jerry continuou na cadeia. E teria sido um sucesso, não fosse pelo mesmo motivo dos outros: faltou tempo. Elas fugiram da cadeia e tiveram um final trágico, à lá Thelma & Louise, mas ao invés de uma perseguição, como no filme, acabou um tanto tosco. 
A melhor cena pertenceu a Arlete Salles, que sambou no Brasil inteiro. Consuelo virou governadora do Rio de Janeiro. E igual aos políticos reais, deu de ombros ao que o país realmente precisa. A Alice (Sophie Charlote) ficou com o Evandro (Cássio Gabus Mendes). Enfim, se decidiu: descobriu que o seu coração era mesmo do milionário. Nem vou comentar sobre o que eu achei da personagem para não passar por um machista inveterado, mas se ela tivesse sido uma prostituta, quem sabe, ela teria me conquistado.
Houve os beijos gays e acredito que esse tipo de situação já não assusta tanto assim. Agi normal. Ivan (Marcelo Mello Jr) e Sérgio (Cláudio Lins) têm (tiveram) uma boa química e as senhoras idosas idem. M. José (Laila Garin) ficou sozinha. Isso não gostei.
Deixei por último a minha maior indignação. Tudo bem a Beatriz ser odiada por meio mundo. Mas seria interessante a mãe dela e até mesmo o próprio Diogo terem sentido sua morte. Ficaria mais real. E a certinha da Alice é outra que nem ligou. Coitada da Inês. 
Gilberto Braga, João Ximenes Braga, Ricardo Linhares e Dênnis Carvalho: os quatro mandaram muito mal. A Babilônia do último capítulo nem parecia a mesma do  primeiro. Infelizmente.

Em tempo: os autores deram uma mensagem positiva de que na juventude mora a esperança: Laís (Luisa Arraes) e Rafael (Chay Suede), o casal mais fofo da novela, encerraram dizendo: "agora é com a gente". 

sexta-feira, agosto 28, 2015

A bela atuação de Shay Suede

Logo mais vai ao ar o último capítulo de Tom & Jerry, com Beatriz e Inês invertendo os papéis de um dos desenhos mais famosos do mundo, enfim, no último dia 19, uma cena me emocionou muito e não, a Glória Pires nem passou perto dela, muito menos a Adriana Esteves. Foi o Chay Suede na pele de Rafael.
O rapaz chorou feito uma criança enquanto a namorada estava hospitalizada, por conta de uma armação dos parentes da mocinha. Foi seu ápice na novela.
Se em “Império”, de 2014, ele foi correto na pele do Comendador quando jovem, desta vez, foi mais longe. Apesar de pouca experiência em novelas, o ator/cantor foi sincero como Rafael. E não foi chato, geralmente, os metidos a bom-moço acabam ganhando a antipatia do público. Thiago Fragoso é a prova-viva do que estou falando.

Boa!

Para constar: ótima a parceria Marcelo Mello Jr e Cláudio Lins. Muito bom.

quarta-feira, agosto 26, 2015

Mordi a língua: Grego, de Caio Castro, é o melhor personagem de I Love Paraisópolis, disparado!

Na atual novela das sete, que não é ruim, mas também não é boa, é a típica novela das sete dos anos 2000, que não chove nem molha, aliás, neste horário, mesmo as dos anos 90, poucas não tiveram essa pegada mais leve, despreocupada, enfim, quem está fazendo o maior sucesso é o Grego, personagem de Caio Castro. E mordi a língua. Nunca topei com o ator. Continuo achando que ele tem poucos recursos, mas o rapaz é simpático e o seu carisma apaga o que ele tem de ruim. Ok, concordo, I love Paraisópolis é a novela de Caio Castro e o Grego, que de início tinha tudo para ser um vilão virou um durão que no fundo tem um coração de manteiga.  Subiu no meu conceito.
No Domingão do Faustão, do dia 16, Caio Castro participou do “Arquivo Confidencial”.  Riu, se emocionou, agradeceu e etc. Até aí nada de anormal. Mas ou o Grego é o Caio Castro ou o Caio Castro é o Grego, se é que vocês me entendem.


P.S.: não estou usando isso como desculpa para diminuir o sucesso do personagem e, por consequência, do ator.

sábado, agosto 22, 2015

A estreia de Xuxa

Desde o início do ano aguardo a estreia de Xuxa. E justo no dia 17 de agosto a minha vida tomou outras rédeas. Para melhor, claro. Cidade nova, sem TV digital, sem antena parabólica, sem TV por assinatura. Apenas uma antena comum, dessas que ficam do lado da TV. E pasmem, pega a Globo, bem mal por sinal e da Record, apenas o áudio. E foi assim que ouvi a Xuxa, do início ao fim, sem saber do cenário, figurino, cabelo, microfone, nada disso.
Mas Xuxa valia isso.
Ah, só para constar o estado em que me encontro, este post foi escrito no Word, foi salvo no Pen Drive e o resto será feito assim que conseguir uma INTERNET.
Soube que a audiência foi de 10 pontos, com picos de 12. Arrisquei nos meus pensamentos mais. Mas engana-se quem acha que foi um número ruim. A atração teve a mesma audiência do primeiro até o último minuto.
Xuxa fez uma homenagem a Hebe Camargo, Silvio Santos e ao Chacrinha. Já mencionei no Mr. uma vez e vou repetir: (re-post) os quatro são os melhores do ramo. Dois deles já se foram, mas o legado segue intacto.
Para ouvir a Xuxa e compreender o que se passava no programa “Xuxa Meneghel”, ao vivo, trabalhei todos os meus sentidos, agucei minha imaginação, tive que ouvir com o coração. E deu muito certo.
Gostei muito do que senti.
Gostei muito das verdades que ouvi.

E claro, para terminar este post, vou ter que assistir, tudo isso para imprimir os dois lados da moeda.

Consegui assistir.
Xuxa estava completamente nervosa. Normal.
Não gostei do cenário.
Gostei dela numa cena de "Os Dez Mandamentos" e dela visitando os fãs no "toc-toc". Foi muito bom.
Mas faltou um pouco de emoção, mas repito, nervosismo de estreia. Desta vez, passa.
E mais: sei que a cantora Ivete Sangalo pode dizer que não foi ao programa da melhor amiga porque tinha shows e etc etc etc, mas não me convence. Foi feio o que ela fez com Xuxa. Dar para trás bem em cima da hora e por causa da Globo não tem perdão.
E falando da Globo, bem que ela poderia mandar alguém e parabenizar a apresentadora pela casa nova e se mostrar gentil aos anos em que ela fez parte da própria emissora e com muito sucesso. Mas fez pior, proibiu os artistas de irem lá. Boicote, que coisa deselegante. Eu, hein?
Ainda sobre o programa, faltou um talk show, mas aquele talk show. Bem Ellen. 

Mas o melhor de tudo, Xuxa aprendeu a rir de si mesma.

Ops, faltou parabenizar a coragem de Faustão, Deborah Secco, Sheron Menezes, Mônica Iozzi e Rainer Cadete.


Crítica ao programa É de Casa, da Rede Globo

O É de Casa, programa de variedades da rede Globo, bem ao estilo “Hoje em Dia” (Record), “Mais Você” (Globo) e ”Encontro com Fátima Bernardes” (Globo) estreou há três sábados, substituindo o “TV Globinho”, abolindo de uma vez por todas a programação infantil da emissora e por conta disso, ainda não emplacou em audiência.
Um breve comentário sobre os apresentadores:
Ana Furtado é uma chata. Alguém tem um palpite que me ajude a decifrar do porquê uma emissora como a Globo, 2ª maior no mundo, que já teve Xuxa, continue a insistir nela como apresentadora de TV?
André Marques é outro. Fala com as mãos. Reparem. E também força uma amizade com o telespectador. Muito queridinho, simpático, tudo em demasia. Não inspira confiança.
Cissa Guimarães é uma artista como poucas. Boa atriz e boa apresentadora.
Patrícia Poeta apresentou o “Fantástico” e depois o “Jornal Nacional”, num tempo recorde e na mesma velocidade trocou a notoriedade como jornalista para seguir os passos de Fátima Bernardes. Ainda não funcionou. Mas tem carisma e é inteligente. Pode sim dar certo.
Patrícia é mulher de um grande diretor da TV Globo, mas ao contrário de Ana, tem talento.
Thiago Leifert como apresentador do Globo Esporte de São Paulo era uma mistura de talento para a coisa com um humor refinado e uma espontaneidade única. Continuou quando foi remanejado ao THE VOICE BR. E no É de Casa não está sendo diferente, mas a impressão que ele nos passa é que ali era um lugar que ele não queria estar. Será por isso que ele chorou copiosamente em sua despedida do GE?
Por fim, Zeca Camargo, que era do “Fantástico”, estava bem no “Fantástico” e após rumores sobre sua sexualidade, como se isso ainda vigora e sinto dizer, ainda vigora, foi convidado a ceder seu espaço no dominical e passou a apresentar o “Vídeo Show”, com uma temática que envolvia fofocas, que às más línguas insistiam em dizer ser um programa de mulherzinha. É assim mesmo, gay ou não, Zeca sofreu preconceito justo pela emissora que foi boicotada ao tratar o mesmo assunto na novela das nove. Enfim, não deu certo. Zeca, ainda, foi duramente criticado ao escrever uma nota sobre a morte do cantor Cristiano Araújo. Ele criticou o fato de um cantor que, antes de uma morte trágica, poucos conheciam e que depois se tornou o Rei da música sertaneja. Claro  que um rapaz de apenas 28 anos, com uma carreira inteira pela frente, ter a vida interrompida da maneira como tudo aconteceu causa certa comoção, mas o jornalista/apresentador não estava errado. Foi apenas mal interpretado.
Sobre o Zeca, desde que ele assumiu o entretenimento passei a não gostar de sua postura como apresentador. Sofre do mesmo mal que o André.
Uma curiosidade: tirando a Patrícia e o Thiago, todos passaram pelo “Vídeo Show”. Isso não significa nada, foi só para não passar em branco.
Sobre o programa: não é bom, mas também não é ruim. Gosto muito das pautas com cunho jornalístico, gosto muito de culinária (é uma dica), e os melhores programas de culinária estão no Gnt, beijos para a Carolina Ferraz e para a Rita Lobo, e se não é para fazer como elas melhor não fazer (recado para a Angélica) e não gosto dos assuntos frívolos. Tipo o da estreia, com as festinhas de adolescentes em casa. Bobagem pura.
Conclusão: o programa pode sim virar o jogo a seu favor.
Mas tinha que ter tanta gente apresentando?
Thiago, Patrícia e Cissa estavam de bom tamanho.

Aproveitando essa gente toda e por ser ao vivo, que tal um Saia Justa com saias e calças, tudo misturado?

Como assim Maria Julia Coutinho?

A Maju, ou Maria Julia Coutinho, é a garota do tempo do Jornal Nacional, TV Globo.
A moça, negra, foi alvo de uma série de preconceito há poucos meses. William Bonner, rapidamente, deu férias a ela e de certa forma, “apagou” o fogaréu.
Motivo: Maju está fazendo o maior sucesso na TV.
O JN sem Maju já não é a mesma coisa. Nada contra sua substituta no mês de julho/agosto.

Frio, calor, chuva ou sol. Diz aí Maju, qual a previsão para hoje?

A nova Sessão da Tarde

Com o fim de O Rei do Gado, há duas semanas, a “Sessão da Tarde” voltou ao ar e um pouco diferente. Agora como uma espécie de “Inter cine” (lembram?).
Filmes como “Esposa de Mentirinha” e “Querido John” brilham as tardes.
Isso sem contar que “P.S: eu te amo” disputou para ir ao ar e perdeu (para “Querido John”).
Eu quero ver “P.S: Eu te amo”.
Se a Globo mantiver bons filmes na faixa, a nova “Sessão da Tarde”, sinto dizer, não tem Caminho das Índias nem nada, a melhor parte do horário vespertino passa a ser do cinema.
Agora, se amanhã ou depois, a emissora retornar com as bobagens de antes não está mais aqui quem falou.

Clipe de lançamento de A Regra do Jogo, a nova novela das nove

Com certo atraso, afinal, tem alguns dias que a Globo lançou na internet o trailer de A Regra do Jogo, enfim, para não perder o hábito segue o clipe de lançamento. A novela é de João Emanoel Carneiro, autor de sucessos como “Avenida Brasil” e “A Favorita” e assim sendo merece todos os holofotes possíveis:

domingo, agosto 16, 2015

Crítica: Tomara que Caia

Desde o fim do Sai de Baixo, no início dos anos 2000, a Rede Globo nunca mais encontrou um programa que o substituísse à altura:  e os números dos humorísticos são infinitos. Tomara que Caia estreou há menos de um mês e desde seu primeiro episódio preocupa a direção da emissora. Com exceção da estreia (13 pontos, ainda assim bem baixo) nenhum dos seguintes ultrapassaram a marca dos dez.
A atração visa o improviso (e a ideia é fantástica), mas tem texto (o primeiro falava sobre assalto, o terceiro sobre sequestro, temas muito parecidos). Mas os improvisos são relativamente ruins. Porque o elenco é fraco. A única que tem alguma graça é a Dani Valente. E o texto também deixa a desejar. São histórias parcas, com pouco nexo. 
Eri Johnson não é engraçado, Marcelo Serrado está fora do compasso, Fabiana Karla às vezes se sai bem, Priscila Fantin está péssima, Ricardo Tozzi ainda pior, Heloísa Perissé tem um humor desgastado e Nando Cunha nem se fala. 
A impressão que ficou é que fizeram tudo às pressas e quando se deram conta que o programa virou qualquer coisa jogaram no ar. Não se preocuparam em investir em qualidade, nos detalhes. E humor com improviso não é qualquer um que faz (e se fazia necessário de humoristas, apenas isso).
Tomara que caia foi vendido como uma mistura de game show com humorístico popular. E não é um nem o outro. E o meme "Tomara que saia logo do ar"não é só merecido, precisa chegar as vias de fato.

Em tempo: Será que um programa de entrevistas não cairia bem?

sábado, agosto 15, 2015

A espetacular Irene Ravache

A primeira novela em que vi a atriz Irene Ravache foi em 1994 pelo SBT. Éramos Seis era anunciada sempre logo depois da novela A Viagem e depois de  Fera Ferida, ambas da Globo. Lola passou por diferentes épocas, foi envelhecendo conforme a trama seguia e Irene atuou com maestria. E vieram muitas outras personagens na TV, todas construídas com o mesmo esmero, mas como Lola nunca mais. Até chegar com a Condessa Vitória, exibida atualmente no cartaz das seis da TV Globo.
Irene Ravache foi considerada a melhor atriz de 1994, vencendo Glória Pires, perfeita como Maria Moura, da série de mesmo nome e Christiane Torloni, a heroína Diná de A Viagem.
Agora, em 2015, tem tudo para conseguir mais um prêmio. Irene, em poucos capítulos, conseguiu tirar de Glória Pires a preferência, mas tem em A regra do jogo, próxima novela das nove, nomes de peso para enfrentar, principalmente Giovanna Antonelli, a nova vilã do renomado João Emanoel Carneiro.
A Condessa Vitória consegue ser implicante, é austera, debochada, cínica e maquiavélica, tudo junto. E ao mesmo tempo que se diverte sendo maldosa cria com o público uma espécie de amor e ódio. E para a atriz a partir de setembro a autora Elizabeth Jhin, de Além do tempo, vai expor um desafio: com a passagem de 150 anos, a Condessa vai reencarnar e voltará à terra para apagar tudo de ruim que fez na vida passada. Irene será uma heroína-sofredora. E em se tratando de IRENE RAVACHE, o que nos espera são cenas densas, criativas e de extrema competência.

Que assim seja.

terça-feira, agosto 11, 2015

Babilônia, o que deu certo e o que deu errado: confiram a lista

Alice, de Sophie Charlote, foi a atriz mais prejudicada por conta dos cortes de Babilônia. Seguida por Beatriz (Glória Pires).
A novela das nove da Globo, Babilônia, sofreu várias alterações ao longo dos quase cinco meses em que está no ar, Beatriz, Inês, Regina, Alice e etc etc não tiveram a chance de mostrar o que realmente tinham a oferecer. A trama, assim, foi perdendo toda a sua identidade. Entrando na reta final, um balanço de todo o elenco (todo!):

Glória Pires como Beatriz: a atriz está ótima, como lhe é de praxe, o problema foi o público que se diz demasiadamente conservador e não aceitou uma mulher fazer sexo com vários parceiros só pelo sexo. Beatriz se apaixonou, mas tinha que continuar suas maldades (poucas, para não chocar): deixou de ser ácida e isso foi imperdoável e praticamente parou com as vilanias. Quando começou, em março, Glória foi aplaudida de pé, a personagem entraria para a galeria das piores vilãs da TV e iria, não fosse a mediocridade de um povo que passa a mão num governo assustadoramente corrupto e trata a telenovela brasileira como verdadeira culpada do que estamos passando hoje em dia. 

Adriana Esteves como Inês: a princípio Adriana foi duramente criticada nas redes sociais, sites, blogues e etc etc. Inês era Carminha. Adriana, aos poucos, foi desconstruindo esta imagem e fez bonito, mas a repetição Inês x Beatriz foi cansando. Nem Adriana, nem Glória mereciam ter seus personagens submissos a uma única história. Faltou tato dos autores.

Camila Pitanga como Regina: a atuação não agradou, a personagem tinha tudo para se tornar a nova Raquel Accioli (Regina Duarte em Vale Tudo, 1988). Não aconteceu. No caso de Camila, a vulgaridade de Regina não combinava com o que se espera de uma heroína. Tentaram mudar no final e eu cantei essa pedra faz tempo. Surtiu efeito, pena terem demorado tanto para perceber.

Thiago Fragoso como Vinícius: politicamente correto, o personagem não caiu nas graças do público. Tal e qual Regina, o moço vomitava regras. Thiago como Carneirinho ainda é lembrado por muitos. Desta vez, não vingou.

Bruno Gagliasso como Murilo: no início da novela das nove todas as maldades eram milimetricamente estudadas, e foi isso que muitos elogiavam. Forçada a mudar sua história, uma sucessão de clichês: todos os vilões se tornaram homicidas frustados. Beatriz, Inês, Cris, Murilo. Murilo (por exemplo) tentou matar o próprio irmão: à luz do dia, cortou o cabo do freio do carro de Vinícius, e claro, usou um boné para não ser reconhecido. Cômico. Fora que os mesmos ditos conservadores desaprovaram a ideia do mesmo ser cafetão. Mais um ator, de muitos recursos, prejudicado pelas mudanças.

Sophie Charlote como Alice: talvez a atriz mais prejudicada na trama. Alice se tornaria uma prostituta de luxo. Imaginem como Babilônia teria sido diferente só com esta história. Virou uma figurante de luxo.

Gabriel Braga Nunes como Luís Fernando: o ator foi bem melhor que o Laerte na outra novela, mas o personagem ficou em segundo plano e só funcionou ao lado de Consuelo (Arlete Salles). 

Cássio Gabus Mendes como Evandro: a dobradinha com Glória Pires é sempre bem vinda. Ambos deram certo em Vale Tudo, 1988 e em Desejos de Mulher, 2002. Quando se separou de Beatriz, Evandro ficou chato. Engatou um romance sem sal com Alice e é outro que sofreu com as mudanças. Triste.

Marcos Palmeira como Aderbal: o personagem caiu como uma luva para o ator, que fez misérias. Inicialmente, Aderbal teria um caso com Beatriz. Como o público rejeitou Glória Pires como ninfomaníaca, Inês virou sua amante. Mas entre mortos e feridos, toda a família Pimenta foi bem aceita.

Herson Capri como Otávio: por ora ele está do lado de Beatriz, depois vira comparsa de Inês, agora se diz apaixonado pela Beatriz, e etc etc. Não agregou nada na história.

Chay Suede como Rafael e Luísa Arraes como Laís: o casal teen funcionou. Não houve quem não gostou dos dois. A história deles não precisou ser sacrificada por conta do preconceito. Pelo menos isso.

Thiago Martins como Diogo: ótimo ator. Seu amor cego por Beatriz pode lhe custar a vida. E torço por isso. Gostei do casal Diogo e Beatriz.

Marcos Pasquim como Carlos Alberto: de gay à macho alfa. O triângulo amoroso com Regina e Vinícius não empolgou. Cláudio Lins foi chamado às pressas para ficar com Ivan. Marcelo Mello Jr está ótimo no personagem.

Tainá Müller como Cris: vilã de segunda linha, a atriz podia mais. Não foi culpa dela. Uma pena.

Maria Clara Gueiros como Karen: boa personagem. Mas os autores poderiam ter investido no lado cômico da atriz. 

Dudu Azevedo como Bento: coadjuvante de coadjuvante, o ator de muito carisma, apareceu pouco, uma pena também.

Sheron Menezes como Paula: virou uma importante advogada, seu romance com Tadeu sofreu um baque por conta desta promoção. Se apaixonou por Bento, não foi além porque ele não é tão ambicioso quanto ela. Engatou um romance com Pedro, que era tudo o que ela procurava, só que não. Ou seja, uma profissional séria, competente e na vida pessoal não sabe o que quer, frívola. Deve terminar com Bento. Se não surgir outro até lá.

Bruno Gissoni como Guto: foi bem até os 45 minutos do segundo tempo, de repente, foi saindo de cena, e hoje, aparece vez ou outra. 

Rosi Campos como Zélia: virou figurante.

Carla Salle como Heloísa: começou bem, mas por conta do extermínio do tema sobre prostituição perdeu seu sentido na trama. Por ora aparece para seduzir alguém nas traquinagens de Murilo.

Igor Angelkorte como Clóvis: um sarro. Funcionou bem com Valesca (Juliana Alves) e Norberto (Marcos Veras). Os três arrancaram boas risadas do grande público. Salve, salve!

Marcelo Laham como Queiroz: figurante.

Daisy Lucidi como Dulce: inicialmente a atriz viveria Consuelo, remanejada para Arlete Salles, que deu show de interpretação. Ou seja, não foi uma boa troca para ela.

Cesar Melo como Tadeu: apesar de aparecer bem pouco, foi um bom personagem. Deu certo.

Lu Grimaldi como Olga: personagem cheia de preconceitos: poderia bem mais. Foi deixada de lado.

André Bankoff como Pedro: do nada ele não 'comeu' (com o perdão da palavra) mais a patroa, pelos motivos já repetidos por aqui. Foi bem.

Jacqueline Laurence como Simone: participou de cinco ou seis cenas durante toda a novela, no máximo.

Mary Sheyla como Ivete: mesma situação de Jacqueline Laurence.

Paulo Verlings como Tom Cruzes: funcionou bem como moto-taxista.

Cristina Galvão como Wilma: sempre gostei da atriz, figura carimbada nas novelas de Gilberto Braga. Foi bem.

Alex Brasil como Valdecir: ajudante de Regina na praia.

Maira Charken como Vera: foi a 'delegata' de Babilônia.

Rogéria como Rogéria ou Úrsula: deu pique a história.

Tadeu Aguiar como Xavier: um bom coadjuvante de coadjuvante. Foi muito bem.

Luísa Thiré como Flávia: boa secretária.

Luísa Friese como Sílvia: boa secretária.

Peter Brandão como Wolnei: bom ator que é se destacou como um pivete cheio de marra, mas que no fundo tem bom coração. Lembro dele no Gente Inocente, lá no final de 1999. Continua uma figura.

Cauê Campos como Carlinhos: irmão do Wolnei e do Tadeu. 

Sabrina Nonata como Júlia: boa atriz mirim. Gostei.

Xande Valois como Joaquim: bom ator mirim. Gostei muito.

Bernardete Wilhelm como Nina: a melhor atriz mirim da novela, pena o personagem ter perdido espaço.

Viviane Porto como Cilene: figurante. A empregada negra que mora na favela que sofria preconceito da patroa também negra. Seria uma boa história, mas não foi contada.

Lara Tremouroux como Sandrinha: a amiga da Laís.

Rodrigo Fagundes como Rubi: ficou só como porteiro mesmo.

Werner Shunemann como Osvaldão: tinha tudo para mexer com a história, mas só serviu de escada para o trio Clóvis, Valesca e Norberto.

Antônio Gonzalez como Zé Henrique: policial que prende todos na novela.

Beatrice Sayd como Karla: copeira de Beatriz.

Pedro Dondé como Nélson: estagiário (?) - não consigo lembrar dele. Desculpem.

Virgínia Rosa como Dora: foi bem, mas eu acho que ela deveria ter sido enganada por Beatriz, ter confiado nela e etc etc... 

Kizi Vaz como Gabi: linda atriz, em todos os sentidos.

Felipe Ribeiro como Fred: bom personagem, pena terem brecado a história dos homossexuais.

Natália Thimberg como Estela e Fernanda Montenegro como Teresa: ótimas atrizes, mas por conta das personagens serem lésbicas e velhas sofreram boicote. Uma boa história que foi deixada de lado. Agora pergunto: adiantou alguma coisa? A audiência continuou ruim.

Laila Garin como Maria José: atuação perfeita. Não vejo a hora da esposa submissa dar uma lição no marido infiel e corrupto.

De todas as participações especiais destaco a de Val Perré e Tuca Andrada, estiveram soberbos.

Aos autores: faltou tato. Faltou comprometimento com a história. 

Sei que a culpa não é toda deles. Não importa, são eles que serão lembrados pelo maior fracasso da história.

A direção de Denis Carvalho também falhou. 

E por fim, a abertura, um lixo.

Conclusão: gostei muito das primeiras semanas, fui torcendo durante muitas outras, mas no final de junho estava assistindo apenas por hábito. Ficou devendo.






segunda-feira, agosto 10, 2015

Ranking: as CINCO maiores audiências do Vale a pena ver de novo

Rei do Gado do autor Benedito Ruy Barbosa, novela de 1996, reprisada em 1999, 2011 e em 2015. Maior audiência desde muito tempo nas tardes da Globo, trama terminou com 20 pontões de audiência. E a duas semanas Caminho das Índias dividiu a cena com Rei do Gado e agora segue só. Uma pena não terem voltado com Por Amor, Renascer ou A Gata Comeu.
E diante de todo o sucesso desta última reprise, Rei do Gado está no ranking das cinco maiores audiências do Vale a pena ver de novo, mas por conta do ano de 1999. Confiram:

1º lugar:

Reprise de 1996: 30 pontos de média.  Um dos grandes sucessos do horário das seis, "Mulheres de Areia" tinha como tema central a rivalidade entre gêmeas. Com Glória Pires como Ruth e Raquel.







2º lugar:

Reprise de 1997: 28 pontos de média. "A Viagem" abordava o tema da vida após a morte, de acordo com a doutrina espírita Kardecista. Antônio Fagundes viveu Otávio, Christiane Torloni era Diná e Guilherme Fontes o vilão Alexandre.






3º lugar:

Reprise de 1994: 27 pontos de média. Livre adaptação de "Tieta do Agreste", de Jorge Amado, a novela apresentava personagens dramáticos, mas cheios de humor. Joana Fomm viveu Perpétua e Betty Faria era "Tieta".






4º lugar:

Reprise de 1999: 27 pontos de média. Debate sobre a luta por posse de terra ultrapassou o universo ficcional e ganhou repercussão na mídia e na sociedade em geral. Com Antônio Fagundes e Raul Cortez.








5º lugar:

Reprise de 2003: 27 pontos de média.
Remake deu nova vida à personagem Nice, a ambiciosa babá que faz qualquer coisa para conquistar seu amado. Com Glória Pires no papel-título.







E se fosse as 10 mais:
6º lugar: Renascer (reprisada em 1995)  - 26 pontos.
7º lugar: Rainha da Sucata (reprisada em 1994) - 25 pontos.
8º lugar: Pedra sobre Pedra (reprisada em 1995) - 24 pontos.
9º lugar: Quatro por Quatro (reprisada em 1998) - 22 pontos.
10º lugar: História de Amor (reprisada em 2001) - 22 pontos.

A explosão de Grazi como atriz

Grazi estourou num papel dramático: mãe da personagem a forçava a ser garota de programa, agora, afundada no mundo das drogas, Larissa continua a se prostituir, mas para sustentar seu vício. Tenso, intenso, atuação perfeita.
Quando, em 2005, Grazi estreou na TV no inglório Big Brother, todos se apaixonaram pela paranaense, que não levou o prêmio, injustamente, mas o carisma da moça lhe rendeu um papel em Páginas da Vida, novela das oito (nove) do ano seguinte. Grazi se tornou Grazielli Massafera (Grazi Massafera). E foi muito bem. Melhor ainda foi sua atuação na trama seguinte, Desejos Proibidos, de Walther Negrão. E quando tudo parecia chegar ao ápice um banho de água fria. Grazi foi chamada para protagonizar Negócio da China, de Miguel Falabella, a pior história das seis de todos os tempos. Nada funcionou, nem Grazi. 
Mas a Globo continuou apostando alto: veio Tempos Modernos e sua primeira vilã. Novamente um baque. Grazi passou vergonha. Voltou bem num episódio de As Cariocas e foi mediana como mocinha nas novelas Aquele Beijo, de Miguel Falabella, ele ficou devendo um bom papel para a moça e Flor do Caribe, Walther Negrão. Virou apresentadora do Superbonita, do canal GNT e foi bem, mas a explosão aconteceu dez anos depois de sua primeira aparição na TV.
Em Verdades Secretas Grazi Massafera vive a drogada LARISSA. É uma modelo experiente, que é "forçada" pelos pais (principalmente a mãe) a fazer o book rosa (programas / prostituição) e acaba se jogando no mundo das drogas. E Grazi foi à forra. A atriz vem emagrecendo (ainda mais) e justo ela que nunca gostou de ser magra. Tudo pela personagem. E surtiu efeito. Intensa, emocionante, trágica. Meras palavras não fazem justiça à perfeição de Grazi Massafera como Larissa. 
Larissa já se tornou a grande coadjuvante de Verdades Secretas e as cenas mais densas (as melhores) estão sendo reservadas para ela e Grazi não faz feio, Larissa é corpo e alma, o público conseguiu sentir suas dores, fica chocado, quer abraçar, grita, xinga, e claro, a tem como exemplo (no revés), e este era o objetivo: a beleza perdida num caminho sem volta.

sábado, agosto 01, 2015

Globo 50: especial novelas das seis, com todas as audiências desde Barriga de Aluguel, 1990

Mulheres de Areia: a melhor novela das seis de todos os tempos (com Ruth e Raquel ou melhor, Glória Pires).

Segue a lista com as audiências das novelas das seis (só as que assisti). Glória Perez trouxe em 1990 a soberba Barriga de Aluguel com Cássia Kiss (agora Kis Magro) como Ana e Cláudia Abreu como Clara nos papéis principais. Acompanhei no Vale a pena ver de novo em 1994: audiência de 47 pontos. Em 1991 estreava Salomé com Patrícia Pillar no papel-título. Trama de época fraca de autoria de Sergio Marques. Somou 35 pontos, bem inferior à antecessora que no último capítulo marcou 60 pontos. Sobrou para Felicidade, de Manoel Carlos, a missão de reerguer o horário. Foi bem: 38 pontos. Já em 1992 por conta do adiamento de Mulheres de Areia (Glória Pires ficou grávida naquele ano), Walter Negrão criou em apenas dez dias a história de Despedida de Solteiro. Pulou para 39 pontos. E agora sim, Mulheres de Areia em 1º de fevereiro de 1993. Já no primeiro capítulo mostrou a que veio: pontuo 46 no ibope. Sua média foi de 50 pontos, equivalente a uma novela das oito da época. Só por curiosidade: o capítulo derradeiro somou 62 de média. Um feito! E embarcando no sucesso das gêmeas mais famosas da TV, a sucessora Sonho Meu não fez feio: 43 pontos de média geral. Foi escrita por Marcílio Moraes. Um parenteses: Mulheres de Areia é de autoria de Ivani Ribeiro. 
Em 1994 chegava Tropicaliente, uma das novelas mais chatas do horário e queria o destino que se torna-se uma das mais amadas no exterior. Pode? Por aqui, a trama de Walter Negrão marcou 39 pontos. Foi substituída pelo remake mal-sucedido Irmãos Coragem de Janete Clair. A trama não foi bem recebida e amargou pífios 31 pontos, muito baixo para a época. Se esperava algo bem próximo dos 50 pontos. Foi substituída pela linda História de Amor, de Manoel Carlos e ali foi apresentada a melhor Helena de todas do autor. Com Regina Duarte a trama marcou 34 pontos. Já a sua substituta não foi bem. Com argumento de Ivani Ribeiro, Quem é Você? começou com Solange Castro Neves como autora e foi substituída por Lauro César Muniz. Não deveria, a trama só piorou. Fez 30 pontos de média. E a audiência só foi caindo. Anjo de Mim quis repetir o sucesso de A Viagem. De Walter Negrão ficou com parcos 28 pontos. A substituta O amor está no ar tratava sobre ETs. Claro, não foi bem. Marcou 26 pontos. Foi escrita por Alcides Nogueira. E por fim, em 1997, estreava Anjo Mau, releitura de Cassiano Gabus Mendes com M. Adelaide Amaral como autora. Glória Pires foi a babá Nice dos anos 1990. A trama foi bem: 33 pontos. Enquanto isso as tramas que vieram depois não eram ruins, mas não conseguiram segurar a audiência. Era Uma Vez foi criada para barrar a primeira versão de Chiquititas. Nem é preciso dizer que não conseguiu. Somou 30 pontos. Pecado Capital (Janete Clair / Glória Perez): 28, Força de um Desejo (Gilberto Braga): 26 e Esplendor (Ana Maria Moretzohn): 28 pontos.
Em 2000, Walcyr Carrasco escrevia sua primeira novela para a Globo, a que e considero a melhor. O Cravo e a Rosa trouxe Adriana Esteves e Eduardo Moscovis como os impagáveis Catarina & Petrucchio. Terminou com 31 pontos de média. Sandy e sua primeira e única novela: Estrela-guia marcou os mesmo 31 pontos. Sandy, na época, tinha tudo para se tornar o novo mito. Sua carreira chegou a ser comparada com a de Xuxa. Só que não aconteceu. Seguida por A Padroeira (Walcyr Carrasco): 26 pontos, Coração de Estudante (Emanoel Jacobina / Carlos Lombardi): 30 pontos e Sabor da Paixão (Ana Maria M.): 24, um fiasco. Agora é que são elas, de Ricardo Linhares, fez a audiência subir para 28 pontos. E o parágrafo termina com mais uma trama de Walcyr Carrasco. Evitando os erros que cometeu com A Padroeira, Walcyr se inspirou em O Cravo e a Rosa e criou Chocolate com Pimenta. Deu muito certo: 35 pontos de média geral.
A releitura de Cabocla (Benedito Ruy Barbosa) conquistou 34 pontos. Como uma onda (Walter Negrão): 27 pontos. E Alma Gêmea (39 pontos). Aliás, com Alma Gêmea Walcyr recebia o título de O Rei das Seis (da década). Uma pena ele ter migrado para o horário das sete. Sinhá Moça (Benedito Ruy B.): 33, O Profeta (Ivani Ribeiro / Thelma Guedes e Duca Rachid): 33, Eterna Magia (Elizabeth Jhin): 26, Desejo Proibido (Walter Negrão): 23, Ciranda de Pedra (Alcides Nogueira): 22 pontos. E por fim, a pior história apresentada no horário: Negócio da China, de Miguel Falabella, com 20 pontos.
Com Paraíso, mais um remake de Benedito Ruy Barbosa, a Globo se viu de bem com o ibope novamente: 26 pontos de média geral. Cama de Gato (Thelma e Duca): 24 e Escrito nas Estrelas (Elizabeth Jhin): 26. Araguaia (Walter Negrão): 23 pontos. Cordel Encantado (Thelma e Duca): 26 pontos. A Vida da Gente (Lícia Manzo): 22 pontos. E Amor eterno amor (Elizabeth Jhin): 23 pontos.
As novelas das seis, geralmente são as que apresentam as melhores histórias, mas nem sempre qualidade significa quantidade. Com Lado a lado, de João Ximenes Braga e Cláudia Lage isso é regra: a trama somou só 18 pontos. A novela levou o título de melhor novela do mundo daquele ano superando até Avenida Brasil. Flor do Caribe fez o ibope subir (Walter Negrão): 21 pontos. Joia Rara fez cair novamente (18 pontos). E é outra que ganhou prêmio lá fora. Foi escrita pela dupla Thelma Guedes e Duca Rachid. Meu pedacinho de chão foi escrita por Benedito Ruy Barbosa e marcou 18, também. E Boogie Oogie começou tão bem, mas tão bem, que foi só receber os merecidos elogios para cair por terra. Tinha tudo para se tornar uma grande novela, não foi, e marcou a pior audiência do horário: 17 pontos.
Foi substituída por Sete Vidas, de Lícia Manzo. Uma linda novela: 19 pontos. Atualmente Além do tempo marca a última novela espírita da autora Elizabeth Jhin: está bem, sua audiência supera os 20 pontos de audiência e esses dias empatou com Babilônia, a atual das nove. Está caminhando para ficar na história (das boas lembranças).

Melhor novela das seis: MULHERES DE AREIA, claro! Sem mais comentários.



Ranking: as três melhores novelas (inéditas) da atualidade

Novelas analisadas: Malhação (Globo), Além do Tempo (Globo), I LOVE Paraisópolis (Globo), Chiquititas (SBT), Os Dez Mandamentos (Record), Babilônia (Globo) e Verdades Secretas (Globo).

 A seguir, as três melhores:


1º lugar: Além do Tempo. Autoria: Elizabeth Jhin. Direção geral: Rogério Gomes. Em duas fases, a primeira no final do século XIX e a segunda (meados de setembro) nos dias atuais. A 1ª fase está espetacular. Um elenco de muitos recursos, Alinne Moraes e Rafael Cardoso formam um dos melhores pares românticos da TV hoje em dia, Lívia e Conde Felipe parecem ter sido feitos um para o outro. Fora a atuação de Irene Ravache, Irene, aliás, desponta como a melhor atriz do ano (por enquanto!, a bobagem que virou Babilônia prejudicou toda a história de Beatriz, da atriz Glória Pires). Exibida às 18h pela Rede Globo, a trama já empatou com I Love Paraisópolis e Babilônia, novelas das sete e nove, num mesmo dia. Caso único na história.

Ana Beatriz Nogueira é outra que dispensa elogios. Em tempo: na segunda fase Irene Ravache fará às vezes da boazinha e injustiçada enquanto Ana Beatriz será a vilã-mor. Para as atrizes um desafio enorme e para o público um deleite.


2º lugar: Verdades Secretas. Autoria: Walcyr Carrasco com Maria Elisa Berredo. Direção geral de Mauro Mendonça Filho. Em pouco mais de um mês no ar, Angel (Camila linda Queiroz) enfrentou a separação de seus pais, virou modelo, prostituta de luxo tendo o milionário Alex (R. Lombardi) como melhor cliente, encerrou a carreira, viu sua mãe se casar com Alex, voltou a modelar e a história não para. Todos os dias muitas novidades surgem. Não leva o primeiro lugar por um único motivo: Walcyr é mestre nas reviravoltas, mas breca nos diálogos. Os atores tem que se desdobrar para trazer a veracidade necessária para as cenas. Nada, claro, que prejudique o andar. Enfim, Verdades Secretas é GOSTOSA de se ver. Gostosa em maiúsculo mesmo.



3º lugar: Os Dez Mandamentos. Autoria: Vivian de Oliveira. Direção geral: Alexandre Avancini. A princípio, a proposta de transformar sagas de cunho religioso em minisséries voltadas para o grande público causou certa estranheza, mas a aposta acabou se tornando um dos maiores acertos da emissora, que encontrou um filão inexplorado por suas concorrentes, com isso, nasceu Os Dez Mandamentos, a primeira novela bíblica da história da TV brasileira. A trama tem uma audiência crescente: nas primeiras semanas somou 12 pontos e nas últimas quatro, 15.  Méritos para a emissora e em especial para a autora que não conta uma história didática e explora com verdadeiro mergulho nos costumes da época. Resultado: sucesso de audiência e de crítica.


Menção honrosa: Sete Vidas. Autoria: Lícia Manzo. Direção geral: Jayme Monjardim. Lícia Manzo é autora da também festejada A Vida da Gente, de 2012, e recebeu o título de 'nova' Manoel Carlos de saia. Agridoce, inspiradora e linda. Até agora, a melhor novela do ano.