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sábado, julho 18, 2015

O merecido sucesso de Os dez mandamentos

Sansão e Dalila, José do Egito, Rei Davi, A história de Ester, Milagres de Jesus e Os dez mandamentos, as telenovelas bíblicas da Rede Record e o porquê que fascinam tanto o telespectador: primeiro porque o Brasil é um país religioso e segundo porque diante de tanta confusão, roubos, assassinatos, corrupção e outras tantas coisas ruins o conforto de DEUS e a esperança de um mundo melhor amenizam um pouco a dor.
A Rede Record, do mesmo dono da Igreja Universal, que obtém uma boa fatia dos fiéis do Brasil, teve bom tino comercial e apostou alto nas histórias da Bíblia Sagrada. Com  ares de superproduções, gastaram milhões de reais para realizar todas as tramas acima citadas e acertaram em cheio: estão colhendo os frutos e com Os dez mandamentos, a atual, estão na melhor fase.
Os dez mandamentos estreou bem na hora que a Globo enfrenta a duras penas uma crise em sua audiência e não é apenas pelo fracasso de Babilônia, o carro-chefe da emissora, mas outros programas da casa estão perdendo boa parcela do público, principalmente o de São Paulo, onde o ibope é válido (não deveria, mas não entraremos nesse assunto por agora).
Escrita por Vivian de Oliveira e dirigida por Alexandre Avancini, ela é uma adaptação de quatro dos livros que compõem a Bíblia - ÊxodoLevíticoNúmeros e Deuteronômio - narrando a história de Moisés desde o seu nascimento até sua morte, destacando o encontro com Deus no Monte Sinai, as pragas lançadas sobre o Egito, a sua participação na libertação do povo judeu escravizado no país, a passagem pelo Mar Vermelho, a revelação dos dez mandamentos, a travessia de quarenta anos no deserto e a chegada do povo à terra prometidaConta com Guilherme WinterCamila RodriguesSérgio MaronePetrônio GontijoLarissa MacielZé Carlos MachadoPaulo FigueiredoSidney SampaioMaria CeiçaDenise Del VecchioPaulo GorgulhoVera ZimmermanAdriana Garambone e Giselle Itié nos principais personagens.
Adriana Garambone é de longe a que mais se destaca. Sua Yunet é perfeita em todos os sentidos, mas outro que me deixa entusiasmado é o Paulo Gorgulho. Grande ator. E o que menos gosto é de Sérgio Marone. É um ator medíocre. E Gisele Itié, claro, é outra que não desce de jeito nenhum.
Os dez mandamentos vem conquistando mais de 12 pontos de audiência, chegando fácil nos 18 de pico, algo que não acontecia desde Os mutantes, em 2008, só que claro, Os dez mandamentos merece todo o seu reconhecimento, enquanto a segunda parte de Caminhos do Coração é qualquer nota.
Não sou um consumidor assíduo de Os dez mandamentos, por conta do horário mesmo, pelo JN e todos sabem que preferi acompanhar Babilônia, será que me estrepei? Mas tirei a semana para acompanhá-la e gostei do que vi. Muito. 
Que a Record continue a realizar bons trabalhos, como este, e não só com histórias bíblicas. Gosto muito do autor Carlos Lombardi: é disparado o melhor autor de humor da TV. 
Enfim, sucesso! Mais ainda. Concorrência é sempre bom e a Globo passou da hora de se mexer. E quem ganha com tudo isso somos nós.



Veja Rio.



No embalo de um sábado à tarde

Tarde de sábado, na Globo Angélica e Luciano Huck e não sei bem o que acontece, mas sinto dizer que não consigo mais assistir ao casal 20 da TV. No SBT vem o senhor Raul Gil com a sua simpatia de sempre, contudo num programa que já tinha o que dar, sem nenhuma inovação ou convidados interessantes e por fim, TV Record e o massante desenho do Pica-pau, um clássico que conseguiram estragar. Por este dia apostou nos Jogos Pan-americanos, o que pouco anda interessando ao telespectador e logo mais um filme para o Cine Aventura com Legalmente Loira, ou seja, a TV ABERTA aos sábados anda devendo muito. Por conta disso resolvi me dar o luxo de ter a tal TV PAGA. 
O GNT é um dos meus preferidos, adoro cozinhar e Rita Lobo e Carolina Ferraz são minhas professoras de culinária preferidas. E tem o VIVA. Fera Ferida, Pedra sobre Pedra e Despedida de Solteiro, apesar de não acompanhar capítulo por capítulo, matei a saudade agora a pouco. A última, aliás, como me marcou. Lembro de todos os nomes dos personagens e rever o elenco mais jovem é outra coisa muito prazerosa. Fora os atores que fizeram parte da história das telenovelas e que já subiram para o andar de cima. Realmente não tem preço. E daqui a pouco vão reprisar mais um Gente Inocente. Decidi assistir, assim como a entrevista do Tarcísio Meira para o Grandes Atores (e olha que a decisão não foi fácil, é no mesmo horário que a linda Além do tempo, mas é só hoje, vale a pena).
Enquanto chove lá fora (aqui está aquele dia de preguiça) vou me presenteando com as lembranças da infância, com a Fernanda Nobre menina e o Patrick Oliveira, um menino de um carisma ímpar. Hoje devem ter minha idade.
Angélica: gosto da apresentadora, claro, já gostei mais, mas o "Almoçando com as estrelas" perde toda a sua identidade quando ela não come nada do que o convidado prepara. 
Luciano Huck: nada nele me traz confiança ou inspiração. Mas concordo que o cara tem tino pros negócios e sabe fazer televisão. 
Raul Gil: dormiu no banquinho. Mas gosto dele. Bastante.
Pica-Pau: ótimo desenho, mas desgastado.
Acorda TV ABERTA! E aos apresentadores: um AO VIVO seria uma boa opção.

Além do tempo, primeiros capítulos

Elizabeth Jhin iniciou sua jornada pelo mundo espiritual e místico com Eterna Magia, de 2007, com Malu Mader, Cássia Kiss e Maria Flor nos papéis principais, por ora não gostei, as bruxas estavam à solta, talvez!, enfim, na primeira novela que levou seu nome Jhin não havia me cativado. Três anos depois o tema da vida após a morte era o mote principal de Escrito nas Estrelas, pronto, desde aquela linda história não paro de admirar a autora. Por causa desta trama, a Globo pediu mais duas histórias com o mesmo tema, assim vieram Amor eterno Amor, em 2012 e agora Além do tempo, que estreou na última segunda-feira, 13.
E não é que Além do tempo conseguiu a proeza de ser melhor que as antecessoras, a máxima, claro, vale para os cinco primeiros capítulos. A história se passa no final do século XIX e em setembro é prometido um salto para os dias atuais. É nessa hora que os papéis de vilã e mocinha vão se inverter. Antes que pensem que falo de Melissa e Lívia (Paolla Oliveira e Alinne Moraes, respectivamente) saibam que se trata dos personagens de Irene Ravache e Ana Beatriz Nogueira. É que, na idade contemporânea, a condessa Vitória será uma humilde senhorinha, dona de uma vinícola falida. Já a sofrida Emília, será uma empresária ricaça que quer a todo custo tomar a vinícola. Na sinopse da novela, a autora até escreveu: “Vamos ver como é que Emília, que tanto criticou Vitória na outra vida, está lidando com o poder e o dinheiro nesta encarnação. É fácil julgar os outros quando não se está na mesma situação. Por isso todo julgamento que fazemos de outras pessoas é tão injusto”. É só um 'spoiler' para mostrar o que nos aguarda.
Irene Ravache, como de praxe, me ganhou na primeira cena, bem como Ana Beatriz Nogueira, Louise Cardoso e Nívea Maria. Quatro grandes atrizes.
Alinne Moraes e Rafael Cardoso são belíssimos jovens atores. O par funcionou de tal maneira que já ganharam minha torcida.
Júlia Lemmertz e Paolla Oliveira estão muito bem. Muitos torcem o nariz para a interpretação da segunda, eu não vejo problemas e diante do que se viu até agora  já antipatizo com Melissa, chata de doer, mas no bom sentido, mostra que ela abraçou a personagem tal e qual Júlia, mãe dela na novela.
Carolina Kasting, um doce de atriz.
Daniela Fontan, figura carimbada das novelas de Jhin, um talento nato.
Luís Mello, Norma Blum e Val Perré, incríveis e Mel Maia, linda. Aliás, como todos, mesmo não citados. 
As locações no Sul do País deram uma linda fotografia e depois de Sete vidas com um Jayme Monjardim aguçado, Rogério Gomes, o diretor de núcleo desta, não poderia deixar a desejar. Foi à forra: as casas de madeira, os campos, a harmonia daquele tempo, os figurinos, tudo feito com capricho e esmero. Bravo!
Não há o que eu não gostei em Além do tempo, pelo menos até agora. Resta apenas dar as boas-vindas e ficar torcendo para que a autora não se perca em sua história e nos brinde com um clássico, pois enredo, elenco e estrutura para isto, ao que parece, tem de sobra.




sexta-feira, julho 10, 2015

Crítica: Sete Vidas

Tudo o que é bom acaba logo, e a máxima vale para Sete vidas, a novela das seis da Globo cujo último capítulo foi ao ar agora a pouco. E como é delicioso um final feliz, né? Já venho me emocionado em vários momentos na última semana. Delicada, vida real, dosando acontecimentos e nos transportando para o dia a dia de uma narrativa cheia de vida. Sou fã. Pra mim, a versão feminina de Manoel Carlos, sem Helenas, mas pautada por mulheres fortes e histórias recheadas de amor. Lícia Manzo, a mesma autora de A vida da gente, dispensa qualquer comentário, o primor de suas histórias já é o bastante para nos curvarmos ao seu talento. Soma-se a isso a espetacular direção de Jayme Monjardim: a paisagem de tirar o fôlego juntou dois opostos, Noronha e Patagônia, e nos proporcionou cenários vivos de uma beleza sublime. Destaques para Jayme Matarazzo, Isabelle Drummond, Débora Bloch, Montagner, Ângelo Antônio, Regina Duarte,  Letícia Colin, Guilherme Lobo, Leonardo Medeiros, Vanessa Gerbelli, Malu Galli, Maria Flor, Maria Eduarda, Thiago Rodrigues, Gisele Fróes, Cyria Coentro, Cláudia Mello, Walderez de Barros, Fernanda Rodrigues e Mariana Lima, principalmente, esteve linda por toda a novela.
A falta de vilões traz uma leveza real para a trama que acaba virando uma história que poderia ser minha, nossa, ou de qualquer pessoa que tenha conflitos, medos, traumas, mas que nem por isso sai por aí cometendo crimes. Claro, é um típico folhetim das seis, não funcionaria no horário nobre, abrange um outro público, mais poético. Sete vidas e A vida da gente são exceções, Manoel Carlos não conseguiu o mesmo feito em suas últimas novelas, Em família e Viver a vida (talvez por culpa do horário ou porque se trata das piores do autor) .
A discussão das relações de afeto, os conflitos, a família como centro de tudo. Nada melhor para os dias atuais do que termos a oportunidade de repensarmos, nem que seja impulsionados pela novela das seis, as relações que cultivamos e queremos para nossas vidas. Miguel amedrontado. Os filhos, cada um com uma criação diferente, reaprendendo a olhar para o futuro. O recomeço aparece como uma chance de se encontrar a felicidade. E quem não quer ser feliz?
O último capítulo não trouxe nenhuma novidade, foi simples, carinhoso e igualmente espetacular, assim como todos os outros 106. 
Sai de cena pela mesma porta que entrou. A da frente. 
Para terminar enalteço o bom uso da língua portuguesa. Eram diálogos fortes, verdadeiros, ímpares, carregada de puro sentimento
Bravo!



quinta-feira, julho 09, 2015

Babilônia: por que não deu certo?

Capítulo 100 de Babilônia e uma bomba, trama perde todo o sentido depois de tantas reviravoltas forçadas. Beatriz (Glória Pires) teve que frear suas maldades e, confesso que tentei, mas não consigo entender como um folhetim sem uma vilã, ou um vilão, ou vários consiga permanecer no ar por mais de cinco meses? Imagina o que seria de Maria do Bairro sem Soraya ou A Usurpadora sem Paolla Bracho. Ou Vale Tudo sem Odete Roitman e Maria de Fátima ou Avenida Brasil sem Carminha. Nazaré, Flora, Perpétua e etc etc etc. Os beijos entre as idosas gays Teresa e Estela (Fernanda Montenegro e Natália Thimberg, respectivamente) também foram metralhados. E uma prostituta de luxo (Sophie Charlote como Alice) ficou apenas nos sonhos mais altos dos autores. A Globo ordenou e mudaram toda a história. Babilônia perdeu todo o sentido (continuo assistindo, por hábito, por raiva, porque gosto do Gilberto Braga, da Glória Pires e da Adriana Esteves), e de que adiantou?
A trama continua bem abaixo do esperado e segue seu calvário com boas atuações, é bom deixar bem claro, mas poderia ter se tornado um produto inesquecível, pelo menos àqueles que se maravilhavam no seu início. Uma pergunta. Por que em Babilônia nada pode e em Verdades Secretas, que está muito bem obrigada, tudo é permitido?
Ou seja, bundas, peitos, cenas obscenas, palavrões, tudo aos montes e o autor Walcyr Carrasco tem um leque de assuntos delicados para expor até seu 'the end', enquanto a trupe comandada por Gilberto Braga tem que colocar para debaixo do tapete os assuntos propostos desde sua estreia em março e qualquer passo em falso é uma chuva de críticas e claro, novos recordes negativos.
Capítulo 100, novos personagens, Werner, Rogéria, e um quê de história mal contada, picotada, sem perspectivas. Caiu por terra todos os elogios feitos nos primeiros capítulos, e todos estamos à procura de um culpado: seria dos autores, dos diretores, da própria emissora, mesquinha e 100% capitalista, ou da dona Camila Pitanga, que apesar dos pesares, não merece ser o estopim de um fracasso cantado por muitos, ou os próprios telespectadores, cuja hipocrisia faz mascarar a podridão que virou o Brasil?
Enfim, é no centésimo episódio que deixo de acreditar num futuro promissor para o enredo do atual cartaz das nove, talvez o único que ainda tinha um pingo de esperança.
Babilônia foi uma novela que sofreu todo tipo de doença: a pior foi a intolerância religiosa. Por dias e dias foi findando como se um câncer fosse se espalhando sobre seu corpo. Ainda está viva, mas segue com os seus gemidos de dor. É forte, tenta se reerguer, mas é fato consumado: seu final será triste, como toda a sua vida. Tentei Gilberto Braga. Mas, como fã, ficarei do lado, como um amigo, mas impotente. 

domingo, julho 05, 2015

Porque Yunet (Adriana Garambone) não apareceu no Ranking dos melhores personagens da atualidade (não tem nada a ver com preconceito com as novelas da Rede Record)

Após uma lista dos melhores personagens da atualidade tendo como 1º lugar a Angel de Verdades Secretas vivida pela estreante Camila Queirós, uma crítica pairou no ar: nenhum personagem de Os dez mandamentos, fenômeno da Rede Record, esteve entre os mais -mais (a lista dava prioridade aos 10 melhores). Acreditem, o fato de nem a Adriana Garambone como Yunet aparecer entre os citados não tira a qualidade da atriz em todos os trabalhos que fez para a TV, inclusive este. E também não existe nenhum preconceito contra a Rede Record, pelo contrário, nota-se que com o folhetim bíblico eles estão buscando qualidade e não quantidade. Mas em partes.
Por que Os dez mandamentos não consegue 30 pontos?
Babilônia já pode ser considerada o maior fracasso da Globo em teledramaturgia, ainda assim, tem 25 pontos de média ante 12 de Os dez mandamentos. E não venham dizer que as duas quase nem se cruzam nos horários, por conta de um jogo de futebol estes dias elas se enfrentaram minuto a minuto. Vitória de Inês e Beatriz. A trama da Rede Record é uma superprodução, direção espetacular e texto impecável, mas deixa a desejar no elenco. Fora Adriana, quem mais se destaca?
Mesmo Babilônia ter sete pontos a menos que Império, foi literalmente ao fundo do poço, trocou de roteiro, piorou, mas Glória Pires, Adriana Esteves, Marcos Palmeira, Chay Suede, Luísa Arraes, Arlete Salles e Juliana Alves, os citados, foram extremamente profissionais e não derraparam. 
A trama das nove tem uma protagonista fraca e uma atriz que pesou a mão. Resultado: temos uma heroína fora dos quadros, chata e super desinteressante. Mas a culpa não está só com Camila Pitanga. Foi uma sucessão de erros: o país encaretou. Babilônia que eu tanto defendia no início virou uma história sem pé nem cabeça. Mas friso: as atuações dos listados seguem como as melhores da atualidade.
Guilherme Winter, Gisele Itié, Sérgio Marone e cia estão protagonizando uma história rica para a nossa teledramaturgia e com certeza a trama estaria entre as primeiras numa lista das melhores novelas da atualidade, e em breve um ranking com as melhores, mas sejamos justos, o fato de Adriana Garambone não ter entrado na lista não desmerece o trabalho da atriz, nem um preconceito com as novelas da Rede Record, é apenas uma crítica construtiva com a própria emissora que tem a faca e o queijo na mão, falta apenas esquecer os rostinhos bonitos e mirar nos bons atores. Glória Pires, que aos cinquenta e um (quase dois) está linda, nem sempre foi assim: ela perdeu um papel quando criança por ser feia, sabiam? Construiu uma carreira bonita, fruto de um trabalho meticuloso e impecável. E não consigo imaginar Ruth e Raquel sem o rosto de Glória Pires. 

P.S.: A Yunet de Adriana Garambone não deixa a desejar, e o que dizer dela com Day Mesquita?

Repito: vamos ser justos (não estávamos falando dos melhores atores e sim dos personagens)!