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sábado, abril 25, 2015

Sobre o Especial Globo 50 anos: era melhor ter visto o Zorra Total

No ano 2000 a TV Globo fez um especial sobre os 50 anos da TV brasileira, foi em partes, e muito bem feito, talvez para os seus cinquenta anos valia até um documentário, sério, nostálgico, com emoção e diversão, mas o que se viu foi uma parada de sucessos com cantores mais ou menos, poucos se salvaram, Paulo Ricardo e a Banda Malta, resto é qualquer nota, mesmo valor que teve o especial. Foi literalmente péssimo, de mau gosto e juro que ouvindo Pedro Bial e Fátima Bernardes narrando como se estivessem na cobertura do Oscar foi motivo para minha gastrite começar a pular dentro de mim. ARGH! Vontade de vomitar. 
Esperava mais, bem mais. Muito mais. Esperava ver cenas de novelas antigas. Ver números. Ver as melhores vilãs, as melhores histórias, pensei ver apresentadores de TV em seu auge, esperei um jornalismo perfeito, sim! era pra ser algo como um Globo Repórter ávido, história era o que não faltava para nos contar.
O tal show foi tão ruim que como diria o Chaves, do canal concorrente, teria sido muito melhor ter visto o filme do Pelé, e acrescento, até as esquetes-bobagens do Zorra Total, teriam mais graça.
Nem quis saber quem fez o roteiro, quem produziu, quem dirigiu, nada! não suportaria mais decepções, GENTE! desculpem, mas fico nervoso com esse tipo de coisa.
Vejam o lado positivo: mostraram num telão, distante, mas citaram a Xuxa. Lembraram do Renato Aragão e a trupe dos Trapalhões, mas não seria melhor ter mostrado uma esquete dos mesmos, depois um deles (ou dois) darem um depoimento, e assim com todos que fizeram história dentro da Rede Globo.
Depois não sabem porque perderam tanta audiência nos últimos anos. A emissora não sabe produzir shows, vide o exemplo trágico que é o Criança Esperança todos os anos, Ou seja, sabiam que seria um erro, insistiram e ARGH! (de novo) bateu aquela vontade de chamar o Hugo. Boa noite pra quem fica, vou dormir...

Ops! Antes: a Globo ainda listou em seu site uma lista com 10 motivos para não perdermos o tal show. Pode?



Globo 50: especial novelas das 8 (nove, nos dias de hoje), com todas as audiências desde Tieta, de 1989

Duas mulheres. Duas versões de uma mesma história. Quem está dizendo a verdade?
Poderia aqui enaltecer Selva de Pedra, 1972, Irmãos Coragem, 1070, O Bem-Amado, 1973, e elas merecem todo o nosso respeito, porém não as vi, portanto resolvi homenagear a Rede Globo pelos seus 50 anos falando daquilo que vi e vivenciei, fica mais real e bonito, afinal, tenho propriedade para comentar. As novelas são o carro-chefe da emissora e foram elas que a transformaram na 2ª maior emissora do mundo, um especial sobre elas cai como uma luva.
Sou de 1983 e vou inserir comentários de Tieta, 1989, em diante (Tieta lembro da reprise, em 1994).
Tieta é a melhor novela de Aguinaldo Silva, sem titubear e olha que ele foi co-autor de Roque Santeiro, 1985, tantas vezes reprisadas, e não sei porquê nunca pude acompanhá-la, coisas da vida, sei lá! Impossível não citar Joana Fomm e a carola Perpétua e mesmo Betty Faria vivendo seu melhor momento, a novela foi de Joana. Tieta (63 pontos) foi substituída por Rainha da Sucata e o bordão "coisas de Laurinha (Glória Menezes)" ainda é lembrado por alguns. Foi escrita por Sílvio de Abreu e abocanhou 60 pontos. Também a vi no Vale a pena ver de novo, em 1994. Meu Bem Meu Mal, 1990, tinha uma Sílvia Pfeifer duramente criticada, o que foi injusto, Isadora Venturini foi um acerto, o problema era que Sílvia vinha das passarelas e isso para a época não era visto com bons olhos. Destaque para Adriana Esteves, a mocinha Patrícia e Vera Zimmermann como Magda. Fechou com 50 pontos. Autoria de Cassiano Gabus Mendes.
Em 1991 estreava O Dono do Mundo com Antônio Fagundes, Glória Pires e Malu Mader nos papéis principais. Foi a primeira vez que o principal produto da Globo se viu encurralado pela audiência. Carrossel, trama mexicana exibida pelo SBT, incomodou tanto que o folhetim precisou passar por inúmeras alterações no roteiro. Enfim, escrita por Gilberto Braga, a saga de Felipe Barreto somou apenas 43 pontos. Um verdadeiro fiasco. Não merecido, pois a novela é ótima. Sua sucessora obteve 56 pontos e fez a Globo respirar aliviada, Jorge Tadeu (Fábio Jr.), o morto-vivo de Pedra sobre Pedra, de Aguinaldo Silva, foi o ápice do realismo-fantástico. Não houve que não curtiu a trama de Murilo Pontes e Pilar Batista (Lima Duarte e Renata Sorráh). Linda mesmo! Seguida por De Corpo e Alma, fatídica trama que acarretou na morte de Daniella Perez, filha da autora Glória Perez. O assassinato pegou todos de surpresa. Até hoje, ninguém perdoa o que aconteceu. A audiência foi de 53 pontos.
Renascer, de Benedito Ruy Barbosa, abocanhou 61 pontos. Espetacular! E a Globo continua brecando o autor neste horário (quem entende?).  Fera Ferida, 1993, 57 pontos. Outra boa história de Aguinaldo Silva. Seguida por Pátria Minha, com 45 pontos (Gilberto Braga).
Em 1995 estreava A Próxima Vítima, a melhor trama de Sílvio de Abreu. Ficamos sem saber quem era o serial killer do opala preto até o último capítulo: na versão original foi Adalberto (Cecil Thiré). Na reprise, Ulisses (Otávio Augusto). Fechou com 47 pontos. Mesma pontuação de Explode Coração, de Glória Perez. Até hoje não entendo porque a saga dos ciganos nunca foi reprisada. Em 1996, duas estreias: a mini novela O Fim do Mundo, de Dias Gomes com 47 pontos de média e O Rei do Gado (Benedito Ruy Barbosa), a atual reprise da Globo. Esta com 52 pontos. Depois, A Indomada (Aguinaldo Silva), com 48 pontos.
Por Amor, 1997, a melhor novela de Manoel Carlos, conseguiu 42 pontos. A história que tinha como pano de fundo a troca de bebês enfrentava o fenômeno Ratinho, que na época alcançava quase trinta pontos no mesmo horário. Seguida por Torre de Babel, 44 pontos, de Silvio de Abreu. Torre de Babel, assim como a atual Babilônia (2015) apresentou temas fortes e foi rejeitada no início. A solução foi matar um casal de lésbicas, um drogado e transformar Tony Ramos, inicialmente um vilão no herói da trama. Funcionou.
Suave Veneno, de 1999, trouxe problemas a Globo, foi a primeira novela a dar 30 pontos de média no horário, melhorou da metade pro fim e fechou com 38 pontos, e por anos figurou como a pior novela das oito de todos os tempos. Foi escrita por Aguinaldo Silva e qualquer semelhança com Império, de 2014, não é mera coincidência. Seguida pelos italianos de Terra Nostra (44 pontos), do autor Benedito Ruy Barbosa, Laços de Família (45 pontos), de Manoel Carlos e Porto dos Milagres (45), de Aguinaldo Silva. Porto dos Milagres foi a última novela nordestina de Aguinaldo, uma pena.
Em 2002 foi ao ar a melhor novela de Glória Perez, O Clone, com 47 pontos de média. Depois veio Esperança, um fracasso de audiência, 38 pontos. Quem assinou a trama foi Benedito Ruy Barbosa.
As próximas foram todas sucessos: Mulheres Apaixonadas (47), de Manoel Carlos, Celebridade (46), de Gilberto Braga, Senhora do Destino (50), de Aguinaldo Silva com uma Renata Sorráh imperdível na pele de Nazaré, América (49), de Glória Perez, Belíssima (48), de Silvio de Abreu e por fim, Páginas da Vida, com 47 pontos, escrita por Manoel Carlos.
Depois destas um efeito cascata na audiência. Paraíso Tropical (43), Gilberto Braga. Duas Caras (41), Aguinaldo Silva. A Favorita (40), João Emanoel Carneiro. Caminho das Índias (39), Glória Perez. Viver a Vida (36, foi o fim do reino de Suave Veneno e Esperança, só que ao contrário), Manoel Carlos. Aliás, esta trama foi péssima, a pior do autor. E Passione (35), Silvio de Abreu.
Insensato Coração recuperou um pouco, 36 pontos, e foi escrita por Gilberto Braga. Fina Estampa, de Aguinaldo Silva,  (ops! já estamos em 2011) recuperou um poucão e Avenida Brasil segurou os 39 pontos da antecessora. Avenida Brasil foi escrita por João Emanoel Carneiro e foi a novela da Carminha (Adriana Esteves).
Salve Jorge (34) naufragou, detalhe: eu gostava da novela de Glória Perez. Amor à Vida (36) estancou. Amor à Vida foi a primeira novela a exibir um beijo gay masculino e o Félix (Mateus Solano) caiu no gosto popular. Foi escrita por Walcyr Carrasco. Em Família, de Manoel Carlos, foi anunciada como a última novela do autor, e ele não conseguiu êxito: a trama, que não era de toda ruim, uma pena Manoel Carlos não ter fortificado Viviane Pasmanter e ressurgir com as endiabradas Débora (Felicidade, 1991) e Laura (Por Amor), aliás, ter Viviane numa história e não usá-la a seu favor, ainda mais como vilã, é um desperdício. Em Família fechou com 30 pontos. 3 a menos que Império (Aguinaldo Silva) e até então, quatro a mais que Babilônia (Gilberto Braga). Será que Babilônia, que eu gosto bastante, vai ocupar a vaga de pior audiência do horário de todos os tempos? E em pleno aniversário de 50 anos? Não merece.

De todas as histórias apresentadas neste horário a que mais gostei foi A Favorita (2008). João Emanoel Carneiro transformou o jeito de se fazer novelas no País e no bom sentido. Donatela & Flora foram o nosso beijinho doce com uma história alucinante. Com Cláudia Raia e Patrícia Pillar nos papéis principais.

Ainda quero falar sobre as novelas das seis e sete nos próximos dias.

Mas enquanto isso não acontece, veja as audiências do Vale a pena ver de novo, desde 1994:

1994 = Rainha Da Sucata: 25
1994 = Tieta: 27
1995 = Pedra Sobre Pedra: 24
1995 = Renascer: 26
1996 = Despedida De Solteiro: 20
1996 = Meu Bem Meu Mal: 22
1996 = Mulheres De Areia: 30
1997 = A Viagem: 28
1997 = Fera Ferida: 20
1998 = Felicidade: 17
1998 = O Salvador Da Pátria: 17
1998 = Quatro Por Quatro: 22
1999 = O Rei Do Gado: 27
1999 = A Indomada: 20
2000 = Tropicaliente: 14
2000 = A Próxima Vítima: 16
2000 = Roque Santeiro: 15
2001 = Você Decide (a pior bobagem da Globo): 13
2001 = A Gata Comeu: 18
2001 = História De Amor: 22
2002 = Por Amor: 21
2003 = O Cravo E A Rosa: 22
2003 = Anjo Mau: 27
2004 = Corpo Dourado: 21
2004 = Terra Nostra: 16,5
2004 = Deus Nos Acuda: 14
2005 = Laços De Família: 21,5
2005 = Força De Um Desejo: 15
2006 = A Viagem: 21,5
2006 = Chocolate Com Pimenta: 21
2007 = Era Uma Vez…: 17,5
2007 = Da Cor Do Pecado: 19
2007 = Coração De Estudante: 17
2008 = Cabocla: 17
2008 = Mulheres Apaixonadas: 18
2009 = Senhora Do Destino: 21
2009 = Alma Gêmea = 20
2010 = Sinhá Moça = 15
2010 = Sete Pecados = 13
2011 = O Clone = 17
2011/2012 = Mulheres de Areia = 16
2012 = Chocolate com Pimenta = 15
2013 = Da Cor do Pecado = 13,5
2013/2014 = O Cravo e a Rosa =  14

2014 Caras & Bocas = 14

2014/2015 = Cobras & Lagartos = 12

Por fim, parabéns Rede Globo!

Fonte:  http://www.ocabidefala.com/

domingo, abril 19, 2015

Carta para Gilberto Braga, Ricardo Linhares e João Ximenes Braga, os autores de Babilônia

Caros Gilberto, Ricardo e João, nesta ordem mesmo.


Babilônia, atual cartaz das nove da Rede Globo, o que era para ser o carro-chefe da emissora e que nem cócegas anda fazendo, de autoria dos senhores, peca pelo essencial: sua história.

Gilberto, meu autor favorito, amo suas sacadas, a forma fugaz com as quais critica o governo brasileiro, todas pertinentes, e como não poderia deixar de ser, joga a cada capítulo uma crítica-social, senão duas, três. Ótimo! Não vou deixar de assistir Babilônia, uma porque você a escreve e outra por ser estrelada por Glória Pires. O primeiro capítulo foi espetacular, os outros deveram alguma coisa. Sinto muito, mas é a mais pura verdade. Faltou ser mais objetivo. A história, meu amigo, falta explicar para nós, o público, essa obsessão de Inês (Adriana Esteves) por Beatriz (Glória). No início ela tinha o desejo de ser e de ter tudo que é dela, de viver a vida dela, algo muito familiar com a cena final de A Malvada onde Phoebe invade o quarto de Eve e se imagina brilhando no lugar da célebre atriz. E juro! Gostava mais desta história do que a ressurreição de Nina (Debora Falabella em Avenida Brasil). Ok! A audiência pediu mudanças. As aceito! Mas "ti fa astuzia", pelo amor de Deus. Beatriz é esperta, como ainda não roubou as imagens de Inês? E a história das duas não pode parar. Jamais! Lembra-se sempre do primeiro capítulo. Esqueça se os tolos gostam ou não! Esta é sua marca registrada. Não a perca.
Beatriz com Diogo (Thiago Martins) é um acerto. Abuse da química dos dois. Ah, e a malvada é ainda mais deliciosa quando é irônica. Abuse disto também.
Gilberto, meu querido, e não destrua sua história. Se está fadada ao fracasso ou não, siga seu caminho. E outra coisa, estava esperando de Beatriz e Inês algo muito próximo a Laura e Renato (Claudia Abreu e Fábio Assunção), ora uma por cima ora outra. 
Ricardo, outro conhecido, das tramas com Aguinaldo ou Gilberto, sempre cercado de bons companheiros, boas pessoas atraem boas pessoas e alguém me garantiu que você é um ser humano extraordinário. E eu acredito piamente, jamais duvidaria desse meu amigo. Mas para você o recado é outro. O humor de Aguinaldo Silva, eu sei que você aprendeu (ou quem sabe era você o mestre, pois as melhores histórias de Aguinaldo tinham você por trás), coloque-as em prática. Arlete Salles está excelente e pode melhorar. E você sabe disso, como ninguém.
João, tão pouca coisa sei de você, mas o bastante para confiar no seu talento, tem brio, o que já basta para fazer a ponte entre o perfeccionismo de Gilberto e o humor refinado de Ricardo. Acelere esses dois. E não esqueça das pitadas de romance. Acredite, não há quem não se compadeça com o amor de Laís e Rafael (Luísa Arraes e Chay Suede). Invista no amor, seja o contraponto das maldades e das risadas. Nos faça sonhar...
Gilberto, Ricardo, João, que Babilônia se recupere, e caso não obtenha êxito, façam seus trabalhos com grande esmero, e como diria Gabriel Braga Nunes, que se danem quem não assiste a novela, pois apesar dos erros (nem tantos também) está acima de Império, Em Família, Amor à Vida e Salve Jorge, últimas das nove. 


Mas, claro, pode melhorar.



P.S: abuse das ironias (eu não estou disposto, nem um pouco, em ver só gente feliz, sem sal, sem erros e etc etc etc).



P.S. nº 2: todo mundo tem um pouco de Beatriz. Resto é hipocrisia (pura).



Abraços,



Mr. TV



Abril de 2015.

Glória e Thiago, uma boa química

Engraçadinha

Xuxa, esta semana, dublou a cantora Ivete Sangalo num tal de "Dubsmach", nova febre mundial das redes sociais e pronto! começaram os ataques, teve gente afirmando que a rainha ficou louca. Putz! Certo que a maioria curtiu, ora ora! Sem mimimis ok? 
Abaixo o vídeo, para não passar em branco por aqui (mesmo atrasado). É hilário.
Ah, e na torcida de que o tio Silvio aceite ser entrevistado pela tia Xuxa. Imperdível.

|| Clipe de lançamento: I s2 Paraisópolis||

Com um título estranho, "I Love Paraisópolis", e atores pouco renomados (e fracos), nova novela das sete tem a missão de segurar a audiência de Alto Astral, atual folhetim das sete que por três vezes conseguiu superar Babilônia, cartaz das nove.

sábado, abril 11, 2015

Renascer no lugar de O Rei do Gado?

Benedito Ruy Barbosa, autor de Pantanal, Os Imigrantes, Terra Nostra, Renascer, Cabocla, Esperança, O Rei do Gado, grandes fenômenos de audiência e a Globo ainda o breca com Velho Chico, sua próxima novela, que já foi adiada inúmeras vezes quando pensada para as nove da noite, agora foi aprovada para as seis da tarde e adivinhem? Adiaram outra vez!
O desprezo da Rede Globo para o autor é inaceitável. O Rei do Gado acumula uma média de quase 17 pontos, se igualando a Mulheres de Areia (segunda reprise) e se aproximando de O Clone, ambas de 2011, os últimos sucessos do horário. A saga dos Mezenga e Berdinazi ainda consegue superar Malhação, que está em ótima fase e não raro tem o mesmo ibope de Sete Vidas, estas duas, inéditas para o público.
Mas por que tanto sucesso?
O Rei do Gado é simples, foi uma trama arrastada, porém, tem um elenco afinado (mesmo a Glória Pires não ter tido um papel à sua altura) e resgata ao imaginário do público àquela saudade dos velhos tempos. As roupas, os cabelos, Glória Pires com 30 e poucos anos, Fabio Assunção com vinte e tantos, Raul Cortez, saudoso Raul, entre outros, uma época que está logo ali, foi em 1996, e quanta coisa mudou desde lá e etc etc etc.
O Rei do Gado é a prova viva do que muito foi falado aqui: a gente quer rever novelas antigas (e boas!). Custa?
Muito se fala numa substituta. Por Amor pode vir, Laços de Família idem. Tem tantas. Mas penso: que tal Renascer?
Renascer no lugar de O Rei do Gado. É uma boa tática para segurar os fãs da atual.
E Globo, Velho Chico como nova novela das nove, seu Benedito merece!

A abertura de Renascer, de 1993, apenas para relembrar:

Ed Motta em: "Fala, Odete Roitmann!"

:P
Antes (vai que alguém ainda não tenha lido): Conforme venho avisando aqui nos últimos 3 anos, eu agradeço e fico honrado em ser prestigiado pela comunidade brasileira, mas é importante frisar, não tem músicas em português no repertório, eu não falo em português no show… Preciso me comunicar de forma que todos compreendam, o inglês é a língua universal, então pelo amor de Deus, não venha com um grupo de brasuca berrando “Manuel” porque não tem, e muito menos gritar “fala português Ed”… O mundo inteiro fala inglês, não é possível que o imigrante brasileiro não saiba um básico de inglês. A divulgação da gravadora, dos promotores é maciça no mundo Europeu, e não na comunidade brasileira. Verdade seja dita, que meu público brasileiro de verdade na Europa, é um pessoal mais culto, informado, essas pessoas nunca gritaram nada, o negócio é que vai uma turma mais simplória que nunca me acompanhou no Brasil, público de sertanejo, axé, pagode, que vem beber cerveja barata com camiseta apertada tipo jogador de futebol, com aquele relógio branco, e começa gritar nome de time. Não gaste seu dinheiro, e nem a paciência alheia atrapalhando um trabalho que é realizado com seriedade cirúrgica, esse não é um show para matar a saudade do Brasil, esse é um show internacional. Que desagradável ter que toda vez dar explicações, e ter que escrever esse texto infame…


Ah, ele já apareceu por aqui em maio de 2011. Confiram.



Okay, ele não é meu cantor favorito e Manuel, seu maior sucesso radiofônico, é qualquer coisa, ruim de verdade, mas apesar de achar que ele pegou pesado nas palavras, desta vez não fiquei tão bravo assim, na verdade, deixem seu Ed falar, no ponto de vista sócio-educativo são boas verdades. Todavia, pra não perder a piada, claro! assistam o vídeo abaixo (basta escutar a primeira frase):


Se a ideia era divulgar sua turnê na Europa. Conseguiu. Meia duzia de brasileiros ouve o Ed por aqui, já na Europa... ha ha ha.


Ops! Ed Motta é a versão masculina de Odete Roitmann (Beatriz Segall). 



Mas ao contrário da pérfida vilã de 1988, o rapaz se redimiu após a polêmica:
Uma retratação sobre meus erros. Ninguém erra? Sim todo mundo erra, e em diferentes escalas, a pessoa pública não é Deus, está no mundo para errar assim como todos. A forma que escrevi muitas coisas eu mesmo repudio, mas é fruto da minha cabeça lotada de revoltas, decepções na arte, paranoias, etc que me fazem me entupir de um monte de remédios para ansiedade, depressão, etc. Não estou me vitimizando, estou me abrindo com vocês, porque assim como não tenho medo de me expor escrevendo merda, não me amedronto por minhas fraquezas que não são poucas. Depois que se erra, existe um preço a pagar e eu sou completamente ciente disso. Escrevi de forma raivosa e equivocada sobre algo que realmente atrapalha meus shows no exterior, quando se está no palco que é algo frágil emocionalmente, a sensação é de desespero quando ocorre um equívoco. Peço desculpas a todos que se sentiram ofendidos com minhas frustrações. Peço a Deus que eu não repita algo do gênero.