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sexta-feira, março 27, 2015

Por que Babilônia não merece o título de pior novela das nove de todos os tempos

Fernanda Montenegro: no olho do furacão. Capa desta semana da revista Contigo, editora Abril.
Mexer na ferida dos brasileiros? Pra quê? Por quê? Em Babilônia, novela das nove da Globo, Glória Pires vive uma tarada sexual. Glória tem mais de cinquenta anos. Ah, soma-se a isso um ser maquiavélico, sem escrúpulos, uma assassina em potencial. Glória, é claro, dá aquele show de interpretação, praxe da atriz. Está poderosa, acima do normal. Adriana Esteves, outra sem caráter. Esbraveja a todo momento seus pré-conceitos: racismo, desigualdade social, desonestidade, falta de ética. Inês lembra a impagável Carminha, mas é amarga, submissa e tem uma autoestima muito baixa. Camila Pitanga caminha no oposto, mas é impulsiva, barraqueira, sem noção.
Babilônia mostra o Brasil do jeito que ele é, numa alusão a Vale Tudo, do próprio Gilberto Braga, de 1988. Marcos Palmeira dá vida a um político corrupto, mais atual impossível. Bruno Gagliasso vive um cafetão, e nas horas vagas é traficante. Para o público, tudo muito forte. Bando de hipócritas.
Fernanda Montenegro com quase 90 anos é casada com Natália Thimberg, também nesta idade. Um afronte a moral e aos bons costumes diria Laura Cardoso se estivesse nesta novela. Laura também perto dos 90. Um beijo bobo. Pronto! Tiros para todos os lados. É sabido que a homossexualidade existe e em 2015 é provado que ainda é tabu. Não deveria, mas estamos caminhando para trás. Assim como o País. Parlamentares decidiram abrir um boicote contra a novela. E conseguiram. País de burros!
Enquanto linchamos Fernanda Montenegro, o Brasil esquece do escândalo da Petrobrás, dos políticos e empresários envolvidos, dos quase 90 (olha o número ali de novo) BILHÕES roubados. Ou seja, somos um bando de otários. 
Acusam a novela de tentar mudar a opinião do povo e de destruir os lares brasileiros. Bandidos destroem nossos lares. As leis que só os beneficiam. O Genuíno está solto, sabiam?  Não, né? A vida sexual alheia é mais atraente. Acorda Brasil!
Babilônia pode sim ser a menor audiência de todos os tempos do horário, e que assim seja, entretanto, que continue a alfinetar as "gentinhas" e em menos de doze capítulos fez isso aos montes. Para cada capítulo pelo menos uma crítica-social. Ótimo!
Sendo assim, arrisco dizer que nunca houve uma novela como Babilônia e isso assustou. Assustou os bundões desse país, que ao que parece são a maioria. Vergonha nacional.
Mudem os seus conceitos. Está mais do que na hora do intelecto prevalecer. Mais carinho, mais amor, mais compaixão, mais compreensão. 
Murilo (Bruno Gagliasso): "A gente mora no Brasil, meu irmão, país perigoso!". E não é que ele tem razão. Acrescento: "Tenho muito medo do fanatismo e da intolerância religiosa".

Xuxa, 52

1990, ano que me entendo por gente, tinha sete anos, e como todo garoto daquela época acordava bem cedo para assistir Os Smurfs, o primeiro desenho do inesquecível Xou da Xuxa. Xuxa tinha 27 anos. 2015: eu, 32. Xuxa, 52. 25 anos depois e a admiração continua, o mito segue intacto e Xuxa ainda é o maior fenômeno televisivo do showbizz nacional, tanto é verdade que mesmo fora da Globo, mesmo seu nome ter sido esquecido da Globo.com, mesmo a Globo ignorar o que de bom Xuxa fez pela emissora, mesmo muitos a considerarem velha para continuar trabalhando, mesmo isso, mesmo aquilo, mesmo mesmo mesmo... ainda assim, Xuxa aparece sempre nas primeiras colocações nos assuntos mais comentados do país.
Por que isso acontece? 
Se ainda não conseguiu entender repita a leitura.
Feliz aniversário, Xuxa.

Ops! Saudade dela morena.

domingo, março 22, 2015

Deus nos acuda: programa de Regina Casé aos domingos é de um desânimo só

O Esquenta de Regina Casé quando começou, há alguns anos, vivia de temporadas, geralmente perto do Carnaval e dava certo, tanto que virou fixo na grade e foi ali o grande erro da Rede Globo. Alguém ainda suporta os mesmos cantores, o mesmo barulho, a mesma coisa todo domingo?
Regina Casé era ótima no Brasil Legal, nos áureos anos 90, voltou ainda melhor na primeira versão do Muvuca, quando exibido aos sábados e depois insistiu em ser tratada como rainha da periferia, porém, muito se fala que ela é um nojo fora das telinhas. Pode ser que sim, pode ser que não, mas a verdade é que o público não a vê como rainha. Ou seja, este posto ou vem naturalmente ou se conquista. Com Regina nem um nem o outro. 
Esquenta é o pior programa de auditório da Globo, é chato e não é uma boa opção contra outros purgantes, o Domingo Legal, do SBT e Domingo Show, da Record. A indecisão dos que gostam de estar à frente da TV na hora do almoço de domingo é tanta que é comum o trio brigar pela liderança.
Por se tratar da Rede Globo o programa da Regina sofre a duras penas com a crítica e muito merecido: e não adianta copiar descaradamente o Qual é a Música?, Esquenta precisa caminhar com as próprias pernas, está saturado, não é mais sucesso, portanto, criatividade. E sem isso não adianta colocar Regina Casé abraçando os pobres, basta fazer um bom programa. Apenas isso.
Ainda lembro com saudades do casarão do Muvuca, quem sabe buscar ideias do antigo programa da apresentadora não tragam boas novas ao Esquenta e assim, Regina possa respirar mais aliviada e ser ela mesma, doa a quem doer.

sexta-feira, março 20, 2015

Crítica: Babilônia estreou com pouca audiência, o que não é merecido e mostra uma Glória Pires como nunca visto antes e ao lado de outro monstro consagrado, Adriana Esteves. Nova novela das nove tem um quê de Vale Tudo, 1988, e isso é muito bom

Em 1991 ia ao ar pela Rede Globo a novela das oito O Dono do Mundo, trama que está fazendo o maior sucesso no Canal Viva, do grupo Globo. E naquela época sofreu com o sucesso de Carrossel, versão original da Televisa. 24 anos depois estreia na mesma emissora Babilônia, agora novela das nove, todavia também anda penando com a reprise de Carrossel, a versão brasileira. E tanto Babilônia quanto O Dono do Mundo são de autoria do renomado Gilberto Braga, o meu escritor favorito.
Babilônia, ainda, tem enfrentando o furor dos católicos e evangélicos, o folhetim trata do homossexualismo entre duas idosas, interpretadas com a maior delicadeza por Fernanda Montenegro e Natália Thimberg. Para fugir daquela história de vai ter beijo gay ou não, a dupla já selou um beijo bem demorado nas primeiras cenas, o que vier a partir disso é lucro. E vou na contramão da maioria, sinto dizer, mais beijos gays em TV não me chocam. Acho desumano espalhar que estamos vivendo os fins dos tempos por conta da orientação sexual de alguém. Me choca na verdade, filhos sendo espancados, mulheres idem, idosos sendo assassinados por bandidos, e estes tendo a lei a seu favor, saem em dias, meses, nunca anos da prisão, e claro! isso quando os mesmos vão para a cadeia e mais um tanto de atrocidades. Corrupção e etc e etc. Isso sim CHOCA!
Carrossel é sim uma boa novela, cheia de predicados, merece o sucesso que teve e que tem, mas a baixa audiência de Babilônia é estranha: em algumas praças chega bem próximo dos 40, em São Paulo, que é o que vale são 27, 28, 29 pontos. Pouco! A nova novela das nove da Globo é imperdível, algo muito próxima das recentes Avenida Brasil, 2012 e A Favorita, 2008. 
Glória Pires como Beatriz e Adriana Esteves como Inês estão incríveis, como de praxe das duas. Glória, que deu vida a Norma de Insensato Coração, que eu adorava, está ainda melhor, num papel à altura de seus maiores sucessos, as gêmeas Ruth e Raquel (Mulheres de Areia), Maria Moura (Memorial de Maria Moura) e Maria de Fátima (Vale Tudo). Beatriz é elegante, sedutora e má, muito má. Um charme. E Adriana, mesmo três anos longe da TV, enfrenta comparações com seu melhor papel até agora, a Carminha. Pura bobagem, tão logo se acostumam com Inês e esquecem nem que por alguns meses a loiraça do Tufão (Murilo Benício). Em suma, ambas já transformam Babilônia na melhor novela no ar. Fosse só isso, já estava bom, mas não. Tem a crítica social, em cinco capítulos, só cinco capítulos, podemos assistir os personagens da trama criticando a estrutura no país, as leis que só beneficiam bandidos, a falta de segurança, a desonestidade, a corrupção, é uma trama atual, e precisa! e é assim que tem que ser. Aplausos, muitos aplausos.
Mesmo com baixa audiência torço para que Babilônia continue ferrenha ao mostrar o Brasil do jeito que ele é, e talvez seja por isso a queda no Ibope, queremos porque queremos mascarar a podridão que se encontra nossa nação. E que os autores (além de Gilberto, assinam a trama João Ximenes Braga e Ricardo Linhares) reservem para os próximos capítulos mais Glória e mais Adriana (e eu confio que eles não vão marcar touca), talento a gente não se cansa de elogiar, nunca! JAMAIS!
Destaque também para Sophie Charlote, Tuca Andrada, Cássio Gabus Mendes, Marcos Palmeira, Camila Pitanga, Bruno Gagliasso, Carla Salle, Gabriel Braga Nunes e Val Perré, por enquanto só eles, a trama acabou de começar e muita gente ainda não pode dizer a que veio.
A direção de Dennis Carvalho é outra que dispensa comentários.
Com certeza vou comentar muito sobre Babilônia por aqui, não resta dúvidas, e tomara que até lá a audiência comece a caprichar e que o povo reveja seus conceitos. Preconceito é coisa do século passado. Saiu de moda faz tempo. Se aventure você também nesse conflito das nove. SIM, é sim, um novelão daqueles.



sábado, março 14, 2015

IMPÉRIO, último capítulo

Não gostei de Império, claro, teve sua popularidade e tal, caiu nas graças do público (tenho minhas dúvidas), foi a melhor novela de Aguinaldo Silva desde Senhora do Destino, 2004, teve Lília Cabral, Alexandre Nero, Zezé Polessa e Tato Gabus Mendes, simplesmente maravilhosos e... só. O Caio Blat que eu gosto muito disse a que veio somente no final, uma pena. Mesma situação de Othon Bastos. Carmo Della Vecchia ora acerta, ora não, nesta estava insuportável. Aliás, a lista de entojados são muitos, nem vou perder tempo. Ah, e teve a Cora (Drica e Marjorie, amo as duas, de verdade, mas a personagem só estragou o folhetim, infelizmente! Cora deveria ter morrido com a saída de Drica, teria assim evitado um vexame).
Todavia assistia, não sempre, duas vezes, três no máximo, por semana. É aquele velho costume de não conseguir deixar de lado a novela das nove.
Vamos ao último capítulo.
Cristina, a mocinha destemida da história, terminou ao lado do marido com dois filhos para criar.  Mas, antes disso, penou um bocadinho nas mãos de Zé Pedro, ou melhor, Fabrício Melgaço. O que eu acho até bem feito, para ela aprender e não ser tão chatinha na sua próxima novela.
Maria Clara, decididamente, esta não é para casar, ficou para titia.
João Lucas virou o novo imperador, afinal, só sobrou ele de homem na família (preferia a Maria Marta, tem mais pulso, mas tudo bem).
Isís virou sócia da Império e Maria Marta teve que dar uma de Zagallo e engolir. Pode isso?
Zé Pedro matou o pai e acabou preso.
E a morte do Comendador?  
Disse o autor: "O que eu tenho a dizer é que não mudaria uma vírgula sequer do final de “Império”. Diminuir este personagem que foi durante a novela inteira maior que a vida, torná-lo um abestalhado cujo único conflito, no final, seria com que mulher ele iria ficar – se com Marta ou Isis -, passar a impressão falsa e idiota de que ele, ao contrário do que acontecerá com todos nós na vida real, viveria eternamente, seria torná-lo pequeno, roubar dele o tom épico no qual foi forjado durante esses 203 capítulos. Cito aqui a frase célebre de Getúlio Vargas em sua carta-testamento: “saio da vida para entrar na história”. Sim, este comendador ao qual dediquei durante doze meses meu sangue, meu suor e minhas lágrimas, certamente diria isso."
Ou seja, não preciso dizer mais nada.
Em todo caso, foi um bom último capítulo. 

terça-feira, março 10, 2015

Sete vidas, primeiros dois capítulos

A história de Sete Vidas, a nova novela das seis, lembra as de Manoel Carlos, sob a direção de Jayme Monjardim, lembra ainda mais. Lícia Manzo é uma autora magnífica, A Vida da Gente, de 2011, foi um primor. Adorava. E a atual não foge a regra.
Aos que gostam de folhetins com um quê de a vida como ela é, um cotidiano contado a passos reais, com histórias reais, sem grandes clichês, sem vilões, onde até a mocinha tem lá seus dias de fúria, Sete Vidas é um deleite. Eu gosto.
Claro que prefiro os textos ágeis de João Emanuel Carneiro e ou Gilberto Braga, mas às seis da tarde, cai como uma luva o ambiente proposto pela trama. Os diálogos são ímpares, como tudo nesta novela e a fotografia adotada em todas as sagas de Monjardim é de puro bom gosto e só acrescenta.
Debora Bloch muito bem como Lígia.
Domingos Montagner ótimo como sempre.
Isabelle Drummond tem um talento único, linda.
E Jayme Matarazzo, para mim, é simplesmente fantástico.
A abertura é a mais bonita da atualidade.
Ainda em Sete Vidas teremos o retorno de Regina Duarte e ver dona Regina atuando é sempre bem vindo.
Boas novas a nova novela das seis. A estreia marcou 20 pontos de audiência, ótimo para os dias de hoje. E merece mais. Bem mais.

segunda-feira, março 09, 2015

#XUXANARECORD

#XuxaNaRecord foi líder nas redes sociais, seja com piadinhas ou manifestações de amor ou ódio, e a apresentadora na última quinta, novidade ou não, deu 9 pontos de audiência e segurou o segundo lugar com facilidade e ontem o Domingo Espetacular marcou 13 pontos enquanto exibia a reportagem histórica e pasmem, foi tudo muito bom, edição perfeita, com direito àquele arrepio gostoso, e emoção na dose certa, sem pieguices. Ou seja, começou com o pé direito.
Faltou, a meu ver, mostrar mais sobre a coletiva de quinta-feira. Mas como nem tudo são flores, sou só elogios. Boa Rede Record. Ponto positivo.
Xuxa, o mito! Há quanto tempo a Globo não a tratava como tal.
Xuxa, a rainha do Brasil. Linda, com todos os seus predicados. 
Xuxa, a apresentadora que não apela para o sensacionalismo. Coisa para poucos.
Boni, o pai do Boninho, olha só a ironia, disse isso sobre Xuxa: "Xuxa é um patrimônio da Globo. E, independente de qualquer questão, não se abre mão de patrimônios. Não sei os motivos pelos quais a Xuxa deixou a Globo e muito menos quais os planos da TV Record para ela. Sei que Xuxa é uma estrela de talento extraordinário e que, acima disso, coloca todo o seu peso profissional no que faz. Deve ter sido atraída por um projeto muito atraente. De minha parte, pelo carinho que tenho por ela, fico torcendo para que vença mais esse imenso desafio".
Em tempo: Xuxa é a bola da vez na Record. A loira, que saiu da Globo porque não “gerava receita” – além das médicas, claro – está fazendo chover dinheiro na emissora do Bispo Macedo. É que antes mesmo de saberem como será o programa, horário e coisa e tal, já tem fila de anunciantes na porta do camarim da loira.

P.S.: e no próximo domingo tem uma entrevista exclusiva da Xuxa para o programa de Paulo Henrique Amorim. E se a entrevista for tão bem sucedida quanto a reportagem exibida ontem, vejo sim futuro para a rainha na Record.

Porque o Domingo Espetacular não supera o Fantástico em audiência

Após muito tempo sem assistir ao Domingo Espetacular, da Record, ontem, dia de Xuxa, resolvi apostar todas as fichas no programa, até porque desde o final de 2013 o Fantástico sempre me ganhava aos domingos: e não é por menos, eles estão afiados! 
Enquanto a revista eletrônica da Globo aposta em notícias, denúncias, documentários, bom humor, drama, esporte, tudo isso na medida certa, a Record investe em algo parecido ao TV Fama, da RedeTV. Para quem gosta do showbizz, é um deleite, mas a ideia não é essa, penso eu.
Anunciaram a cobertura completa de #XuxaNaRecord logo de início e a cada dez minutos insistiam no tema, compreensível, eu mesmo estava esperando ansioso para ver. Nesse meio tempo matérias sobre "cabelos grisalhos", "bichos curiosos", este bem ao estilo Eliana (Sbt),  uma reportagem sobre a cidade das "mulheres solteiras" e outra dos mitos e verdades sobre o famoso "hot dog", o nosso cachorro quente invadiram a tela. Somado a muitos, mas muitos, muitos comerciais. Estava exausto! Era muita falta de assunto, pensava. Mas lembrava, tinha a Xuxa. E continuei, firme e forte.
Ela veio! E isso é assunto para o próximo post. Fizeram bonito! E por isso valeu a pena esperar.
Enquanto na Record se via um lenga-lenga, na Globo as matérias são rápidas, sucintas, com conteúdo e bem amarradas. 
Quando foi lançado em 2004, na época com Celso Freitas, o Domingo Espetacular era superior ao Fantástico. Hoje, é apenas um bom programa, mas entre o de Tadeu Schmitt e ele, ficamos com o primeiro, sem titubear,
 Se até meados de 2013, todos apostavam que não tinha salvação para o Fantástico, ele estava morto, insosso, fraco!, agora é a vez da Record se preocupar. Aproveitem que as lentes estão todas direcionadas na emissora e mudem, sejam criativos. Assim quem sabe o show da vida encontre um concorrente a altura.

domingo, março 08, 2015

Boogie Oogie, último capítulo

Há um tempo atrás mencionei que Boogie Oogie era a melhor novela no ar, e era! E foi só este metido a crítico elogiar que a coisa desandou. Perdeu ritmo, mas o enredo, gente! parecíamos mesmo estar em 1978/79. Boogie havia recuperado um pouco das histórias do passado.
Sempre elogio a Giulia Gam, gosto mesmo!, apesar que nesses últimos capítulos andava sem vontade. Vide Alessandra Negrini. 
Déborah Secco e Joana Fomm foram os diferenciais e o resto foi muito bem também.
Vamos ao último capítulo.
Sandra, de Ísis Valverde, não casou no final. A azarada mocinha realmente não nasceu para subir ao altar, e a trama ficou sem o clichê de final feliz com casamento. Ponto positivo. Fechar uma história quase da mesma maneira que ela começou não foi uma má escolha. Do ponto de vista dramatúrgico o recurso é interessante e, ainda que seja difícil acreditar que tantos detalhes tenham se repetido na vida de Sandra - como o vestido de noiva manchado, por exemplo - foi fácil entender qual era a intenção do autor. Porém, a expectativa de ver a mocinha ter o seu final feliz colocando a aliança no dedo, ficou apenas no âmbito do subentendido.
E Carlota (Giulia) terminou sozinha (castigo? Não! Sozinha sim, mas milionária). Ok, ponto positivo. Surpreendeu. Tanto que a novela que nos remetia às tantas novelas dos anos 80, começo dos 90, foi totalmente ao contrário do que se imaginava.
Vitória (Bianca) que aprontou a trama inteira teve uma atitude nobre no capítulo derradeiro: salvou a vida da maior rival. Bianca Bin, sem texto, foi brilhante na execução da cena, transpondo toda a emoção da personagem no olhar de Vitória para Rafael (Marco Pigossi, ótimo também).
Sem casamento, o final feliz foi na pista da Boogie Oogie, nada mais sugestivo.
Dos momentos, os bons prevalecem e a trama de Rui Vilhena, inicialmente dirigida por Ricardo Waddington, depois abraçada pelos co-diretores, foi sim muito boa.

Caso queiram assistir (ou rever):
http://gshow.globo.com/novelas/boogie-oogie/extras/noticia/2015/03/reveja-o-ultimo-capitulo-de-boogie-oogie.html

Agora é esperar por Sete Vidas (de Lícia Manzo. P.S.: Gosto desta autora.)

segunda-feira, março 02, 2015

|| CLIPE DE LANÇAMENTO da nova novela das nove, BABILÔNIA ||

Com Glória Pires e Adriana Esteves como vilãs (e protagonistas), a trama dispensa comentários. Assistam: