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quinta-feira, dezembro 31, 2015

A estrela Marília Pêra

A morte da atriz Marília Pêra passou batida. Faltou a homenagem que ela merecia. Ainda estamos assustados. Sobre o câncer: nada a declarar. Ele é ferrenho, maquiavélico, peçonhento. Mais alguém querido que se vai. Por causa dele. 
A Milú de Cobras & Lagartos se foi. Entretanto, ela ainda está no ar. Deixou gravada mais uma temporada de Pé na Cova, a última aliás. Darlene era a marca do seriado. Lembro que ficamos sem ela durante uma temporada inteira, e agora sabemos o porquê, e não foi a mesma coisa.
Marília era brilhante.

Não sei se é por causa da magia que é a TV, mas muitos artistas se tornam íntimos da gente. Viram da família. Conforme uns morrem, vai tirando um pedacinho dessa doce ilusão. Começou com Myriam Pires em 2005. Hebe, Wilker, Paulo Goulart, Nair Bello, Yoná, Betty Lago e tantos outros. Eu os via desde criança. 

A sensação é a mesma quando vemos eles envelhecerem.

O tempo passa. Se passa.

Marília vai deixar saudades.

Digo vai, no futuro mesmo, porque a ficha ainda não caiu. Ela está no ar. Em tese, ainda não nos deixou.

E assim encerro o ano.
Com a estrela que foi e será para sempre (afinal, estrelas não se apagam) Marília Pêra.

quarta-feira, dezembro 30, 2015

A volta de Laços de Família

A melhor novela de Manoel Carlos foi Por Amor, depois Laços de Família
Por Amor me ganhou por causa do casal Maria Eduarda e Marcelo (Gabriela Duarte e Fábio Assunção). Até hoje são os meus preferidos da TV. 
Laços de Família, contudo, comoveu o país. 
Laços vai substituir Fera Ferida no canal Viva.
Quem viu, vai poder chorar de novo com o drama de Camila (Carolina Dieckmann em seu auge), repudiar Íris (Deborah Secco), vibrar com as cenas calientes de Helena Ranaldi e José Mayer (Cinthia e Pedro), se emocionar com a Ingrid (Lília Cabral), torcer por Helena (Vera Fischer), adorar a Ciça (onde foi parar a Júlia Feldens?) etc.
Quem não viu, trate de conseguir ficar acordado até tarde ou pegar umas férias que dure uns sete meses, por aí. A trama vale muito a pena. É linda.
Na história, Camila rouba o namorado da mãe e casa com ele. E sim, você vai odiá-la por isso. Por pouco tempo, pode ter certeza.

terça-feira, dezembro 29, 2015

Ruth & Raquel, quarta exibição

Ruth & Raquel vão voltar.
Em fevereiro, no canal Viva.
Após 23 anos da primeira exibição.
A melhor novela de Glória Pires.

A primeira vez que foi ar, entre fevereiro e outubro de 1993, alcançou 50 pontos de média.
A primeira reprise, três anos depois, marcou 31 pontos, um a mais que a novela das seis da época, Anjo de Mim, e um a menos que a novela das sete, Salsa & Merengue.
A segunda reprise marcou bem menos. 16 pontos de média em 2011. Se compararmos com Caminhos das Índias, a atual, são três a mais. Com O Rei do Gado, um a menos. Para os padrões de hoje, um verdadeiro sucesso.
A terceira reprise volta ao ar em fevereiro de 2016, pelo canal Viva. Mulheres de Areia, aliás, foi a primeira novela cogitada pelo canal para ir ao ar. Em 2010, na estreia da emissora. Foi brecada pela própria Globo, que já pensava em reprisá-la no Vale a pena ver de novo

Novelas como Mulheres de Areia, A Viagem, O Rei do Gado, Vale Tudo etc. sempre são bem-vindas.

Só não me conformo com o horário. Seria espetacular se fosse na faixa nobre.

Ruth é a irmã boa. Raquel é a má. Ruth se apaixona por Marcos, mas Raquel, para conquistá-lo, finge ser sua irmã. O golpe é certeiro! Raquel se casa com Marcos. Entretanto, em um acidente de barco, a irmã maléfica é dada como morta e Ruth assume a sua identidade. Glória Pires é Ruth, é Raquel, é Ruth como Raquel, é Raquel como Ruth, e em todas as suas performances, consegue que o público saiba quem é a má e quem é a boa. 

As cenas de Glória Pires com Raul Cortez são imperdíveis, bem como as com Marcos Frota.

Meu voto é de Mulheres de Areia como a melhor novela de todos os tempos.

segunda-feira, dezembro 28, 2015

Fim de ano na TV, nada a ver

Fim de Ano na TV (argh! mês chato esse de dezembro) é saber que vão encher nosso saco com músicas natalinas, shows muito mal elaborados, mais músicas natalinas, amigos secretos, muita falsidade, papais nóeis (e ainda somos obrigados a descobrir quem são os ditos cujos), tudo isso regado a muita (falta de) criatividade. 
Com exceção da Escolinha do Prof. Raimundo, que achei nostálgica e original, ao mesmo tempo, nada de bom foi apresentado.
No dia 24, a música "Só Hoje" foi repetida à exaustão. Música ruim pega. No dia anterior, Ludmilla cantou com o rei Roberto Carlos, que apenas repetia "de novo" e "goxtoso" (com x mesmo). "Hoje eu tenho uma propoxta (também com x)" foi o meu repertório do dia.
Faltou a Xuxa no Natal?
Ainda bem.
Está na hora de coisas novas. Xuxa não precisa mais disso. Afinal, ela quer se desvincular do mundo infantil, pois não tem mais espaço para apresentadoras infantis. Ela disse isso e recebe meu apoio. Que o novo diretor dela (aquele que gosta muito dela) consiga entender que não basta uma boa apresentadora, um bom programa é crucial.
Não sei se foi a crise, mas a Globo, principalmente ela, não fez absolutamente nada. Nem os tradicionais grandes filmes a gente viu. 
Para os que tem TV Paga e assina o Telecine também nada de novo. 
Palavra-chave para 2016: criatividade. Professor Chacrinha ensinou que tudo se copia. O que ele fez?

sábado, dezembro 26, 2015

Troféu ARGH! (os piores de 2015)

Veja a lista dos piores do ano, sem titubear.

Pior novela: estão no páreo Babilônia (Gilberto Braga) e A Regra do Jogo (João Emanoel Carneiro). A primeira ostenta a pior audiência das novelas do horário nobre da Globo. A segunda ficou em segundo lugar por vários capítulos. A primeira começou muito bem, caiu, caiu, caiu, caiu... A segunda não começou tão bem, mas deu uma boa melhorada. Entretanto, cansa por só falar de facção, pai, tio. Babilônia merece o título de pior novela do ano, uma porque foi mesmo, outra porque apostei alto na trama. Decepcionou.

Pior atriz: Camila Pitanga pela Regina de Babilônia. Foi, sem dúvida, a pior personagem do ano.

Pior ator: Sérgio Marone pelo Ramses de Os Dez Mandamentos. Pior ainda é saber que a Record quer ele como apresentador. Pode isso?

Só que não: Giselle Itié e Gilherme Winter, a Zípora e o Moisés de Os Dez Mandamentos. Atores sem expressão nenhuma, apenas bonitos. Eles não poderiam ser descartados desta lista, de forma alguma.

Pior atriz coadjuvante: Sophie Charlotte (Alice).  

Pior ator coadjuvante: Marcos Pasquim (Carlos Alberto).

Pior série: Chapa Quente (Globo).

Pior atriz de série: Ingrid Guimarães. Ela é engraçada, mas vive sempre a mesma personagem. O que a Marlene (Chapa Quente) tem de diferente da Pitty (Sob nova direção) ou da Alice (filme De pernas pro ar)?

Pior ator de série: Leandro Hassum (repetitivo na pele de Genésio).

Pior humorístico: Apesar de a crítica ter adorado, ainda não consigo rir do novo Zorra. Fraco demais.

Pior programa infantil: é um dos poucos da TV aberta, mas continua muito sem graça o Bom dia & cia, apenas um chamariz para desenhos.

Pior programa de auditório: o meio-dia de domingo está um caos. Tem o Esquenta (argh), o Domingo Legal (ou Passa e Repassa) e o Domingo Show (vômitos). Logo depois a Rede TV apostou no Sensacional, que não faz jus ao nome. Situação pra lá de difícil. Para não empatar, Domingo Show, o pior programa de 2015.

Pior apresentador: Geraldo Luís.

Pior apresentadora: Daniela Albuquerque.

Pior programa feminino: É de casa (Globo).

Pior telejornal: Jornal do SBT (fraco!).

Âncora: Analice Nicolau (SBT).

Pior reality: BBB (Globo).

Pior programa da TV PAGA: Partiu Shopping (Multishow).

Desastre: Tomara que caia, uma espécie de game e humor, que tinha de tudo, menos graça. Caiu, literalmente.










quarta-feira, dezembro 23, 2015

Troféu Mr. TV: edição 2015

2015 foi o ano dos cinquenta anos da maior rede de televisão do Brasil (2ª do mundo), mas nem por isso a Globo tem muito para comemorar. Entretanto, muito dos melhores do ano surgiram da emissora do Plim-Plim.


Novela do ano: entre as favoritas estão Sete Vidas (Lícia Manzo), Além do Tempo (Elizabeth Jhin), Os Dez Mandamentos (Vivian de Oliveira) e Verdades Secretas (Walcyr Carrasco).

Sete Vidas era doce, mas ao mesmo tempo cheia de conflitos. Gente como a gente todos os personagens não eram mocinhos e tampouco vilões. Agradaram em cheio. Além do Tempo foi a minha escolhida até os 45 minutos do segundo tempo. Continua linda, mas podia ter usufruído mais sobre o espiritismo. Os Dez Mandamentos mudou a história da TV Record. Conquistou a liderança em diversos dias, mas abusou das cenas arrastadas. Enfim, o troféu Mr. TV para melhor novela de 2015 vai para Verdades Secretas, fulminante e adorável do primeiro ao último capítulo. Merecido!


Atriz: a categoria é sempre a mais difícil. No páreo: Drica Moraes (Carolina), Marieta Severo (Fanny), Glória Pires (Beatriz), Irene Ravache (Vitória), Ana Beatriz Nogueira (Emília), Giovanna Antonelli (Atena), Alinne Moraes (Lívia), Débora Bloch (Lígia), Maria Casadevall (Margot) e Adriana Garambone (Yunet).

Glória Pires começou com tudo. Beatriz comandava a novela das nove Babilônia no primeiro mês. Por conta da baixa audiência, o autor Gilberto Braga mudou toda a sua história. Glória, portanto, não saiu do lugar. Uma pena, pois a personagem prometia ficar para a história das vilãs da teledramaturgia. Marieta Severo fez todo mundo esquecer da dona Nenê. Esteve soberba. Ana Beatriz Nogueira é um primor, sempre. Alinne Moraes conquistou o público, que geralmente implica com as mocinhas, não com Lívia, todos, aliás, torcem por ela. Giovanna Antonelli começou mal como Atena. Hoje, a personagem figura como a melhor coisa de A Regra do Jogo. Débora Bloch foi sutil, menos foi mais e a personagem transmitia dor, raiva, alegria e esperança. Se via nos olhos dela tudo o que a amargurava. Espetacular. Maria Casadevall esteve muito bem na pele de Margot. Adriana Garambone foi a atriz mais completa do sucesso Os Dez Mandamentos. Ao prêmio de melhor atriz ficou a dúvida: Drica Moraes ou Irene Ravache? Adorei odiar a Vitória na primeira fase de Além do Tempo. E na segunda, aprendi a amar. Linda. Drica assumiu o papel que era para ter sido de Déborah Secco. Não vejo uma Carolina tão perfeita. Levanta a mão quem não sentiu pena da personagem. Drica a segurou firme, um passo em falso e ela seria odiada por ser tão burra. Sensacional. O troféu Mr. TV de melhor atriz de 2015 é de Irene Ravache, por todos os motivos mencionados.


Ator: entre os que brilharam no ano estão Rodrigo Lombardi (Alex), Marcos Palmeira (Aderbal), Alexandre Nero (Romero), Tony Ramos (Zé Maria), Caio Castro (Grego), Fábio Assunção (Artur), Rafael Cardoso (Felipe) e Domingos Montagner (Miguel).

Rodrigo Lombardi bombou como Alex, como a bunda do Alex, como o macho-alfa e o ator foi bem. Alexandre Nero, apesar de ter ganhado o prêmio dos melhores do Faustão, deixou sua marca, mas o Comendador ainda está vivo na memória de todos e Romero é coadjuvante perante a isso. Tony Ramos é o algoz de A Regra do Jogo. Como era de se esperar, está arrasando. Domingos Montagner é um ator nato. Ótimo como Miguel. Marcos Palmeira e Fábio Assunção partiram para a comédia. O primeiro foi de longe o grande acerto da frustrada Babilônia e o segundo faz bonito em Totalmente Demais, atual das sete. Rafael Cardoso é o verdadeiro galã do ano. Sem fru-fru. Entretanto, ninguém brilhou como Caio Castro. Nunca gostei do ator. Nunca diga nunca! Caio Castro, o melhor ator de 2015, disparado! 


Segue a lista: 



Atriz coadjuvante: Grazi Massafera (Larissa). Não teve para ninguém no ano de 2015. A melhor personagem do ano foi dela. 



Ator coadjuvante: Tonico Pereira (Ascânio).



Melhor série de TV: Felizes para sempre? (Euclydes Marinho).



Atriz de série: Paolla Oliveira (Denise).



Ator de série: Enrique Diaz (Cláudio).



Humorístico: Escolinha do Prof. Raimundo (nova geração).



Programa infantil: Chaves (enlatado do SBT).



Programa de auditório: Altas Horas (Serginho Groisman).



Apresentador: Serginho Groisman (Altas Horas).



Apresentadora: Xuxa (Xuxa Meneghel).



Programa feminino: Mais Você (Ana Maria Braga).



Revelação do ano: Camila Queiroz (Angel).



Surpresa: O fenômeno Os Dez Mandamentos (TV Record). A trama venceu o JN e a novela A Regra do Jogo, carros-chefes da Globo, por dias consecutivos. Ficou para história.



Telejornal: mesmo derrotado pela Record, o JN ficou diferente: mais informativo, dinâmico e os apresentadores parecem interagir com o público de casa. Nada que a Sandra Annemberg não fazia antes, mas até a previsão do tempo ganhou destaque com a entrada de Maria Júlia Coutinho, a Maju.



Âncoras: Sandra Annemberg e Evaristo Costa, eles têm química.



Reality: Masterchef (Ana Paula Padrão).



Melhor programa da TV Paga: Vai que Cola (Multishow).

Programa de entrevistas: Mariana Godoy entrevista (Rede TV).

Só que sim: para a nova Xuxa. Espontânea, verdadeira e linguaruda. Demais.

Menção honrosa: Monica Iozzi (atriz/comediante/repórter/apresentadora): pelo conjunto da obra.


terça-feira, dezembro 22, 2015

Crítica: Totalmente Demais tem todos os ingredientes básicos para ser sucesso, e é!, mas existem falhas imperdoáveis que a transformam numa apenas agradável trama para assistir

Já se passaram muitos capítulos para "Totalmente Demais" mostrar a que veio. A audiência é boa, marca entre 22 e 28 pontos, igual a antecessora, I Love. Entretanto, não é totalmente demais, não é imperdível etc. 
1. Marina Ruy Barbosa é chata.
2. Juliana Paes copiou os trejeitos de Anne Hathaway no filme "Alice no país das maravilhas" para compor Catarina na fofura que foi Meu pedacinho de chão, em 2014. E foi muito bem. Para Carolina, na atual das sete, mirou em Meryl Streep como Miranda em "O diabo veste Prada", mas acertou na Val Marchiori. Sua atuação não é ruim, aliás, nos últimos capítulos melhorou muito, mas continua um meio termo.
3. Marina Ruy Barbosa ainda está verde para encarar uma protagonista.
4. Fábio Assunção está bem. Muito bem. E muito engraçado.
5. Marina Ruy Barbosa não tem altura para ser modelo.
6. Humberto Martins é bom ator, mas está repetitivo. Parece o José Mayer. Será que funciona só desse jeito?
7. A história da protagonista é quase a mesma de Verdades Secretas, mas sem book rosa.
8. Viviane Pasmanter como Regina Duarte está linda.
9. Amo a Viviane Pasmanter!
10. Marina Ruy Barbosa e o Felipe Simas têm química.
11. Mas funcionariam mais numa nova versão de Malhação.
12. Novelas das sete precisam de atrizes mais convincentes.
13. Deviam ter chamado a Isabelle Drummond.
14. É mais atriz, mais alta e está apta para encarar uma protagonista,
15. Aumentem o espaço da Lavínia Vlasak.
16. Carla Salle também é uma ótima atriz.
17. A música da abertura é legal.
18. A Anitta é que não é.
19. Juliana Paiva está se repetindo.
20. Birolli: não gosto dela.
21. Continuo achando a Marina Ruy Barbosa sem sal.
22. Samanta Schmutz é a melhor da novela.
23. Aliás, Samanta é ótima no Vai que cola, no Treme-treme (GNT). Linda!
24. Autores: a novela não é ruim, mas não é boa.
25. Tem ingredientes funcionais.
26. Não é criativa.
27. Entretanto, leva nota sete.
28. Está na média.
29. Ainda sobre a abertura: podiam ter caprichado um pouquinho mais, gastado um pouquinho mais.
30. Mas da Marina Ruy Barbosa: continuo preferindo qualquer outra atriz. 
A história da gata borralheira que vira Cinderela sempre agrada, ou seja, por mais água com açúcar que seja, a digestão acaba sendo boa. 

Desbocados? Uns muito, outros nem tanto!

Mônica Iozzi chegou para ficar. Na Folha de São Paulo, os dizeres "Mônica Iozzi se destaca, mas Xuxa continua favorita do público e vence Prêmio F5" são pontuais. Mônica é uma excelente apresentadora, todavia, entretanto, mas, porém, contudo, ela não quer! Como assim? Ela quel sel atliz, só atliz! Pelde-se uma plomessa. Não faz isso não! Mônica, pol favor, fica! A gente de adola!
Xuxa é a favorita sim senhores! O seu programa não. Xuxa foi a número 1 no twitter, afinal, a cada sílaba que ela pronunciava vinham pérolas, verdades, irritação, desconforto com alguma situação ou alguém, ou seja, Xuxa estava impossível, no bom sentido e a Record estragou tudo. De ao vivo, o programa passou a ser gravado. "Xuxa Meneghel" não é lá essas coisas, mas ao vivo tinha fôlego. Caiu de vez. Lembram do último mês do TV Xuxa, Globo, 2014? Já pensaram o formato ao vivo? Menos ilariê e mais cabeças pensantes, ora bolas! E pode continuar como o menininho americano. Só queremos mais agilidade, mais comédia, mais entrevistas e mais Xuxa falando o que der na telha. Só isso. Custa?
Eliana não teve um bom ano. Perdeu para o Rodrigo Faro em quase 100% dos confrontos. Eliana nunca foi a minha preferida, mas tem garra. Lutou, desenterrou a apresentadora infantil e segue seu caminho muito bem. Polegar para baixo este ano.
Angélica ora gosto, ora não gosto. Ora acho que ela se faz um pouquinho, ora acredito em sua fala. Só não engulo as comidas na TV que ela não come. Ela apareceu nos comerciais comendo salsicha, mas não come filé mignon no seu programa. Estranho!
Fernanda Lima eu gosto no "Amor & Sexo" e como a Globo não exibiu o programa em 2015 considero um ano demasiadamente tenebroso para ela. Aquele "Superstar" é chato de doer. Ainda mais com o purgante do Mocotó. Ninguém merece! 
Sabrina foi bem na audiência, mas como apresentadora tem muito chão pela frente. 
É sempre muito bom se encontrar com a Fátima Bernardes. Ela é a apresentadora mais completa da Globo. A Ana Maria Braga segue o mesmo modelo de programa há mais de quinze anos e agrada. O que não dá para entender é a turma do "É de casa". É muito ruim. Cissa Guimarães, Tiago Leifert e Patrícia Poeta estão bem, mas as pautas não convencem, bem como André Marques, Zeca Camargo e Ana Furtado, que como disse Sônia Abrão "Chatos!". Tiago, aliás, é muito melhor no "The Voice Br", mesmo o reality atravessar uma temporada sem sal e sem açúcar. Titi, fuja dos sábados! Logo! Já!
Ticiane Pinheiro e a Anna Hickmann nunca gostei. Da Chris Flores sim. A Chris, aliás, tem a mesma opinião sobre a Anna. 
Regina Casé não anda lá muito contente. Geralmente, fica em segundo, terceiro, quarto (ops! não, em quarto é demais né?). A Globo lançou A Escolinha e agradou. Regina sai do ar em janeiro. A promessa é que o "Esquenta" volte em agosto. Tomara que caia! 
Sônia Abrão não agrada todo mundo, mas é uma das maiores audiências da Rede TV. Fatura bem. Só que nem sempre é imparcial. 
Luciana Gimenez melhorou muito. E como melhorou! O marido dela, o Marcelo de Carvalho, é muito bom como animador. Eu assisto o "Mega Senha" sempre que consigo. Sério!
Rodrigo Faro representa. Me desculpem, mas é sempre muito bonzinho, prestativo, sempre carismático e com todas aquelas qualidades. Só que todas em demasia. De duvidar.
Geraldo Luís, péssimo!
Faustão é querido. Fala sempre muita verdade, principalmente sobre o governo. Que continue assim.
Gugu é mais do mesmo. Promete novidades. Então tá!
Marcos Mion é divertido. Luciano Huck muito marqueteiro. Ambos têm um jeito muito parecido de conduzir seus programas. 
João Kléber é uma vergonha. Assisti-lo é ainda pior, e com a Christina Rocha a recíproca é verdadeira.
Patrícia Abravanel é um tanto chata, mas só um tanto.
Do Ratinho, eu sempre gostei. Mesmo ele falando besteira de vez em quando, mesmo ele apelando por uma audiência fácil, mas ele é engraçado. 
Sobre o Raul Gil não preciso enaltecer nada nele. Ele mesmo já se intitula muito bom. P.S.: ele é!
Fala, garoto! Serginho Groisman comanda o melhor programa de auditório da TV na atualidade.
Fábio Porchat e Tatá Werneck têm química. 
Otaviano Costa ora gosto, ora não, ainda sem nenhuma opinião. Pode isso, Arnaldo?
Celso Portiolli é sempre o mesmo. Não é uma crítica, bem como não é um elogio.
Para terminar, Silvio Santos. Silvio Santos é unânime. É a Xuxa de calças. Vou inverter. Xuxa é ele de calças! Piada sem graça. Adoro os dois. Xuxa, óbvio, ao vivo. Muito melhor.

Faltou alguém?





domingo, novembro 08, 2015

I Love Paraisópolis, último capítulo



I love Paraisópolis começou com tudo. Parecia que ia se tornar aquele fenômeno que há tempos não se vê na Globo. Ficou devendo. Acumulou uma média de 24 pontos. O que não é ruim, mas longe dos 29 iniciais. Enfim, antes de comentar o último capítulo, 10 tópicos sobre os atores e suas respectivas atuações. Sobre o Caio Castro, dou a minha mão a palmatória, mais uma vez:
  1. Caio Castro me empolgou. Melhor personagem da novela foi o dele. Grego é o divisor de águas na carreira do ator. Me surpreendeu.
  2. Maria Casadevall com Caio Castro. Melhor par romântico da novela. Maria é ótima atriz. Margot foi além de Patrícia (Amor à vida, 2013). 
  3. Lima Duarte como Dom Peppino. Impagável.
  4. Letícia Spiller. No início falei que a atriz ia me conquistar como Soraya. Não deu outra.
  5. Frank Menezes, o mordomo Júnior. Boa química com Letícia.
  6. Henri Castelli. Atuação ruim, como de praxe.
  7. Destri & Bruna. Casal meia-boca. Convenceram, mas perderam espaço pro casal 20 da novela. Nem preciso dizer quem foi.
  8. Werneck, mesmo não entendendo uma palavra, gostei.
  9. Jávai (Babu Santana), Melodia (Olívia Araújo) e Omara (Priscila Marinho): fizeram a diferença.
  10. I love foi uma novela gostosa de se ver, boba, ingênua, divertida, mas só.
Sobre o último capítulo: não gostei.

  1. O casal Mariben teve trigêmeos. 
  2. O casal Gregot teve um filho. Margot já tinha Maria com Ben.
  3. Grego saiu da prisão modificado.
  4. O que foi a cena da morte de Dom Peppino e Gabo? Tenebrosa!
  5. Danda grávida foi engraçado.
  6. Enfim, não teve muita coisa neste último capítulo. Foi morno, bem água com açúcar.
A prévia do último capítulo foi de 26 pontos, dois a menos que o capítulo derradeiro de Alto Astral, sua antecessora.




sábado, novembro 07, 2015

A regra do jogo estreou como sombra do fenômeno Avenida Brasil, viu a audiência despencar e agora busca sua própria identidade (antes tarde do que nunca)

A regra do jogo veio com a missão de recuperar o horário nobre da Globo e até agora, tirando o primeiro capítulo, nenhum deles somou 30 pontos ou mais. O primeiro marcou parcos 31. Também pudera: A regra do jogo estreou sendo uma sombra de Avenida Brasil. Dançou. A turma do Feliciano não é a mesma coisa que a turma do Tufão, apesar de copiar descaradamente. Atena não é a Carminha, mesmo a personagem da Giovanna Antonelli ter me conquistado. E a turma da favela em nada se compara a Suellen e cia. Aliás, é a turma da favela que estraga a novela. Susana Vieira, Juliano Cazarré e etc. são uns chatos. De bom teve a Cássia Kis. No entanto, Cássia já saiu de cena. Tony Ramos está bem. Cauã, por incrível que pareça, cresceu muito como ator. O Pigossi, novamente muito bem. Vanessa e Nero têm boa química, o romance policial, envolto a muito mistério vai dar muito pano pra manga, mas ainda assim, não gostei de A regra do jogo. O tema de abertura é um nojo, tinha que falar disso, me desculpe a Marrom, mas é cansativo. E o lance de parecer um seriado não me apetece. É isso, A regra do jogo não tem cara nem jeito de novela.
A regra do jogo enfrenta o fenômeno dos Dez mandamentos. A trama da Record é bem construída, mas muito didática, e eu também não gosto da encenação teatral, e vendo as contratações para a nova novela vejo que a Record não vai ter problemas em sua próxima empreitada nesta questão. Enfim, não tira o valor do folhetim bíblico. O público cansou das novelas ditas mais reais?
Pode ser que sim, visto o sucesso do cartaz das seis. Romance sempre agrada. Contudo, bato na tecla das favelas. Toda novela é o mesmo assunto: traficante, morro, funk, vulgaridade... Lado a lado, Duas Caras, Babilônia, I love, A regra do jogo, todas beberam dessa água. Enfim, o que estraga é isso na novela das nove, ou dez. A história policial é interessante. Gosto de suspense. 
E a tal da Amora Mautner, será que é osso duro de roer mesmo? Gostava dela como atriz em Vamp, de 1991. Quem lembra?
Resumo da ópera, a atual trama de João Emanoel Carneiro não me fisgou. E eu que pensava que esse dia nunca chegaria.

quinta-feira, novembro 05, 2015

Além do tempo, segunda fase


A primeira fase de "Além do tempo" foi espetacular. Irene Ravache foi a grande estrela da novela, seguida pelas ávidas Paolla Oliveira, Alinne Moraes, Julia Lemmertz, Nívea Maria, Louise Cardoso, Ana Beatriz Nogueira, Dani Barros, Carolina Kasting etc. Foi um encontro de bons personagens defendidos à altura por bons atores. Da ala masculina, Rafael Cardoso liderou. Esteve muito bem. Começou a segunda fase: uns estranharam, outros adoraram. A questão é que depois de uma primeira parte primorosa, todos querem mais, muito mais. O elenco é incrível, não há sequer uma atuação ruim. Aos poucos as situações vão se desenrolando, como no começo da primeira fase. O amor de Lívia e Felipe está em xeque, afinal Melissa voltou boazinha e já demonstrou amar o marido, bem ao contrário da última encarnação, embora eu acredite que Melissa poderá se mostrar mais ao longo do tempo, possibilitando maiores chances para o casal 20. Quanto aos capítulos mais lentos, de fato houve uma queda de ritmo, mas nada que prejudique, pois não deixam a sensação de tempo perdido, como acontece com I Love Paraisópolis e A Regra do Jogo.
A fotografia continua linda. A trilha sonora é outro ponto positivo, principalmente o tema instrumental de Felipe e Lívia. Os diálogos são de muita leveza e emoção. Os atores continuam dando um show de interpretação. É a melhor novela do momento. Há muitos mistérios a serem desvendados. Irene Ravache continua brilhando, Ana Beatriz vem na cola, Julia Lemmertz, Louise Cardoso, Nívea Maria, e lá vou eu repetir as boas atuações. Muito legal Vitória depender de Zilda na atual fase. Para quem duvida do ditado "aqui se faz, aqui se paga" é uma lição. No entanto, a autora Elizabeth Jhin deve cuidar de uma única coisa: da forma que as tramas estão se desenrolando, a sensação que dá é que todo o sofrimento se deve ao que você fez em sua vida passada e o que sabemos, não é bem assim. Há o livre arbítrio. Nunca poderemos nos conformar com bandidos, assassinos etc. e não podemos achar que se perdemos alguém por conta disso estamos só acertando as contas com Deus. Friso: não é bem assim.
Uma coisa que eu temia, era de as crianças começarem a gritar com os adultos e ficar por isso mesmo, como já se viu em várias novelas, algo muito próximo do mundo real também. Mas gostei da Rosa repreendendo sua filha malcriada, dizendo que ela era sua mãe e não sua coleguinha, é isso aí, pais têm que ser pais.
  1. Gema não merece aquele marido.
  2. Vitória tem que saber logo que é mãe de Emília.
  3. Lívia não pode ser amante de Felipe. Que mocinha é essa?
  4. Que mocinho é esse?
  5. Melissa como vilã já, não quero continuar tendo pena dela.

 Nem todos os personagens se encontraram, boas-novas para a segunda fase de Além do Tempo. Com certeza, um clássico.

segunda-feira, novembro 02, 2015

Livros

No dia 1º de janeiro de 2015 prometi a leitura de um livro de Maitê Proença (Todo Vícios). Estamos em novembro e até agora nada. Tenho dois meses. Muita calma nessa hora. Quis começar novembro desta forma: sem briga de Chimbinha com Joelma (argh!), de Sílvio Santos com Xuxa, choro de Gisele e etc. Sobre a nova fase de Além do tempo, os últimos capítulos de I Love e a virada de A regra do jogo, aguardem. Livros, os li, muitos e quero compartilhar com vocês. Posso?

Ambrose Young é lindo — alto e musculoso, com cabelos que chegam aos ombros e olhos penetrantes. O tipo de beleza que poderia figurar na capa de um romance, e Fern Taylor saberia, pois devora esse tipo de livro desde os treze anos. Mas, por ele ser tão bonito, Fern nunca imaginou que poderia ter Ambrose... até tudo na vida dele mudar. A resenha de "Beleza Perdida" é essa. De Amy Harmon, um outro livro da autora ainda não foi traduzido para o português, e acreditem, ela é muito boa. Por ora, ri, me diverti (mesmo), torci, chorei. Chorei bastante. 

"Um caso perdido", por Colleen Hoover. Sabe aquela frase que dizem que às vezes é preciso se perder para se encontrar? Pois bem, esse é o caso de Sky. Sky foi proibida pela própria mãe de usar telefones, internet, assistir TV, ir à escola. Foi assim até os dezessete anos. A jovem convenceu sua mãe e foi permitido os estudos. E a "vida real" não tinha lá tantas flores. Até Holder aparecer em sua vida. Um garoto intenso e que sempre faz ter a sensação de que tudo pode mudar de uma hora para outra. A princípio, ela não sabe o quanto isso é verdade, mas quanto mais ela o conhece, mais ela percebe que ele não só é um caso perdido, como também, um caso no qual ela quer se perder. Ele transmite tanta intensidade, que se perder na aventura que seria descobrir os segredos dele não parece uma escolha, mas sim a única saída. E é justamente o que Sky faz. Ela mergulha de cabeça em uma relação com Holder por mais que não entenda como ele consegue tirar dela tão mais do que ela foi capaz de dar para qualquer outro garoto que já tentou entrar em sua vida. Sensível, gostoso, surpreendente. 

"O diário de Anne Frank" (por Otto H. Frank, seu pai e Mirjan Pressler). Ela tinha apenas treze anos e viu sua existência sofrer uma transformação radical. O diário é real, foi escrito por ela durante a Segunda Guerra Mundial e além de embarcar nos sonhos e nas travessuras da apaixonante e endiabrada Anne, é uma leitura que nos faz refletir de como o ser humano pode ser mau. Com Anne me aprofundei na história do nazismo, de Hitler e senti raiva de todos os que mataram mais de seis milhões de judeus. Assisti "A lista de Schindler", produção de Steven Spielberg e o próprio "O Diário de Anne Frank", de 1959, e ambos me emocionaram. A guerra na Síria e todos os inocentes mortos, a Europa fechando as portas. 2015 nunca esteve tão próximo dos anos 40. 
"Um lugar para o amor", por Sherryl Woods. Em um dia de frio, o carro de Maggie resolveu não funcionar bem em frente ao bar Ryan’s Place, de Ryan Devaney e é neste momento que ela precisa entrar e pedir ajuda. Lá dentro, no calor das cervejas e da boa comida irlandesa, está o padre Francis, que resgatou Ryan de uma vida de crimes e mais confusão. Depois de uma boa dose de conversas e devaneios, o padre Francis convence Ryan de levar Maggie até sua casa em segurança. Vocês podem imaginar o que vem depois? Acredite, você vai curtir a história de amor dos dois.


Abbi Glines, autora de "Paixão sem limites", "Tentação sem limites", "Amor sem limites", "Estranha perfeição" e "Simples perfeição". Conta a história de Blaire, Rush, Grant, Woods, Nan, Jimmy, Betty, Jace, Della e Harlow. Eu li os cinco. Fascinantes. E tem continuação, vem aí a série "Chance". Para quem curte algo mais jovial, com uma pitada mais picante, os livros de Abbi são tudo isso e um pouco mais. Gostosos de ler e excitantes. Dá aquela impressão de que estamos vendo um seriado. 

"Uma curva no tempo", por Dani Atkins. Duas histórias diferentes podem levar ao mesmo final feliz? Às vésperas de saírem da cidade para a faculdade, Rachel Wiltshire e seus amigos sofreram um terrível acidente. Durante o jantar de despedida do grupo, um carro desgovernado atravessou a vidraça do restaurante onde estavam. Rachel escapou por pouco... Na verdade, ela deve sua vida a Jimmy, seu melhor amigo, que se sacrificou para salvá-la. Cinco anos mais tarde, todos do grupo estão prestes a se reencontrar para o casamento de Sarah. Bem, quase todos. É com muita dificuldade que Rachel se convence a prestigiar a amiga, pois sabe que, para isso, terá de enfrentar os fantasmas do passado. Principalmente a culpa pela morte de Jimmy. Com a vida destroçada, o rosto desfigurado por uma grande cicatriz e sofrendo de constantes dores de cabeça em decorrência do acidente, Rachel se obriga a encarar os fatos e vai ao cemitério visitar pela primeira vez o túmulo do amigo. Ao chegar lá, sua dor se intensifica a tal ponto que ela acaba desmaiando. Quando acorda no hospital, Rachel fica surpresa: seu pai parece estar curado do câncer que o devastava, Jimmy está vivo e Matt – seu ex-namorado – alega ser seu noivo. Sem entender o que lhe aconteceu, Rachel tenta convencer a todos de que nada daquilo pode ser real, mas os médicos apenas a diagnosticam com amnésia. Desesperada por respostas, ­Rachel precisa primeiro decidir se vale a pena tentar voltar para a vida que conhecia e que, no fim das contas, era muito pior do que a que ela tem agora... Indicado para quem gosta dos livros de Jojo Moyes. Dani Atkins reservou um final previsível, mas que não poderia ter sido diferente.

"Violetas na Janela", por Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho (ditado pelo Espírito Patrícia). É um livro com uma temática mais religiosa. Pode ser considerado um livro de autoajuda. Lendo "Violetas" me senti mais humano, querendo ajudar mais e brigar menos. 




E, por fim, Jojo Moyes. A autora é incrível. Li dois livros dela: "Como eu era antes de você" e "A garota que você deixou para trás". Ambos em menos de uma semana. Já pesquisei sobre a autora e vou me apossar dos outros títulos dela, logo, logo!

E "Todo Vícios", sim, eu quero ler. No entanto, espero que entendam, caso não fechá-lo até o último dia de dezembro. É que as opções vieram aos montes e a minha leitura parece ter encontrado o momento certo para cada situação que vivenciei durante o ano. A sua hora vai chegar, tem que chegar.

Boa leitura para os que resolveram me dar um crédito. Valeu... 


terça-feira, outubro 20, 2015

Yoná

A morte da atriz Yoná Magalhães.
Em A Próxima Vítima, no ano de 1995, jurava que a Carmela Ferreto (Yoná Magalhães) fosse a serial killer, era boazinha demais, sempre engolindo sapos, sofrendo calada e me enganei: ela era aquilo mesmo e como gostava daquele personagem. Tinha também a Tonha (Yoná Magalhães) de Tieta, esta de 1989, vi a reprise em 1994. Mulher submissa, mas que se revelou uma guerreira. Adorava. Na reprise de Meu Bem, Meu Mal em 1996 (a novela é de 1991) a fogosa Valentina Venturini (Yoná Magalhães). Anjo de Mim era Yvete (Yoná Magalhães) com y mesmo. Fofoqueira de marca maior. Em 1996. Em 1995, a Band reprisou algumas novelas, dentre elas Os Imigrantes, de Benedito Ruy Barbosa e Cavalo Amarelo, de Ivani Ribeiro, as duas com Yoná Magalhães e a última com Dercy Gonçalves. Um barato. Não esquecendo, é claro, de Dona Flaviana (Yoná Magalhães), de Senhora do Destino (2004), a sogra do José Wilker. Yoná, Yoná, Yoná! Fez parte da minha vida e hoje partiu para o andar de cima. Sinceramente, não gosto quando artistas como ela vão embora. Senti isso com Miriam Pires, Hebe, José Wilker, Raul Cortez, Betty Lago, Paulo Goulart, Elias Gleiser, Nair Bello e agora a Yoná Magalhães, aos 80 anos. 
Enfim, triste com a notícia. Bem triste mesmo.







Crítica: Xuxa Meneghel (Das dez edições do programa, três foram imperdíveis)

Programa "Xuxa Meneghel" está longe de ser bom, mas três das dez edições já apresentadas dão condição para Xuxa reerguer sua carreira, que andava ruim desde a Globo. E mais: foi bom sim a Xuxa ter ido para a Record, falta apenas seres mais pensantes e deixar para trás o Show da Xuxa e investir em convidados, entrevistas bombásticas e um conteúdo mais caprichado. 
Xuxa Meneghel chega a décima edição e vai mal das pernas: falta a Xuxa menos Show da Xuxa e mais coisas interessantes. De dez gostei de três. E destes três, gostei muito! São eles: a participação da Ivete Sangalo, um show à parte, porém, ambas anunciaram uma conversa picante depois da meia-noite, e não teve! Ficou devendo. O dia em que Preta Gil, Mara Maravilha e Thammy Miranda dividiram o sofá de Xuxa e foi ali que Xuxa mais se aproximou de Hebe. Foi natural e gostoso de ver e o último com o Marcos Mion: bem engraçado. Mionzinho de Xuxinha foi outro ponto alto.
Não é segredo para ninguém o quanto Xuxa é bem vista pelo blog, é sim a melhor apresentadora, e o jeito de se comunicar dela é inigualável: mas Xuxa, a Xuxa que eu tanto adoro esteve um tanto perdida nos outros sete. Culpa da emissora, da direção, da produção, dela, sei lá, mas faltava tudo, se via de tudo, menos um bom programa de entretenimento. Enfatizo: os três aqui citados estiveram perfeitos. Xuxa é um ícone, e por quase trinta anos esteve na Globo e lá os melhores profissionais estavam a seu dispor, sempre, muitas cabeças pensantes, claro, o grande problema foram os últimos dez anos, salvo alguns momentos. Xuxa estava escondida na Globo. Enfim, que bom que mudou. É bom mudar. Mas a rainha tem que colocar os pés no chão e seguir em frente. Sem medo, receios, ou qualquer outra coisa ruim que possa atrapalhá-la. Precisa de assistentes de palcos, repórteres exclusivos, Nanny People é indispensável. Fez a diferença nas vezes que esteve no programa.
Xuxa ainda teve que enfrentar um boicote. Daniel, Luan Santana, Gusttavo Lima, só para citar alguns exemplos, estão proibidos de pisar no palco dela. Ivete fez isso e está sofrendo as consequências. Palmas para a corajosa Ivete. 
Ou seja, Xuxa tem que multiplicar seus pães e entreter. E se com Preta Gil, Mion e Ivete foi muito bem, quer dizer que tem tudo para dar certo, o que não dá é ter o Fábio Porchat um programa inteiro e não aproveitar nada. 

Leio muito sobre o que falam dela e dizer que ela está fadada ao fracasso não me apetece. Vai Xuxa, acontece! Sem Ellen, Silvio, Hebe, Chacrinha, seja só a Xuxa, a Xuxa, a rainha. 

sexta-feira, outubro 09, 2015

Mara Maravilha é uma mistura de Alexandre Frota (Casa dos Artistas) com Tina (Big Brother) e começa a fazer história na Fazenda

Reality show? Big Brother? Até o número cinco gostei muito, e do dez bastante. Depois, não mais. A fazenda? Nunca gostei, até a MARA MARAVILHA. Mara lembra a Tina, do número 2 da GLOBO, assumiu a posição de vilã, é debochada, se sente a gostosa assim como a Nazaré (Renata Sorrah), é ácida e conseguiu o que queria: atraiu a atenção para ela, é o Alexandre Frota de saias. TODOS dentro da fazenda a odeiam e TODOS têm medo dela. Mara não pode sair, é a peça-chave para o reality não cair no marasmo. 
Se Mara é assim na vida real, se faz parte do jogo dela para vencer, não faz mal, eu tô carente, mas... (eu não fiz isso, ha-ha-ha). Ou seja, está autêntica e está fazendo história.
Enfim, por mais que suas atitudes a intitulam como a malvada, é a única que não fala pelas costas, diz o que acha na lata. Passa por grossa, louca e o escambau, bem diferente dos outros, que se declaram apaixonados uns pelos outros e cinco minutos depois mostram que não se amam tanto assim, mas claro, por debaixo dos panos.

Mara sincera, fala o que pensa, doa a quem doer.

Em tempo: Justus é bem melhor que o Brito, mas nem de perto chega aos pés do Bial. Que coisa, não?

segunda-feira, outubro 05, 2015

Novela das seis da GLOBO vai ter um salto no tempo: 150 anos. Portanto, a atual história de Lívia (Alinne Moraes) se passa em 1865. Mas não existem escravos na novela. COMO ASSIM?

A novela das seis da Globo vai dar um salto de 150 anos. Seguindo esta lógica, a atual fase de "Além do tempo" circula em 1865, certo? Sendo um telespectador assíduo da trama, percebo que a autora dá a entender que a história se passa um pouco depois da abolição da escravidão, mas a Lei Áurea foi assinada em 1888. Ou seja, as contas não estão batendo. Elizabeth Jhin, direção, Globo, público, professores de história, de matemática, alguém para elucidar este problema. Sério, alguém tem a resposta?

sábado, setembro 26, 2015

Verdades secretas, último capítulo

Antes de falar sobre o último capítulo de Verdades Secretas tenho por obrigação saudar a atriz Grazi Massafera, que como quem não quer nada, roubou todas as cenas, não só da novela das onze, mas de todas elas. É a atuação do ano. E não merece prêmios como coadjuvante e sim como atriz principal. A loira foi à forra. Não tive como conter as lágrimas esta semana com o show de interpretação da atriz. Grazi chocou. E convenceu até quem não acreditava nela. Uma atriz de grande porte chegou a comentar nos bastidores que não tinha muita paciência com Grazi, muito por ela ser uma ex-BBB. Fora outras declarações. Grazi não se abalou, ou sim, mas estudou, e dez anos depois da sua estreia na TV, no Big Brother, a loiraça venceu. Uma salva de palmas a Grazi Massafera. Linda como Larissa. Ou feia. Ou acabada. Ou tudo isso junto.  And the Oscar goes to Grazi Massafera!
E ainda: nestes últimos capítulos, o bumbum do Gianecchini causou frisson às mulheres ou aos gays ou mesmo, com os machões (explico: todo homem queria ter um corpo igual ao do Reynaldo, é mentira minha?). Sobre o Anthony, por ora gostei, ora não, mas funcionou bem ao lado de Eva Wilma, Marieta Severo, Ágatha Moreira e claro, Fernando Eiras. O final deles foi sensacional. Diferente. Enfim, vamos ao que interessa: o último capítulo. Mas falar do último capítulo sem buscar na memória o final do penúltimo e não fazer valer a atriz que é a Drica Moraes. Surtei junto!
Carolina (Drica) flagrou a filha Angel (que está mais para Devil) com o marido (Alex). Não suportou. Se suicidou e a cena foi incrível. Todos estavam ótimos, mas Drica esteve mais, muito mais. Ou seja, com a morte de Carolina, Angel assumiu o último capítulo: assassinou à queima-roupa seu amante, sumiu com o corpo e contou para a polícia que Alex bateu com a cabeça e caiu no mar. Não houve buscas. Bem estranho, mas nada que estragasse o que estava por vir. Com um ar de superioridade, frio, mesclando com seu rosto angelical, Angel surge absoluta (como diria o Visky) no seu casamento com Gui. Foi perfeito. 
Mesmo seu THE END se concretizar um pouco depois da uma da manhã, nada disso tirou o olhar do telespectador que ficou ali, vidrado na história: marcou 25 pontos de média. Fico imaginando a que patamares a Globo chegaria se tivesse sido esperta e exibido o capítulo mais cedo.
Verdades Secretas foi amoral, imoral, doce, salgada, hot. As bundas dos atores, os peitos das atrizes. Grazi Massafera, Camila Queiroz, Drica Moraes, Rodrigo Lombardi e a ousadia de Walcyr Carrasco e Mauro Mendonça Filho vai ficar para sempre na memória do público. Salve, salve.

A nova Ana Maria

Ana M. Braga surgiu nesta semana com cinco looks diferentes: o seu normal, que é muito feio, e os outros, com perucas diversas. E que linda ficou. Por que a Ana Maria não investe num desses visuais? Ficou mais jovem, mais clean, mais chique. ACORDA Ana!






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