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segunda-feira, dezembro 29, 2014

Os piores do ano, versão 2014

Tropicaliente é a pior reprise de novelas do ano de 2014.
Algo como Framboesa do ano, aqui apenas uma lista dos piores, lugar que ninguém gostaria de ser citado, mas...

Pior Atriz de Novela:
Cláudia Abreu, sei que muita gente vai querer me comer vivo, mas não concordei com a vitória dela no Domingão do Faustão (Globo) e mais, Pâmela Parker foi um equívoco na carreira da atriz, ficou forçada, chata, sem graça, nem de longe lembrava a cantora Chayene de Cheias de Charme. Quem assistiu a premiação da Rede Globo notou que até ela ficou surpresa. Amo a Cláudia Abreu, desde sempre, a vi pela primeira vez em Pátria Minha, 1994, e desde então, só flores (nunca vou esquecer da 'cachorra' Laura de Celebridade, 2003). Mas Pâmela de Geração Brasil foi muito ruim, o que não foi nem culpa dela, tudo nesta trama foi qualquer nota. 

Pior Ator de Novela:
Lázaro Ramos, também por Geração Brasil. Brian foi o pior personagem da carreira do ator, talvez o único, e nem Lázaro conseguiu se salvar deste vexame. O que se via em cena era uma má vontade de estar naquele lugar, naquela hora. Lázaro tem uma atuação ousada, é praxe dele, mas neste caso menos era mais. Muito ruim.

Pior Novela:
Geração Brasil, pelo conjunto da obra. Ruim em demasia. Foi a prova que a Globo esperava: o público quer ver novela com cara de novela. Resto, só se for série. 

Pior Reprise: 
Tropicaliente, de Walter Negrão, exibida pelo Viva, todas as tardes. Se nem quando reexibida pela Rede Globo, em 2000, a trama teve boa repercussão, não ia ser agora que a coisa iria engrenar. História de Amor, a antecessora, não teve uma substituta à altura. Uma pena.

Pior Atriz Coadjuvante de Novela:
Marina Ruy Barbosa, a Maria Ísis de Império. A atriz tinha tudo para ser a grande estrela da novela, mas o jeito de bonequinha de porcelana que a qualquer momento pode se quebrar a transformou numa chata de galochas.

Pior Ator Coadjuvante de Novela:
Paulo Betti, como Téo Pereira de Império.  O ator Lima Duarte  disse  em uma entrevista que sente vergonha em ser ator ao falar sobre a atuação de Paulo como um jornalista homossexual. Até certo ponto soava até engraçado, mas o exagero à lá Zorra Total encheu. Paulo Betti devia tomar algumas aulas com Aílton Graça, esse sim perfeito como Xana.

Pior Atriz de Série:
Luana Piovani, em Dupla Identidade. Deixo claro que gosto da atriz, não tenho esse preconceito todo por conta da vida pessoal dela, e ela só fala verdades, e isso dói para alguns. Mas a Vera era a irmã gêmea da delegada Gabriela da série Na forma da lei, de 2010 (interpretada por ela mesmo). Faltou personalidade.

Pior Ator de Série: 
Cauã Reymond, disparado. Deu vida ao policial André, da série O Caçador.  O ator, naturalmente ruim, conseguiu se superar. Tudo nele é artificial, não fosse o rostinho bonito sei não se teria tanta oportunidade assim na TV. 

Pior Série de TV: 
O Caçador, se as novelas já penam para segurar o telespectador dia após dia, com as séries isso pode ficar pior. Geralmente o público se cansa de esperar cenas do próximo capítulo e acaba deixando a história para trás. Com um roteiro ruim foi isso mesmo que aconteceu. 

Pior Humorista: 
Rodrigo Santana. Ele foi do céu ao inferno, em menos de um ano. Sua Janete cansou e ele pouco criou. Todos ainda lembram o antigo personagem. Detalhe: ele é um excelente humorista, só precisa se reciclar.

Pior Programa de Humor: 
Zorra Total. Não é disparado, pois o que mais tem é programa de humor ruim, mas a realidade é que após 15 anos na TV já deu o que tinha que dar. A emissora pensa em reformulação. Já é um avanço.

Pior Programa de Auditório:
 Domingo Show, disparado! Comandado por Geraldo Luís, a atração passa horas de seu tempo enrolando o telespectador e pasmem, por muitas vezes, conseguem. Também pudera, Geraldo tem como concorrentes o Esquenta, que é terrível e o Domingo Legal, Deus do céu, ficou ainda pior do que já era.

Pior Apresentador ou Apresentadora do Ano:
Geraldo Brasil, disparado! Ele é péssimo tanto que João Kléber, Luiz Bacci e Sérginho Mallandro perto dele viram ótimas opções. E soube que ele ainda pediu aumento de salário. Pode?

Pior Âncora de Telejornal: 
Paulo Henrique Amorim, por toda a parcialidade com que aborda os assuntos mais delicados. Jornalista tem que vestir a notícia, sempre!

Pior Telejornal: 
Domingo Espetacular, que como cópia clara do rival nunca conseguiu se destacar pela própria personalidade. Ficou mais evidente agora. Com a reformulação feita no Fantástico, o Domingo Espetacular ficou lá atrás, não chove nem molha. 

Pior reality: 
A Fazenda (Record). Sem comentários!

Desliga: 
Vídeo Show, sem nenhuma dúvida, o pior programa de variedades da TV. Daniel Filho, uma vez, quis porque quis extinguir o programa, todos ficaram contra. Hoje o programa não funciona e as boas lembranças ficaram no passado. 

domingo, dezembro 28, 2014

Os melhores do ano, versão 2014

Minissérie da Globo, exibida bem tarde, tinha audiência de novela das nove.
2014 não foi lá essas coisas no que se trata de televisão, foi pífio, nenhuma emissora arriscou, medo das eleições, ou apreensivas pela Copa do Mundo, sei lá, o fato é que ainda assim teve quem se sobressaiu. Segue a lista dos melhores do ano:


Melhor Atriz de Novela:
Lília Cabral, disparada! Maria Marta (Império) só comprova que a atriz não brinca em serviço e que merece, mesmo depois dos 50, o status que ganhou dentro da Rede Globo. Seguida por Giulia Gam (Boogie Oogie) e Drica Moraes (Império).

Melhor Ator de Novela:
Irandhir Santos, genial como Zelão da novela Meu Pedacinho de Chãoum capataz que mete medo em todo mundo na Vila de Santa Fé e acaba se transformando por causa da paixão pela professorinha Juliana, vivida por Bruna Linzmeyer. Seguido por Sérgio Guizé (Alto Astral) e Alexandre Nero (Império).

Melhor Novela:
Meu Pedacinho de Chão (remake de Benedito Ruy Barbosa com direção de Luíz Fernando Carvalho). O todo foi especial. Sem mais. Seguida por Boogie Oogie (Rui Vilhena) e Alto Astral (Daniel Ortiz).

Melhor Reprise: 
O Dono do Mundo (trama de 1991). Escrita por Gilberto Braga, a trama é estrelada por Antônio Fagundes, Glória Pires e Malu Mader. Sempre a meia-noite, no Viva. Seguida por A Viagem (Ivani Ribeiro) e História de Amor (Manoel Carlos).

Melhor Atriz Coadjuvante de Novela:
Juliana Paes, a Catarina de Meu Pedacinho de Chão. A atriz deve ter se inspirado em Anne Hathaway no filme "Alice no país das maravilhas" nos trejeitos da personagem. Se sim ou não, o que importa é que deu certo. Seguida por Cássia Kiss (O Rebu) e Vanessa Gerbelli (Em Família).

Melhor Ator Coadjuvante de Novela:
Antônio Fagundes, o italiano  Giácomo (Meu Pedacinho de Chão), dono da venda e pai ciumento da bela Milita, vivida por Cíntia Dicker. Seguido por Osmar Prado (Meu Pedacinho de Chão) e Humberto Martins (Em Família).

Melhor Atriz de Série:
 Ísis Valverde (Amores Roubados). Na pele de Antônia, a mocinha roubou a cena outra vez. Já encabeça a lista das melhores atrizes de sua geração. Seguida por Patrícia Pillar (Amores Roubados) e Débora Falabella (Dupla Identidade).

Melhor Ator de Série: 
Bruno Gagliasso, disparado. Deu vida ao serial killer Edu/Brian de Dupla Identidade, talvez a melhor história de Glória Perez na TV. Seguido por Murilo Benício (Amores Roubados) e Vladimir Brichta (Tapas & Beijos).

Melhor Série de TV: 
Amores Roubados, um primor escrito por George Moura, Sérgio Goldenberg, Flávio Araújo e Teresa Frota, com supervisão de texto de Maria Adelaide Amaral, direção geral de José Luíz Willamarim e Ricardo Waddington. Seguido por Dupla Identidade (Glória Perez) e Tapas & Beijos (Cláudio Paiva).

Humorista: 
Tatá Werneck foi o nome do ano, de novo. Após o sucesso com a Valdirene de Amor à Vida surgiu impossível (no bom sentido) no programa Tudo pela Audiência, do canal Multishow. Seguido por Marcelo Adnet (Tá no Ar) e Katiúscia Canoro (Zorra Total).

Melhor Programa de Humor: 
Tá no Ar: a TV na TV. Foi o ápice do ano no quesito humor. Em 2015 está garantida a segunda temporada. Seguido por: Vai que Cola (Multishow) e Tudo pela Audiência (Multishow).

Melhor Programa de Auditório:
 Amor & Sexo, disparado! Foi só a Globo anunciar ano passado que exibiria a última temporada que a atração comandada por Fernanda Lima alçou voos maiores: a audiência chega a 17 pontos depois da meia-noite facilmente (detalhe: em plena quinta-feira. Um feito!). Mais uma temporada está confirmada para o ano que vem. Ainda bem! Seguido por: Programa Sílvio Santos (SBT) e Planeta Xuxa (Viva, reprises).

Melhor Apresentador ou Apresentadora do Ano:
 Fernanda Lima, por Amor & Sexo. Seguida por: Silvio Santos (Programa Silvio Santos) e Xuxa (Planeta Xuxa e TV Xuxa). 

Melhor Âncora de Telejornal: 
Sandra Annemberg, por toda a simpatia e seriedade que faz do Jornal Hoje a melhor pedida das tardes da TV. Seguida por: Evaristo Costa (Jornal Hoje) e Tadeu Schmidt (Fantástico).

Telejornal: 
Fantástico, com ou sem Renata Vasconcellos. Melhorou tudo, pautas, notícias, ibope. Voltou a ser o que foi há bastante tempo. Seguido por: Jornal Hoje (Globo) e SBT Brasil (SBT).

Melhor reality: 
Masterchef (Bandeirantes). Por mais que torçam o nariz com Ana Paula Padrão e muitos ainda achem que a mesma nunca deveria ter deixado a Rede Globo é inegável que por onde passa a jornalista deixa sua marca. Mesmo não sendo de fato um programa com cunho jornalístico foi de longe o melhor reality produzido pela TV Brasileira. Seguido por: The Voice Brasil (Globo), programa relativamente bom (este ano estava fraquíssimo) e Big Brother (Globo), ainda forte apesar de tanto tempo no ar.

Liga: 
The Noite com Danilo Gentili, sem nenhuma dúvida, o melhor programa de entrevistas da atualidade. 

Em breve, os piores de 2014. Aguardem.








quinta-feira, dezembro 25, 2014

O Rei do Gado, o retorno (outra vez)

A história de O Rei do Gado, de 1996, volta ao ar pela quarta vez, dia 12 de janeiro próximo na Rede Globo, e quem gosta de uma boa trama rural é uma ótima pedida (mesmo mesmo), aliás, a primeira fase da novela é imperdível, não só pela atuação magistral de Tarcísio Meira, mas pelo capricho em si. Foram sete capítulos impecáveis. Logo a segunda fase, um tanto arrastada está longe de ser algo incrível, mas acredite, não é de todo ruim, afinal, só pelo fato de Raul Cortez ter roubado todas as cenas já basta como motivo para assistir a reprise. 
Patrícia Pillar fez da boia-fria um marco em sua carreira (Luana era tão ingênua, mas tão ingênua que chegava a doer tanta burrice) e Benedito Ruy Barbosa ofereceu a Glória Pires o pior papel de sua carreira: Marieta/Rafaela tinha tudo para ser um personagem inesquecível, mas ele a esqueceu pelo meio do caminho. Uma pena.
Silvia Pfeifer protagonizou seu melhor papel na tevê e calou a boca de muita gente na pele de Léia. Fabio Assunção teve uma boa química com Glória Pires, Antonio Fagundes conversou a novela inteira, Carlos Vereza foi muito chato e Walderez de Barros brilhou no finalzinho. E é a estreia de Lavínia Vlasak em novelas. Linda, linda, linda.
Surgiu boatos de que Laços de Família e Por Amor brigam pela vaga que O Rei do Gado deixará em meados de julho. Na torcida pela turma de Maria Eduarda (Gabriela Duarte) já!

Um papel urgente para Cristiana Oliveira, musa das novelas das sete dos anos 1990

A Globo só pode ter se esquecido do que foi a Cristiana Oliveira nos anos 1990, não existe outra explicação, tanto que nos anos 2000 só a Araci de Insensato Coração esteve a altura do enorme talento da atriz. O que acontece com os autores de plantão? Cristiana tem que voltar e urgente! A Juma Marruá de Pantanal (90), seguida pela Paloma de De corpo e alma (92), Marialva de Memorial de Maria Moura (94), Tatiana (ou Maria das Dores, lembram?) de Quatro por Quatro (95), Adriana de Salsa e Merengue (96), Selena (ela é mistério) de Corpo Dourado (98) e Pilar de Vila Madalena (99). Ok, os mais noveleiros vão citar a Alicinha de O Clone (2001), uma vilã que quase não dava as caras, mas depois disso, só Paraíso (2009), o resto se resume a participações especiais. Sua última aparição na Globo foi em Salve Jorge (2013) e se participou de três cenas foi muito. Cristiana era musa nos anos 90 e a gente sente saudade, o que estão fazendo com ela é um afronto a todos nós.
Cristiana nunca foi uma Glória Pires e nem tinha esta pretensão, mas todos os personagens no qual deu vida os fez com bastante esmero, afinal! diz aí? Da lista acima mencionada duvido que você não lembre de pelo menos um com imenso carinho (claro que é válido somente aos que já ultrapassaram a casa dos vinte e cinco)?
Cristiana Oliveira continua linda e igualmente talentosa, precisa urgente de um bom papel para comprovar que deixá-la no passado é um erro, e de equívocos já bastam os sem talentos cuja única habilidade que tiveram foram conquistar aquele diretor ou autor de novelas. Mais senso de justiça e valorização aos grandes profissionais de tevê, falo dos que entendem mesmo. 

Em tempo: Cristiana participou da série Animal, exibida este ano no canal GNT.

O Dono do Mundo, de 1991, é a melhor novela de 2014, disparada!

Como toda criança de 1991 Vamp e Carrossel eram o que todos assistiam, junto ao Xou da Xuxa. Nem vem, pois era isso e pronto! 2014, eis que me deparo com O Dono do Mundo, daquele ano, novela muito prejudicada por Carrossel, pelo motivo que todos já sabem. E pasmem! 23 anos depois o posto de melhor novela no ar é dela. Trama simples e ágil, com uma Glória Pires extraordinária. Pesquisei e descobri que os prêmios daquele ano foram todos para ela. Merecidos. Stella é adorável.
Letícia Sabatella como Taís é outra que encanta. Foi nessa novela que ela se casou com Ângelo Antônio, par de Taís, o Beija-Flor ou Guilherme, para os menos íntimos. Hoje estão separados, mas seguem com carreiras sólidas. Malu Mader prova que nunca foi aquilo tudo, mas Fernanda Montenegro e Natália Thimberg arrebentavam, como sempre. E tem ainda Antônio Fagundes como um cafajeste sedutor e lindão (risos)!
No ar pelo Viva, do grupo Globo, O Dono do Mundo vai ao ar a meia-noite, de segunda a sábado, com reprise a tarde. E caros, como é injusto este horário. Ou você é um notívago ou não trabalha, ou pior, é feito eu, que deixa de dormir, assiste!, com todo o prazer, mas fica indignado com a situação. Claro, podia ser pior, A Viagem, outro clássico, passa as duas da manhã (madrugada total) ou doze horas depois (começo da tarde). Inviável. E saber que a substituta vai ser Pedra sobre Pedra me dá uma tristeza. Não irei assistir. Não tem jeito. Viva, mude esses horários, por favor! O Dono do Mundo está valendo todo esse sacrifício, não é ingênua, é gostosa e trouxe de volta aquele gostinho de quero mais perdido atualmente, acreditem, eu espero ansioso as cenas do próximo capítulo. Fora a delícia que é ver os atores mais jovens e comprovar que alguns nem mais entre nós estão, dá para matar aquela saudade.
E se Babilônia, próxima das nove, for um terço do que foi O Dono do Mundo, vai sobrar assunto para postar. Tomara!!

Sempre a Nazaré (Renata Sorrah em Senhora do Destino, Globo, 2004)

Império começou impecável, novela com cara de filme, tudo perfeito, era a primeira fase e os elogios, (desculpem!) ficaram por lá. Veio a segunda fase. Lília Cabral tomou a novela para si e tchau boas histórias. Tudo é surreal. Adoro a Drica Moraes, amo de paixão a Marjorie Estiano, mas essa história de Cora rejuvenescida não desce nem com litros e mais litros de água. E agora  com a falsa morte do Comendador, sem comentários. Aguinaldo Silva, autor de Pedra sobre Pedra, que o Viva vai reprisar em janeiro (oba!), Fera Ferida, Tieta, A Indomada, Senhora do Destino, Porto dos Milagres entre outras, perdeu a mão. 
Império me dá menos prazer de assistir que Em Família e olha que a novela de Manoel Carlos foi baita ruim. Nada salva. Os trejeitos de Paulo Betti, a insossa Marina Rui Barbosa, a chatice de Leandra Leal, a besteira que virou o núcleo de Paulinho Vilhena, em tudo parece que falta alguma coisa, que desandou, faltou fermento, o bolo não cresceu, sei lá, mas o fato é que a atual novela das nove está um porre.
Cora tinha tudo para ser mais uma Nazaré, mas este chavão de ter que matar personagens (sempre) pela escada, tirou quaisquer perspectiva da personagem entrar para a história e isso se deu bem antes da saída de Drica, que torço para que volte e acabe com essa coisa de plástica e com isso tire da Marjorie a vergonha que deve estar sentindo. Cora copiou Tereza Cristina (Christiane Torloni), que por sua vez copiou Nazaré (Renata Sorrah), esta, segue intacta, até porque é o produto original do autor. Aguinaldo Silva tem que se desvencilhar de Senhora do Destino urgente, para o nosso bem e dele mesmo. Reciclagem. Já!
Dos males o menor, do jeito que o tempo urge, março está logo ali e Gilberto Braga vem com a missão de contar uma história com cara de novela das nove, sem clichês, sem nos enfiar goela abaixo qualquer coisa. Simplesmente não dá mais para aturar isso.

A sensação das seis

Se tem alguma coisa que eu não goste de Boogie Oogie é o título, e só. É de longe a melhor novela inédita no ar atualmente, sem mais. Falar da profissional Ísis Valverde é chover no molhado, a menina tem talento, é linda, emociona, diverte, sorri, chora, tudo na dose certa, e com a Sandra todos esses requisitos explodem na telinha, é um dos acertos da Rede Globo, gosto dela, aprendi a gostar da Sophie (Charlote) e babo com a Marjorie (Estiano). Bravo Ísis! E quem eu não gostava, mas vem tomando a trama para si é a agora loiríssima Bianca Bin, a Vitória, caiu nas graças do público, dos críticos, está soberba. E a história principal é com as duas. Elas foram trocadas na maternidade e a pobre menina rica Sandra se apaixona pelo namorado da mimada Vitória. Com ótimos ganchos, direção, diálogos, o folhetim segue correndo, não para, pena os míseros 18 pontos de audiência não acompanhar a beleza que é a novela de Rui Vilhena, estreante em praias brasileiras.  
Por que Boogie Oogie tem registrado péssima audiência? É a pergunta que não quer calar. É o horário? Pode ser. Hoje o brasileiro trabalha mais e com o trânsito caótico de São Paulo justifica-se o baixo ibope ou quem sabe até podemos duvidar do IBOPE mesmo. Sei lá! Sei que a falta de televisores sintonizados no atual cartaz das seis não tira a qualidade do que nos é apresentado, coisa que virou praxe nos folhetins do horário. É uma melhor que a outra, difícil de escolher até qual delas é a melhor.
Giulia Gam é sempre Giulia Gam. Incrível. Joana Fomm, mesmo numa participação esporádica fez toda a diferença. Deu para matar a saudade da eterna Perpétua (Tieta, 1989), Carmem Maura (Vamp, 1991) e Salustiana (Fera Ferida, 1993) e o coro 'volta Joana Fomm' se propaga na internet. Magnífica atriz. Letícia Spller correta assim como Alessandra Negrini, porém é a Deborah Secco quem mais me fascina. Melhora a cada dia. O elenco inteiro, juro!, estão bem e até os mais ruins (poucos) não comprometem. Destaque para Marco Pigossi, ótimo!
Boogie Oogie merece crescer, talvez não tenha tempo de salvar o vexame de ser considerada a novela com menos audiência do horário, mas pode sair de cabeça erguida, pois em nada deveu em seu roteiro. Bravo! Bravíssimo! E a salva de palmas não para por aqui. 

domingo, dezembro 21, 2014

Um pouco de Alto Astral


Assim que começaram as chamadas de Alto Astral, que tem cheiro e enredo de novela das seis, mas ocupa a faixa das sete, fiquei empolgado, enfim acordaram. Gostei muito de Sangue Bom e Guerra dos Sexos, porém a baixa qualidade das histórias de Geração Brasil e Além do Horizonte, parecia ter afundado de vez os bons folhetins. O horário das sete sempre foi a meu ver o pior de todos. Salvo algumas exceções, as novelas das sete são sempre as piores. Sempre. O contrário das tramas das seis. Entra novela, sai novela e somos agraciados com ótimas cenas, atuações e enredo. Ainda vou comentar sobre Boggie Oggie, aguardem. 
Natália Dill traz um frescor a lá Escrito nas Estrelas e o tema espírita de Alto Astral, mas sem a mesma pretensão das novelas de Elizabeth Jhin ou Alma Gêmea, de Walcyr Carrasco ou o estrondoso sucesso A Viagem, da memorável Ivani Ribeiro, diverte e emociona. E sobre a intérprete de Laura, a mocinha teria tudo para ser a mais nova chatinha da tevê, mas não, Natália segura firme sua terceira protagonista. Pudera, desde Malhação, em sua estreia, a atriz mostra seu leque de boas atuações. 
Thiago Lacerda e Cláudia Raia, a dupla de vilões, é um acerto. Thiago é bom ator, não é o melhor, mas consegue imprimir toda a força do vilão-mor da trama. E a Cláudia, sempre criticada quando exerce a função de má em uma novela, a citar Ângela (Torre de Babel, 1998), Ágatha (Sete Pecados, 2007) e Lívia (Salve Jorge, 2012), porém, enaltecida em papéis de mocinha ou cômicos, vem acertando com as loucuras de Samantha, uma vilã muito divertida. Destaque para Sílvia Pfeifer, muito bem também.
Contudo, é de Sérgio Guizé a novela das sete. O rapaz é de longe o melhor, faz de cada cena um primor, e é do tipo que não precisa nem abrir a boca. Vida longa ao ator nas telinhas da Globo.
Alto Astral tem uma audiência crescente, merecida e comprova que o telespectador quer ver boas novelas, quer de volta clássicos, e não à toa O Dono do Mundo e A Viagem, tramas do início dos anos 90 são as maiores audiências do Viva. Acordaram, antes tarde do que mais tarde como diria dona Astrid Fontenelle. 

Em tempo: Alto Astral (escrita por Daniel Ortiz, baseada na história original de Andréa Maltarolli, morta em 2009) é a primeira novela sob o comando de Silvio de Abreu, o homem que decide o que entra ou não no ar na teledramaturgia da Globo. Está em boas mãos.

Planeta Xuxa

DEMITIDA! Nos últimos dias não se falou em outra coisa: após 28 anos, Xuxa Meneghel sai pelas portas dos fundos da Rede Globo. A partir disso, a apresentadora reinava absoluta na internet. Virou meme, está sendo disputada pela TV Record (Brasil), SBT (Brasil) e Telefé (Argentina). E pasmem, um dia depois já se falava em conversas com a própria Globo. Demitiu? Não demitiu? E eis que surge uma nova "novela" e os factoides que sempre acompanharam a rainha revelam que apesar de tanto falarem que a mesma não dá mais audiência, ela lidera em todos os sites de fofocas. Não se fala em outra coisa e olha que Império, atual cartaz das nove, vem batendo todos os recordes. 
Xuxa se acostumou com o showbizz, já não se abala tão facilmente e sabe de sua força midiática. Xuxa vende e vende muito! Claro que aos 51, quase 52, já não tem mais a mesma força que nos áureos tempos do Xou da Xuxa, mas o seu Planeta segue intacto. No Viva, canal pertencente ao grupo Globo tem alegrado seus inúmeros fãs, o programa de 1997 Planeta Xuxa impulsionou o ibope da TV fechada. Caso continue na Rede Globo não resta dúvidas que logo logo voltam com o Xuxa Park.
Xuxa na Rede Record. Será? Sei que não deveria conciliar a tevê com a Igreja Universal, todavia os mesmos se apoiam. A loira, de condenada, viraria vítima de uma história que envolve fama, poder, dinheiro e pacto com o Diabo. Sei não. Soa estranho e também seria um chute na bunda de muita gente. Gosto mais da ideia da dupla Xuxa-Silvio Santos. Seria um acerto. 
Enquanto o desfecho não acontece, ficamos todos apreensivos, torcendo, insultando, falando bem e mal, não importa, Xuxa é sempre um assunto bom e polêmico. Rende.